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quarta-feira, 1 de março de 2017

O Decálogo Médico – Conselhos de William Osler e James Kirklin

William Osler (1840-1919) foi um dos grandes pensadores médicos dos séculos XIX e XX. 


Desde sua cátedra de Cirurgia na Johns’s Hopkins, ele irradiou conhecimento para a medicina mundial. Como educador, seus inúmeros discípulos saíram com sua marca de qualidade na relação com seus pacientes.

James Kirklin viveu mais recentemente (1917-2004). Foi professor de cirurgia na famosa clínica Mayo, de onde se mudou para a Universidade do Alabama, em Birmingham, criando ali um verdadeiro império de geração do conhecimento. Foi o primeiro cirurgião a tratar cientificamente os resultados dos procedimentos cirúrgicos, validando-os ou jogando-os no esquecimento.


Foi um homem preciso em suas palavras, atitudes e cirurgias.

O decálogo aqui proposto é uma composição de idéias de Osler e Kirklin escrita com o objetivo de mostrar pontos de convergência entre os dois pensadores médicos. Fica reforçada assim a veracidade das afirmações.


Este tema é dirigido a médicos.

1. A arte da medicina deve ser aprendida por meio da experiência, e não por herança ou revelação. Aprenda a ver, aprenda a sentir, aprenda a cheirar. Medicina é mais bem aprendida à beira do leito do que na sala de aula. Não baseie seus conceitos sobre doenças em palavras ouvidas na sala de conferências ou em livros. Antes, procure ver, e depois compare. Dois olhos diferentes não enxergam sempre igual, assim como dois espelhos não refletem exatamente a mesma imagem.

2. Passe a maior parte do seu tempo com os pacientes. Não gaste as horas do dia fazendo o que pode fazer à noite, em casa, como ler livros e revistas. Mas, quando você vê um caso clínico interessante, leia. Suas dificuldades são as mesmas dos que já escreveram anteriormente sobre o assunto.

3. Registre o que você viu. O prontuário médico minucioso ajuda você e seu paciente. Não espere. Registre logo. A memória provoca estranhas mudanças nos fatos. A silhueta das montanhas no horizonte é muito diferente do que a observação feita durante a escalada. Os detalhes vitais não registrados no momento vão assumindo características muito diferentes quando entregues à memória.


4. Sempre observe e registre o que não é usual. Guarde suas observações. Comunique sua comunidade médica ou publique tudo o que é insólito. Não deixe suas observações morrerem com você. Organize seus dados. Estude-os. Alguns fatos só podem ser aprendidos por comparação estatística. As grandes observações, historicamente, não surgiram de forma isolada nas grandes clínicas. Muitos fatos vieram à luz pelas mãos do médico do interior. A responsabilidade de revelação de novos conhecimentos está na mão de cada médico.

5. Sempre e em primeiro lugar trate seu paciente com carinho. Compreenda suas angústias, tenha compaixão pelas suas dificuldades. Procure apoiá-lo, acompanhá-lo, torna-lo seguro de que está no caminho certo. Não demonstre suas dúvidas; isso de nada valerá. Se você não tem certeza, seja brando. Mas sempre, em qualquer situação, transmita esperança.


6. Respeite seus colegas. Nunca profira nem permita que profiram uma palavra contra um colega. Você não é juiz. Não se permita condenar alguém apressadamente, pois o tempo pode mostrar que foi injusto. Participe das atividades médicas de seus colegas. Aprenda a conhecê-los. Seja reservado no seu contato com os outros médicos e com pacientes. Fale só quando tenha algo a dizer. Comprometa-se somente quando você pode e deve. E quando falar, diga só o que realmente sabe. Cuidado com as palavras; elas são perigosas. Elas mudam de cor como o camaleão e voltam como um boomerang.


7. Não fale demais, mas também não faça demais. Não use apressadamente novos produtos. Lance mão apenas das drogas sobre as quais existe informação correta e real e das quais se conhecçam os efeitos secundários. Respeite seu paciente. Não seja o primeiro a iniciar um procedimento ainda não bem estudado, para não ser o primeiro a abandoná-lo.


8. Familiarize-se com o trabalho dos outros. Dê crédito aos precursores.  Respeite a hierarquia. De outra parte, respeite seus subordinados, manifestando o reconhecimento por seu esforço. É por meio de seus discípulos que virá sua melhor compensação e o reconhecimento mais duradouro de seu trabalho.

9. Viva uma vida simples e moderada, dedicando toda a energia a sua profissão. A medicina é uma amante exigente e ciumenta que não se satisfaz com pouco. Aproveite seus minutos. Não se perca em seu caminho. Organize seu dia e cada tarefa a ser realizada.

10. Antes de tudo, ame seu paciente. Respeite-o. Ele é o centro de suas atenções. Faça-o esquecer de seus sintomas e tristezas pela sua simples presença. Seja carinhoso e simples, conservando, no entanto, a dignidade e o respeito. Se você cultivar tudo isso ao longo de sua carreira, principalmente com seus colegas e pacientes, e se eles reconhecerem em você essas qualidades, você poderá  considerar-se realmente um médico.


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