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segunda-feira, 27 de março de 2017

Fraturas distais do rádio (fratura do punho) (Distal Radius Fractures (Broken Wrist))

O rádio é o maior dos dois ossos que formam o antebraço. A extremidade no sentido do punho é chamada de extremidade distal. Fraturas do rádio distal ocorrem quando a área do rádio próxima ao punho se quebra.
As fraturas distais do rádio são muito comuns. Na verdade, o rádio é o osso do membro superior fraturado com mais frequência.

Descrição
As fraturas distais do rádio ocorrem quase sempre a cerca de 2,5 cm da extremidade do osso. Contudo, podem ocorrer de várias formas diferentes.
Uma das fraturas distais do rádio mais comuns é a fratura de Colles, em que o fragmento fraturado do rádio desvia-se para cima. Essa fratura foi descrita pela primeira vez em 1814 pelo cirurgião e anatomista irlandês Abraham Colles - por isso o nome, fratura de Colles.

Outras maneiras de que o rádio pode fraturar-se incluem:
  • Fratura intra-articular. Fraturas que se estendem à articulação do punho. ("Articular" refere-se a "articulação".)
  • Fratura extra-articular. Fraturas que não se estendem à articulação são chamadas de fraturas extra-articulares.
  • Fratura aberta. Quando um osso fraturado rompe a pele, a fratura é chamada de fratura exposta. Esses tipos de fraturas precisam de atenção médica imediata por causa do risco de infecção.
  • Fratura cominutiva. Quando um osso é quebrado em mais de dois pedaços, a fratura é chamada de fratura cominutiva.

Uma fratura tipo Colles ocorre quando a extremidade fraturada do rádio se desvia para cima.


É importante classificar o tipo de fratura, porque algumas fraturas são mais difíceis de tratar que outras. As fraturas intra-articulares, as fraturas expostas, as fraturas cominutivas e as fraturas desviadas (quando os pedaços do osso quebrado se desalinham), por exemplo, são mais difíceis de tratar. Às vezes, o outro osso do antebraço (a ulna) também é quebrado. Essa fratura é chamada de fratura distal da ulna.

A ilustração mostra alguns dos tipos de fraturas distais do rádio.
Reproduzidas com permissão de JF Sarwark, ed: Essentials of Musculoskeletal Care, ed 4. Rosemont, IL, American Academy of Orthopaedic Surgeons, 2010.

Causa
A causa mais comum da fratura distal do rádio é a queda sobre o braço estendido.

A osteoporose (doença que faz com que os ossos fiquem muito frágeis e mais fáceis de quebrar) pode fazer com que uma queda relativamente simples resulte em um punho fraturado. Muitas fraturas do rádio distal em pessoas com mais de 60 anos de idade são causadas pela queda da própria altura.
O punho pode ser quebrado mesmo quando os ossos são saudáveis, se a força do trauma for grande o suficiente. Por exemplo, um acidente de carro ou a queda de uma bicicleta podem gerar força suficiente para quebrar o punho.

A boa saúde dos ossos ainda é uma importante opção de prevenção. Protetores de punho podem ajudar a prevenir algumas fraturas, mas não conseguem impedir todas.

Sintomas
O punho quebrado normalmente causa dor imediata, dor à palpação, hematoma e inchaço. Em muitos casos, o punho assume uma orientação incomum ou angulada (deformidade).

Exame médico
Se a lesão não for muito dolorosa, e se o punho não estiver deformado, pode ser possível aguardar até o dia seguinte para consultar o médico. O punho pode ser protegido com uma tala. Até que o médico examine o punho, uma compressa de gelo pode ser aplicada e o punho pode ficar elevado.
Se a lesão estiver muito dolorosa, se o punho estiver deformado ou dormente, ou se os dedos não estiverem rosados, é necessário procurar um pronto-atendimento.

O médico solicitará radiografias do punho para confirmar o diagnóstico. A radiografia é a técnica de diagnóstico por imagem mais comum e acessível. Ela mostra se o osso está quebrado e se há deslocamento (um espaço entre os ossos quebrados). Ela também pode mostrar em quantos pedaços o osso está quebrado.

(Esquerda) Radiografia de um punho normal. (Direita) As setas brancas indicam uma fratura distal do rádio.

Tratamento
O tratamento de ossos quebrados segue uma regra básica: os pedaços da fratura devem ser recolocados em seus lugares e mantidos no local correto até que tenham cicatrizado.
Há várias opções de tratamento para uma fratura distal do rádio. A escolha depende de muitos fatores, como a natureza da fratura, a idade e o nível de atividade, além das preferências pessoais do cirurgião.

Tratamento não cirúrgico

Se o osso quebrado estiver em uma boa posição, é possível usar gesso até que o osso consolide.
Se a posição (alinhamento) do osso não for a correta e houver chance de isso limitar o uso do braço no futuro, pode ser necessário realinhar os fragmentos do osso quebrado. "Redução" é o termo técnico para esse processo em que o médico coloca os pedaços quebrados no lugar. Se o osso é realinhado sem que seja preciso cortar a pele (incisão), a redução é chamada de redução fechada.

Depois que o osso está alinhado corretamente, uma tala ou gesso podem ser colocados no braço. A tala é normalmente usada nos primeiros dias, por conta de um pequeno grau de inchaço, que é comum. O gesso normalmente é colocado alguns dias ou uma semana depois, quando o inchaço diminui. O gesso é substituído 2 ou 3 semanas depois, à medida que o inchaço diminui mais, deixando o gesso frouxo.

Dependendo da natureza da fratura, o médico pode monitorar de perto a consolidação, fazendo radiografias regulares. Se a fratura tiver sido reduzida, ou se for considerada instável, as radiografias podem ser realizadas uma vez por semana por 3 semanas, e depois com 6 semanas. As radiografias podem ser realizadas com menos frequência se a fratura não tiver sido reduzida, ou se for considerada estável.

O gesso é retirado cerca de 6 semanas depois da ocorrência da fratura. Nesse momento, normalmente é iniciada a fisioterapia, para ajudar a melhorar os movimentos e as funções do punho lesionado.

Tratamento cirúrgico

Às vezes o osso está tão fora do lugar que não pode ser corrigido ou mantido na posição correta com o uso de gesso. Essa situação tem o potencial de interferir no uso do braço no futuro. Nesse caso, pode ser necessário fazer cirurgia.

Procedimento. A cirurgia normalmente envolve um corte para acessar diretamente os ossos quebrados e melhorar o alinhamento (redução aberta).

Uma placa e alguns parafusos mantêm os fragmentos quebrados na posição correta até a consolidação.

Dependendo da fratura, há várias opções para manter os ossos na posição correta até a consolidação:
  • gesso;
  • pinos metálicos (normalmente de aço inoxidável ou titânio);
  • placa e parafusos;
  • fixador externo (uma estrutura estabilizante colocada do lado externo do corpo para segurar os ossos na posição correta para que possam consolidar);
  • qualquer combinação dessas técnicas.



Fraturas expostas. Em todos os casos de fratura aberta, é necessário realizar a cirurgia o mais rápido possível (em até 8 horas depois da lesão). O tecido mole e os ossos expostos devem ser cuidadosamente limpos (debridados), e antibióticos devem ser administrados para prevenir infecções. Serão usados métodos de fixação externos ou internos para manter os ossos no lugar correto. Se os tecidos moles ao redor da fratura estiverem muito lesionados, o médico pode aplicar um fixador externo temporário. A fixação interna com placas ou parafusos pode ser usada como segundo procedimento alguns dias depois.

Um fixador externo.


Recuperação

Como os tipos de fratura distal do rádio são muito variados, e as opções de tratamento são muito amplas, a recuperação é diferente para cada indivíduo. Converse com o médico se quiser informações específicas sobre seu programa de recuperação e o retorno às atividades do dia a dia.

Manejo da dor


A maioria das fraturas é acompanhada de dores moderadas que duram de alguns dias a algumas semanas. Muitos pacientes descobrem que tudo o que precisam para aliviar as dores é o uso de gelo, a elevação do braço (mantê-lo acima do coração) e o uso medicamentos analgésicos simples isentos de prescrição.

O médico pode recomendar a associação de ibuprofeno e acetaminofeno para aliviar as dores e a inflamação. A associação desses medicamentos é muito mais eficaz que qualquer um dos dois sozinhos. Se a dor for intensa, os pacientes podem precisar tomar um medicamento mais forte, vendido sob prescrição - normalmente um opioide - por alguns dias.

Gesso e cuidados com a ferida

Em alguns casos, os gessos originais são substituídos porque o inchaço diminui tanto que o gesso fica solto. O último gesso é retirado normalmente depois de cerca de 6 semanas.
Durante a consolidação, os gessos e as talas devem ser mantidos secos. O uso de uma sacola plástica sobre o braço durante o banho deve ajudar. Se o gesso for molhado, será difícil secá-lo. Um secador de cabelo no modo ar frio pode ajudar nessa tarefa.
A maioria das incisões cirúrgicas tem que ser mantida limpa e seca por 5 dias, ou até que as suturas (pontos) sejam retiradas, o que ocorrer por último.

Possíveis complicações


Depois da cirurgia ou da colocação do gesso, é importante que recupere todos os movimentos dos dedos das mãos o mais rápido possível. Se você não conseguir movimentar seus dedos por completo em até 24 horas por causa de dores e/ou inchaço, entre em contato com o médico para fazer uma avaliação.
Ele pode soltar o gesso ou o curativo da cirurgia. Em alguns casos, será preciso trabalhar com um fisioterapeuta ou um terapeuta ocupacional para recuperar todos os movimentos.

A dor incessante pode ser sinal de síndrome dolorosa regional complexa (distrofia simpática reflexa), que deve ser tratada agressivamente com medicamentos ou bloqueios anestésicos.

Reabilitação e retorno às atividades


A maioria das pessoas retorna às atividades anteriores depois da fratura distal do rádio. A natureza da lesão, o tipo de tratamento recebido e a resposta do corpo ao tratamento têm, todos, impacto, portanto a resposta de cada indivíduo é diferente.

Quase todos os pacientes terão alguma rigidez no punho. Normalmente, ela diminuirá no primeiro ou no segundo mês após a retirada do gesso, ou depois da cirurgia, e continuará a melhorar por pelo menos 2 anos. Se o médico achar necessário, será iniciada fisioterapia em alguns dias ou semanas depois da cirurgia, ou logo após o último gesso ser retirado.

A maioria dos pacientes será capaz de retomar as atividades leves, como nadar ou exercitar os membros inferiores na academia, em até 1 ou 2 meses depois da retirada do gesso, ou em até 1 ou 2 meses depois da cirurgia. Atividades vigorosas, como esquiar ou jogar futebol, podem ser retomadas entre 3 e 6 meses depois da lesão.

Resultados no longo prazo


Estima-se que a recuperação deva levar pelo menos um ano.

Deve haver algum grau de dor durante atividades vigorosas no primeiro ano. Alguma rigidez ou dor residual deve estar presente por pelo menos 2 anos, ou até permanentemente, especialmente para lesões de alta energia (como acidentes de motocicleta), em pacientes com mais de 50 anos de idade ou em pacientes com algum grau de osteoartrite. Entretanto, a rigidez normalmente é pequena e não costuma afetar os movimentos do braço.

Por fim, a osteoporose é um fator de muitas fraturas do punho. Há sugestões de que pessoas com fratura de punho façam exames para avaliar a fragilidade óssea, especialmente se tiverem outros fatores de risco para a osteoporose. Pergunte ao médico em que consiste o exame da osteoporose.


Fonte: Ortho Info


terça-feira, 21 de março de 2017

O impacto da impressão 3D na medicina




A invenção e primeira patente registrada da impressão 3D foi na década de 1980, concebida originalmente como um meio de produzir protótipos rápidos e acessíveis para a indústria manufatureira. Com o passar dos anos, o advento da impressão 3D se propagou e a tecnologia tem sido utilizada em diversas áreas e, como não poderia ser diferente, cientistas estão descobrindo aplicações biológicas extraordinárias para a tecnologia. Na área da saúde, a principal expectativa para o uso da modelagem e impressão 3D é reduzir o tempo nas filas de transplantes, bem como atuar com maior diligência durante as cirurgias e pós-cirúrgico. 

Já existem múltiplos métodos de impressão 3D que trabalham de maneiras distintas, utilizando materiais que podem variar de plástico a pó de metal. Para a impressão 3D na medicina, cientistas introduzem matérias como resinas, metais e células humanas para criar as mais diversas composições tridimensionais para funções biológicas. Uma das tendências mais modernas é a bioimpressão, técnica que vem apresentando um progresso crucial na criação de tecidos e órgãos humanos por meio da utilização de células-vivas como matéria prima. O uso dessa tecnologia para fazer órgãos a partir das células-tronco do próprio indivíduo poderá fazer uma revolução no processo de transplante de órgãos e redução da rejeição de transplantes.

Em função de facilitar o diagnóstico e planejamento cirúrgico, a técnica é capaz de substituir os modelos de imagens obtidos por meio de tomografia e ressonância magnética por modelos físicos da anatomia do próprio paciente, que poderão ser manipulados pelo médico antes de uma intervenção cirúrgica.
Peças de reposição para o corpo humano impressas em 3D já são uma realidade. Para um paciente que precisa de um transplante ósseo, resultados dos exames de imagens computadorizados são utilizados para fabricar uma cópia idêntica à original. A Organovo, empresa americana líder em bioimpressão, está usando impressoras 3D para criar tecidos vivos que imitam a aparência e o comportamento de órgãos humanos. Segundo os especialistas, em duas décadas estas bioimpressoras serão capazes de produzir órgãos como rins, pâncreas e fígados a partir das células-tronco de um paciente.

Em 2013, a Oxford Performance Materials foi notícia ao criar um implante impresso em 3D para substituir 75% do crânio de um paciente. O sucesso da operação culminou com a aprovação do dispositivo facial pelo FDA, o órgão governamental americano que lida com o controle das indústrias alimentícias e de medicamentos. Até o momento, está é a primeira e única aprovação de impressão 3D para implantes faciais. Além da capacidade de criar peças para corresponder à anatomia específica de um paciente, o método reduziu o custo de um dos procedimentos mais complexos da medicina: reconstruir cirurgicamente uma face lesionada.


Embora impressão 3D biológica ainda seja uma tecnologia relativamente nova, é notável seu sucesso e relevância no campo médico, tornando-a um dos estudos mais influentes do mundo. Como resultado, o mercado de impressão 3D para medicina está previsto para atingir mais de 4 bilhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento até 2018. De próteses a órgãos personalizados, a tecnologia deve revolucionar o setor da saúde por ser um meio versátil e eficaz de tratamento médico e individualizado aos pacientes. Nas próximas décadas, impressoras 3D poderão ser aparelhos hospitalares tão comuns quanto equipamentos de raio-X.

EXPERIMENTOS BEM SUCEDIDOS





Impressão de próteses da UNICAMP

Médicos da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) realizaram o primeiro transplante de crânio impresso em 3D no Brasil. Após sofrer um acidente de moto, Jessica Cussioli, 23 anos, ficou com um buraco de 12 centímetros de comprimento em seu crânio e precisava reconstruir parte do rosto. A empresa paulista especializada em biofabricação Biofabris foi responsável por desenvolver um modelo virtual do crânio de Jessica e usou titânio para imprimir uma placa em 3D concebida para cobrir o buraco. A cirurgiaash;lizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS)ash; um sucesso. A intenção dos cientistas é que essas pesquisas tornem-se protocolos de medicina para serem adotados num futuro próximo pelo SUS em todo país.

Impressão de nariz no Instituto ETH Zurich

Cientistas do Laboratório de Engenharia e Regeneração de Cartilagens ETH Zurich, na Suiça, criaram um nariz através de uma combinação de biopolímeros e células vivas. O material foi colocado em oito seringas e inserido em uma impressora 3D concebida para receber materiais biológicos. Camada por camada, o nariz toma forma com uma biotinta ejetada por um pequeno bocal. A cartilagem foi projetada para crescer junto com o paciente após o implante. Por ser criada a partir das células do próprio indivíduo, a probabilidade de rejeição é baixa.

Impressão de coração no Instituto Wake Forest

O Instituto de Medicina Regenerativa Wake Forest, Estados Unidos, é responsável por outro avanço na impressão 3D biológica. A equipe de pesquisadores criou um coração em miniatura usando uma rede de células cardíacas criadas a partir de células de pele humana adulta. Estas células foram reprogramadas e depois fundidas em conjunto com a impressão 3D, resultando em um pequeno coração sintético. Anteriormente, a equipe imprimiu com sucesso orgãos como rins e bexiga, bem como desenvolveu um novo tipo de tecnologia de impressão a jato de tinta que permite a produção de pele para soldados com queimaduras graves.

Impressão de ossos no Hospital Universitário de Salamanca

Médicos e pesquisadores do Hospital Universitário de Salamanca, na Espanha, conseguiram criar ossos de titânio produzidos em uma impressora 3D. O paciente, de 54 anos, precisava que seu esterno e parte de sua caixa torácica fossem substituídos em consequência de um câncer na região. Para recriar o modelo exato da parede torácica do paciente, foram utilizados scans 3D de alta resolução dos ossos originais. A empresa australiana Anatomics foi responsável por projetar esta peça, que recebeu pó de titânio como base. Sem sofrer quaisquer complicações pós cirúrgicas, o paciente recebeu alta 12 dias após a operação.

Impressão de células-tronco na Universidade de Edinburgh

Apontadas como fontes de tecidos substitutos, células-tronco embrionárias foram impressas em 3D na Universidade de Edinburgh, Reino Unido. A equipe de cientistas utilizou uma impressora com biotinta contendo células-tronco cultivadas em laboratório. As células foram expelidas por um micro jato de ar e impressas vivas em uma placa de petri. O objetivo dos pesquisadores é utilizá-las para criar órgãos para transplante e produzir tecidos para testes farmacológicos.



Seria o fim dos transplantes?

 

Apesar dos avanços médicos significativos envolvendo a impressão 3D, os desafios científicos e regulamentares permanecem, e as aplicações mais transformadoras para esta tecnologia precisarão de tempo para progredir. Para que a busca de órgãos procedentes de doadores seja substituída por peças sintéticas, o desenvolvimento de células usando o próprio DNA do paciente é fundamental para evitar a rejeição. Cientistas do MIT já descobriram uma maneira de conservar diversos tipos de células que compõe os tecidos do corpo e que não só mantenham a sua função enquanto cultivadas em laboratório, mas também que se multipliquem para produzir um novo tecido. Estes tecidos já são utilizados por pesquisadores para testar drogas experimentais e o próximo passo é utilizá-los para reparar os órgãos humanos danificados. Todavia, em entrevista concedida para a Revista Nature, a bioengenheira de Universidade de Harvard Jennifer Lewis hesita em acreditar que a impressão 3D poderá suprir a escassez de órgãos como rins e fígados disponíveis para transplante devido à arquitetura altamente complexa destes orgãos. Mas para Keith Murphy, CEO da empresa americana de bioimpressão Organovo, embora ainda existam muitos obstáculos científicos e técnicos à frente, essa evolução é questão de tempo.



segunda-feira, 13 de março de 2017

Artroplastia total de joelho (Total Knee Replacement)

Quando o joelho está muito lesionado pela artrite ou por outra lesão, atividades simples, como caminhar ou subir escadas, podem se tornar difíceis. Pode haver dores mesmo sentado ou deitado. Se tratamentos não cirúrgicos, como medicamentos e o uso de aparelhos que auxiliam a caminhar, não são mais capazes de ajudar, pode estar na hora de pensar em fazer uma artroplastia total de joelho. A artroplastia da articulação é um procedimento seguro e efetivo para aliviar as dores, corrigir deformidades no membro e ajudar a retornar às atividades normais.

A artroplastia de joelho foi realizada pela primeira vez em 1968. Desde então, as melhoras nas técnicas e nos materiais cirúrgicos aumentaram demais sua efetividade. As artroplastias totais de joelho são um dos procedimentos mais bem-sucedidos em toda a medicina. De acordo com a Agência Americana para Pesquisa e Qualidade em Saúde, mais de 600.000 artroplastias de joelho são realizadas por ano nos Estados Unidos. O presente artigo ajudará a compreender melhor esse procedimento valioso, tanto se você estiver começando a explorar as opções de tratamento, quanto se já tiver decidido realizar a artroplastia total de joelho.

Anatomia

O joelho é a maior articulação do corpo, e joelhos saudáveis são necessários para a realização da maioria das atividades do dia a dia. O joelho é formado pela extremidade inferior do osso da coxa (fêmur), pela extremidade superior do osso da canela (tíbia) e pela rótula (patela). As extremidades desses três ossos são cobertas, no ponto em que se encontram, de cartilagem, uma substância lisa que protege os ossos e permite que se movam com facilidade.

Os meniscos estão localizados entre o fêmur e a tíbia. Essas cunhas em formato de C agem como "absorvedores de impacto", amortecendo a articulação. Grandes ligamentos mantêm o fêmur e a tíbia unidos e conferem estabilidade. Os músculos longos da coxa dão força ao joelho. E todas as superfícies restantes do joelho são cobertas por uma camada fina, chamada de membrana sinovial. Essa membrana libera um líquido que lubrifica a cartilagem, reduzindo o atrito a praticamente zero em um joelho saudável.

Normalmente, todos esses componentes trabalham em harmonia. Mas as doenças ou as lesões podem quebrar essa harmonia, resultando em dor, fraqueza muscular e redução das funções.

Anatomia de um joelho normal


Causa
A causa mais comum de dores crônicas e disfunção do joelho é a artrite. Embora haja muitos tipos de artrite, a maior parte das dores no joelho é causada por apenas três tipos delas: osteoartrose, artrite reumatoide e artrose pós-traumática.
  • Osteoartrose. Este é um tipo de artrite causado pelo desgaste relacionado à idade. Normalmente ocorre em pessoas com 50 anos de idade ou mais, mas também pode ocorrer em pessoas mais jovens. A cartilagem que amortece os ossos do joelho amolece e desgasta-se. Passa então a haver atrito entre os ossos, o que causa as dores e a rigidez no joelho.
  • Artrite reumatoide. É uma doença que causa inflamação e espessamento da membrana sinovial que reveste a articulação. Essa inflamação crônica pode lesionar a cartilagem, levando a perda de cartilagem, dores e rigidez. A artrite reumatoide é a forma mais comum de um grupo de doenças chamado de "artrites inflamatórias".
  • Artrose pós-traumática. Pode ser a consequência de uma lesão grave do joelho. Fraturas dos ossos do joelho, ou rupturas dos ligamentos do joelho podem lesionar a cartilagem articular com o tempo, causando dores no joelho e limitando suas funções.

A osteoartrose resulta frequentemente no atrito entre os ossos. Esporões ósseos são uma manifestação comum dessa forma de artrite.

Descrição
A artroplastia de joelho (também chamada de prótese de joelho) teria um nome mais preciso se fosse chamada de artroplastia "da superfície" do joelho, porque apenas as superfícies dos ossos são efetivamente substituídas.
Há quatro etapas básicas no procedimento de artroplastia do joelho.




  • Preparação do osso. As superfícies de cartilagem lesionadas nas extremidades do fêmur e da tíbia são retiradas junto com uma pequena porção do osso por baixo delas.
  • Posicionamento dos implantes metálicos. A cartilagem e o osso retirados são substituídos por componentes metálicos que recriam a superfície da articulação. Essas partes metálicas podem ser fixadas no osso por cimentação ou pressão.
  • Cobertura da patela. A superfície interna da patela (rótula) é cortada e coberta com um disco plástico. Alguns cirurgiões não fazem a cobertura da patela, dependendo do caso.
  • Inserção de um espaçador. Um espaçador de plástico cirúrgico é inserido entre os componentes metálicos para criar uma superfície de contato com o menor atrito possível.

(Esquerda) Osteoartrose grave. (Direita) Cartilagem desgastada e osso subjacente retirados; fêmur e tíbia cobertos com implantes metálicos. Um espaçador plástico foi colocado entre os implantes. O componente patelar não é mostrado para facilitar a visualização.

Quando a artroplastia total de joelho é indicada?
A decisão de fazer uma artroplastia total de joelho deve ser tomada pelo paciente em conjunto com a família, o médico pessoal e o cirurgião ortopédico. O seu médico pode encaminhá-lo a um cirurgião ortopédico para que realize um exame completo destinado a determinar se a cirurgia será benéfica para você.

Quando a cirurgia é recomendada?
Há vários motivos para o médico recomendar a artroplastia de joelho. As pessoas que se beneficiam com a artroplastia total de joelho normalmente apresentam:
  • dor grave ou rigidez no joelho que limitam as atividades do dia a dia, incluindo caminhar, subir escadas e sentar-se e levantar-se. Pode ser difícil andar mais que alguns quarteirões sem dor significativa; pode ser necessário o uso de uma bengala ou um andador;
  • dor moderada ou grave no joelho em repouso, tanto de dia como de noite;
  • inflamação crônica no joelho e inchaço que não melhoram com repouso ou medicamentos;
  • deformidade no joelho, arqueamento do joelho para dentro ou para fora;
  • ausência de melhora significativa com outros tratamentos, como medicamentos anti-inflamatórios, injeções de corticosteroides, injeções lubrificantes, fisioterapia ou com outras cirurgias.
 
Joelho arqueado como resultado da artrose grave.

Candidatos para a cirurgia


Não há restrições absolutas quanto a idade ou o peso para a cirurgia de artroplastia total de joelho.
As recomendações para a cirurgia baseiam-se na dor e na limitação de movimento do paciente, não na idade. A maioria dos pacientes submetidos à artroplastia total de joelho tem entre 50 e 80 anos de idade, mas os cirurgiões ortopédicos avaliam cada paciente individualmente. Artroplastias totais de joelho têm sido realizadas com sucesso em todas as idades, dos adolescentes com artrite juvenil aos pacientes idosos com artrose degenerativa.

Avaliação ortopédica

A avaliação realizada pelo cirurgião ortopédico é composta por vários componentes:
  • Histórico médico. O cirurgião ortopédico reunirá informações gerais sobre a saúde e fará perguntas sobre a intensidade das dores no joelho e sua capacidade funcional.
  • Exame físico. Avaliará os movimentos do joelho, a estabilidade, a força e o alinhamento geral do membro.
  • Radiografias. As imagens obtidas com esta técnica ajudam a determinar a extensão dos danos e as deformidades no joelho.
  • Outros exames. Eventualmente, exames de sangue ou exames de imagem avançados, como ressonância nuclear magnética (RNM), podem ser necessários para determinar a condição do osso e dos tecidos moles do joelho.

(Esquerda) Nesta radiografia de um joelho normal, o espaço entre os ossos indica uma cartilagem saudável (setas). (Direita) Esta radiografia de um joelho que ficou arqueado pela artrose mostra perda grave de espaço articular (setas).

Decisão sobre a artroplastia de joelho
Expectativas realistas

Um fator importante na decisão sobre a realização da artroplastia total de joelho é compreender o que o procedimento pode e o que ele não pode fazer. Mais de 90% das pessoas que fazem a artroplastia total de joelho sentem uma redução enorme das dores no joelho e uma significativa melhora na capacidade de realizar as atividades comuns do dia a dia. Entretanto, a artroplastia total de joelho não permitirá que você realize atividades que não conseguia realizar antes de desenvolver artrose.

Com o uso e a atividade normais, todo implante de artroplastia de joelho começa a apresentar desgaste no espaçador plástico. O excesso de atividades ou de peso podem acelerar esse desgaste normal e fazer com que a prótese de joelho se afrouxe e fique dolorosa. Por isso, muitos cirurgiões aconselham evitar atividades de alto impacto, como corridas, trotes, saltos ou outros esportes de alto impacto pelo resto da vida após a cirurgia.

As atividades realísticas depois da artroplastia total de joelho são caminhadas sem limite de distância, natação, golfe, direção de veículos, trilhas leves, ciclismo, dança de salão e outros esportes de baixo impacto. Com a modificação apropriada das atividades, as próteses de joelho podem durar muitos anos.

Possíveis complicações da cirurgia

A taxa de complicações após a artroplastia total de joelho é baixa. Complicações graves, como infecção na articulação do joelho, ocorrem em menos de 2% dos pacientes. Complicações médicas significativas, como ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral, ocorrem com ainda menos frequência. Doenças crônicas podem aumentar o potencial para complicações. Embora incomuns, quando essas complicações ocorrem, elas podem prolongar ou limitar a recuperação completa.

Converse bastante sobre suas preocupações com o cirurgião ortopédico antes da cirurgia.

Infecção. Podem ocorrer infecções na ferida ou, profundamente em volta da prótese. Elas podem aparecer durante a permanência no hospital, ou depois que for para casa. Podem ocorrer até mesmo anos depois. Infecções menores na área da ferida são tratadas normalmente com antibióticos. Infecções maiores ou profundas podem demandar outra cirurgia e a remoção da prótese. Qualquer infecção no seu corpo pode espalhar-se até a prótese articular.

Coágulos sanguíneos. A formação de coágulos sanguíneos nas veias da perna ou da pelve são uma das complicações mais comuns da cirurgia de artroplastia de joelho. Esses coágulos podem apresentar risco à vida se se soltarem e alcançarem seus pulmões. O cirurgião ortopédico elaborará um programa de prevenção, que pode incluir avaliação periódica das pernas, exercícios para a parte inferior da perna para aumentar a circulação, meias de compressão e medicamentos para afinar o sangue.

Problemas do implante. Embora os desenhos e os materiais dos implantes, assim como as técnicas cirúrgicas, continuem a avançar, as superfícies dos implantes ainda estão sujeitas a desgastes, e os componentes podem afrouxar. Além disso, embora seja esperada uma amplitude de movimento de cerca de 115° depois da cirurgia, pode haver eventualmente cicatrização no joelho, limitando os movimentos, especialmente em pacientes já com movimentos limitados antes da cirurgia.

Dor persistente. Um pequeno número de pacientes continua a apresentar dores depois da artroplastia de joelho. Contudo, essa complicação é rara, e a vasta maioria dos pacientes apresenta excelente alívio da dor após a artroplastia de joelho.

Lesão neurovascular. Embora sejam raras, podem ocorrer lesões nos nervos ou vasos sanguíneos em torno do joelho durante a cirurgia.

Coágulos sanguíneos podem surgir nas veias da perna.


Preparação para a cirurgia

Avaliação médica

Se você decidir pela realização da cirurgia de artroplastia total de joelho, o cirurgião ortopédico pode pedir que agende um exame físico completo com o seu médico pessoal algumas semanas antes da operação. Ele é necessário para confirmar que suas condições de saúde permitem a realização da cirurgia e a conclusão do processo de recuperação. Muitos pacientes com doenças crônicas, como doenças do coração, também podem requerer avaliação de um especialista, como um cardiologista, antes da cirurgia.

Exames

Vários exames, como os de sangue e urina e eletrocardiogramas, podem ser necessários para ajudar o cirurgião ortopédico a planejar a cirurgia.

Medicamentos

Informe ao cirurgião ortopédico os medicamentos que estiver tomando. Ele informará quais devem e quais não devem ser suspensos antes da cirurgia.

Avaliação odontológica

Embora a incidência de infecções após a artroplastia de joelho seja muito baixa, a entrada de bactérias na corrente sanguínea pode causar infecções. Para reduzir o risco de infecção, procedimentos odontológicos de grande porte (como extrações de dentes e tratamentos periodontais) devem ser concluídos antes da cirurgia de artroplastia total de joelho.

Avaliações urinárias

Pessoas com histórico de infecções urinárias recentes ou frequentes devem fazer uma avaliação urológica antes da cirurgia. Homens mais velhos com doenças da próstata devem pensar na possibilidade de concluir o tratamento necessário antes da cirurgia de artroplastia de joelho.

Planejamento social

Embora já consiga andar com muletas ou andador pouco tempo depois da cirurgia, durante algumas semanas você precisará de ajuda com tarefas como cozinhar, fazer compras, tomar banho e lavar roupas.
Se viver sozinho, o consultório do cirurgião ortopédico, um assistente social ou um auxiliar de pós-operatório do hospital pode ajudar a adotar antecipadamente as medidas necessárias para ter o auxílio de uma pessoa em casa. Eles também podem ajudar a providenciar a permanência durante a recuperação em uma unidade de tratamento prolongado por um curto período de tempo, se for a melhor opção para você.

Planejamento doméstico

Várias modificações podem ser adotadas para facilitar a locomoção pela casa durante a recuperação. Os seguintes itens podem ajudar nas atividades do dia a dia:
  • barras de apoio ou corrimãos no boxe ou na banheira;
  • corrimãos firmes em todas as escadas;
  • uma poltrona estável para o início da recuperação, com um assento firme (e com altura entre 45 e 50 cm), um encosto firme, dois braços, e uma banqueta para elevar os pés ocasionalmente;
  • um elevador sanitário com braços, se o vaso sanitário for baixo;
  • uma bancada de banho estável ou uma cadeira para tomar banho;
  • retirada de todos os tapetes soltos e cabos;
  • um espaço temporário, com todo o necessário para o dia a dia em um mesmo andar, porque será mais difícil subir e descer escadas no início da recuperação.
A cirurgia
É bastante provável que você seja internado no dia da cirurgia.

Anestesia

Depois da internação, você será avaliado por um integrante da equipe de anestesia. Os tipos mais comuns de anestesia são a anestesia geral (você é colocado para dormir) ou anestesia raquidiana, peridural ou bloqueio nervoso regional (você fica acordado, mas não sente o corpo da cintura para baixo). A equipe de anestesia, com sua ajuda, determinará qual o melhor tipo de anestesia para você.

Procedimento

O procedimento em si leva de 1 a 2 horas mais ou menos. O cirurgião ortopédico retirará a cartilagem e o osso lesionados e depois colocará os novos implantes metálicos e plásticos para restaurar o alinhamento e as funções do joelho.

Diferentes tipos de implantes de joelho são usados para atender as necessidades de diferentes pacientes.

(Esquerda) Radiografia de um joelho com artrose grave. (Direita) Aspecto de uma artroplastia total de joelho na radiografia. Observe que o espaçador plástico inserido entre os componentes não aparece na radiografia.

Depois da cirurgia, você será levado à sala de recuperação onde permanecerá por várias horas, enquanto sua recuperação da anestesia é monitorada. Depois que acordar, será levado para seu quarto no hospital.

Permanência no hospital
É provável que precise permanecer no hospital por alguns dias.

Manejo da dor
Depois da cirurgia, você sentirá dores, mas o cirurgião e as enfermeiras administrarão medicamentos para que se sinta o mais confortável possível. O manejo da dor é uma parte importante da recuperação. Será possível caminhar e movimentar o joelho logo após a cirurgia, e, se estiver sentindo menos dor, você conseguirá se movimentar mais cedo e recuperará sua força mais rápido. Se a dor no pós-operatório estiver incomodando, converse com o cirurgião.

Prevenção de coágulos sanguíneos
O cirurgião ortopédico pode prescrever uma ou mais medidas para prevenir os coágulos sanguíneos e diminuir o inchaço da perna. Elas podem incluir, meias de compressão especiais, compressão pneumática (botas de compressão) e medicamentos para afinar o sangue.
Também é incentivada a realização de movimentos com o pé e o tornozelo imediatamente após a cirurgia, para aumentar o fluxo sanguíneo nos músculos da perna e ajudar a prevenir o aparecimento de inchaço e coágulos sanguíneos.

Fisioterapia
A maioria dos pacientes começa a exercitar o joelho no dia seguinte à cirurgia. Em alguns casos, os pacientes começam a movimentar o joelho no próprio dia da cirurgia. Um fisioterapeuta ensinará exercícios específicos para fortalecer a perna e restaurar os movimentos do joelho, de modo a possibilitar que você ande e realize outras atividades comuns do dia a dia pouco tempo depois da cirurgia.

Para restaurar os movimentos do seu joelho e da sua perna, o cirurgião pode usar um apoio para o joelho que o move lentamente enquanto você está deitado na cama. Esse apoio é chamado de aparelho de movimento passivo contínuo (CPM). Alguns cirurgiões acreditam que o aparelho de CPM diminui o inchaço da perna pela elevação e melhora a circulação sanguínea pelo movimento dos músculos da perna.

Aparelho de movimento passivo contínuo (CPM).

Prevenção de pneumonia

É comum que os pacientes tenham respiração superficial no início do período pós-operatório. Ela é normalmente devida aos efeitos da anestesia, dos medicamentos para a dor e do tempo passado na cama. Essa respiração superficial pode levar a um colapso parcial dos pulmões (chamado de "atelectasia"), que pode deixar os pacientes suscetíveis a pneumonia. Para ajudar a evitar que isso ocorra, é importante forçar a respiração profunda. A enfermeira pode trazer-lhe um aparelho respiratório simples chamado de espirômetro, para incentivá-lo a respirar profundamente.

Recuperação em casa
O sucesso da cirurgia dependerá em grande medida de seguir, nas primeiras semanas após a cirurgia, as instruções que o cirurgião ortopédico der sobre os cuidados em casa.

Cuidados com a ferida

Haverá pontos ou grampos sobre a sua ferida ou uma sutura sob a pele, na frente do joelho. Os pontos ou grampos serão retirados algumas semanas depois da cirurgia. A sutura sob a pele não precisará ser removida.
Evite molhar a ferida até que esteja bem fechada e seca. Depois, você pode continuar a fazer curativos na ferida para evitar que as roupas ou as meias de compressão causem irritação.

Dieta

É comum perder um pouco o apetite por algumas semanas após a cirurgia. Uma dieta equilibrada, normalmente com suplementação de ferro, é importante para ajudar na cicatrização da ferida e restaurar a força muscular.

Atividade

Os exercícios são um componente essencial dos cuidados que devem ser observados em casa, principalmente nas primeiras semanas depois da cirurgia. Você deve conseguir retornar à maioria das atividades normais do dia a dia entre 3 e 6 semanas depois da cirurgia. É comum haver dor durante a realização de atividades e durante a noite por algumas semanas depois da cirurgia.
Seu programa de atividades deve incluir:
  • um programa gradual de caminhada para aumentar sua mobilidade lentamente; primeiro dentro, depois fora de casa;
  • retomar outras atividades domésticas normais, como se sentar, levantar-se e subir escadas;
  • exercícios específicos várias vezes ao dia, para recuperar o movimento e fortalecer o joelho. É provável que você seja capaz de realizar exercícios sem ajuda, mas você pode procurar um fisioterapeuta para te ajudar em casa ou em uma clínica de fisioterapia nas primeiras semanas depois da cirurgia.
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É bem provável que possa voltar a dirigir quando puder flexionar o joelho o suficiente para entrar e sentar-se com conforto no carro, e quando o controle muscular proporcionar o tempo de reação adequado para frear e acelerar. A maioria das pessoas volta a dirigir entre mais ou menos 4 e 6 semanas depois da cirurgia.

Prevenção de problemas depois da cirurgia

Prevenção de coágulos sanguíneos

Siga com atenção as instruções do cirurgião ortopédico para reduzir o risco de desenvolver coágulos sanguíneos nas primeiras semanas da recuperação. Ele pode recomendar que continue e tomar os medicamentos para afinar o sangue que começou a tomar no hospital. Informe o médico imediatamente se desenvolver qualquer um dos seguintes sinais de alerta.
Sinais de alerta de coágulos sanguíneos. Os sinais de alerta para a possível presença de coágulos sanguíneos na perna incluem:
  • aumento da dor na panturrilha;
  • sensibilidade ou vermelhidão acima ou abaixo do joelho;
  • aparecimento ou aumento de inchaço na panturrilha, tornozelo ou pé.
Sinais de alerta de embolia pulmonar. Os sinais de alerta do deslocamento de um coágulo sanguíneo até o pulmão incluem:
  • dificuldade inesperada para respirar;
  • aparecimento inesperado de dor no peito;
  • dor no peito localizada e tosse.

Prevenção de infecções

Uma causa comum de infecções após a cirurgia de artroplastia total de joelho é a entrada de bactérias na corrente sanguínea durante procedimentos odontológicos, infecções no trato urinário e infecções de pele. Essas bactérias podem se alojar em volta da prótese de joelho e causar uma infecção.
Depois da artroplastia de joelho, os pacientes com determinados fatores de risco podem precisar tomar antibióticos antes de realizarem tratamentos odontológicos e limpezas dentais, ou antes de realizarem qualquer procedimento cirúrgico que possa permitir a entrada de bactérias na corrente sanguínea. O cirurgião ortopédico dirá se, na sua situação, é necessário tomar antibióticos preventivos antes de realizar procedimentos odontológicos.
Sinais de alerta de infecções. Informe imediatamente o médico se desenvolver qualquer um dos seguintes sinais de possível infecção da prótese de joelho:
  • febre persistente (superior a 37,7 °C, medida pela boca);
  • calafrios;
  • aumento da vermelhidão, da sensibilidade ou do inchaço da ferida no joelho;
  • presença de líquido na ferida do joelho;
  • aumento da dor no joelho, tanto em repouso como em atividade.

Evitar quedas

Uma queda nas primeiras semanas depois da cirurgia pode danificar o novo joelho e resultar na necessidade de outra cirurgia. As escadas são um perigo especial até que o joelho esteja forte e móvel. Use bengala, muletas, andador ou corrimãos, ou tenha alguém para te ajudar até que seu equilíbrio, flexibilidade e força melhorem.
O cirurgião ortopédico e o fisioterapeuta ajudarão a decidir de quais auxílios você precisará após a cirurgia e quando esses auxílios poderão ser abandonados com segurança.
Resultados

A diferença do joelho novo

A melhora dos movimentos do joelho é uma meta da artroplastia total de joelho, mas a recuperação total dos movimentos é incomum. Os movimentos da sua prótese de joelho depois da cirurgia podem ser previstos pela amplitude de movimento do seu joelho antes da cirurgia. A maioria dos pacientes pode contar com as capacidades de estender o joelho substituído quase completamente e de flexionar o joelho o suficiente para subir escadas e para entrar e sair do carro. Ajoelhar-se pode ser desconfortável, mas não é perigoso.
A maioria das pessoas sente dormência na pele em torno do corte. Você também pode sentir rigidez, particularmente nas atividades em que se curve muito.
Muitas pessoas também sentem ou ouvem um estalo do metal com plástico ao dobrar o joelho ou caminhar. Isso é normal. Essas diferenças normalmente diminuem com o tempo, e a maioria dos pacientes acha que são toleráveis em comparação com a dor e a limitação de movimentos que tinham antes da cirurgia.
O joelho novo pode ativar os detectores de metal usados na segurança de aeroportos e alguns prédios. Diga ao agente de segurança que tem uma prótese de joelho se o alarme for ativado.

Proteção da prótese de joelho

Depois da cirurgia, não deixe de:
  • seguir um programa regular de exercícios leves para manter a força e a mobilidade apropriadas do joelho novo;
  • adotar precauções especiais para evitar quedas e lesões. Se fraturar um osso do membro inferior, pode ser necessário fazer outra cirurgia;
  • informar a seu dentista que tem uma prótese de joelho. Pergunte ao cirurgião ortopédico se precisa tomar antibióticos antes de realizar procedimentos odontológicos.
  • consultar-se com o cirurgião ortopédico periodicamente para exames de acompanhamento e radiografias de rotina, normalmente uma vez por ano.

Aumentar a vida do seu implante de joelho

Atualmente, mais de 90% das artroplastias totais de joelho preservam bem sua função 15 anos depois da cirurgia. Seguir as instruções do cirurgião ortopédico depois da cirurgia e tomar o cuidado de proteger a prótese de joelho e a saúde como um todo são maneiras importantes de contribuir para o sucesso completo da sua cirurgia.


Fonte: OrthoInfo