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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Quando o Movimento Dói - Artralgia



Artralgia

Introdução

A artralgia ou dor articular está entre os tipos mais frequentes de dor. As principais causas de dor são o traumatismo e a inflamação (artrites aguda e crônica). Geralmente, a artralgia se associa com o comprometimento da função articular que varia desde uma simples restrição dos movimentos até sua completa incapacidade.

Artralgia, no contexto da medicina, é a sintomatologia dolorosa associada a uma ou mais articulações do corpo. Normalmente o termo é usado quando a dor não gera inflamação. Caso seja inflamatória passa a ser chamada de artrite. Normalmente o tratamento paliativo é feito com analgésicos.

Estrutura da Articulação 
Crédito Imagem: Manual de Reumatologia para a Graduação em Medicina – HC FMUSP -2007

Principais causas

  •  Lesão causada por esforço excessivo
  •   Acidentes
  • Gota (excesso de ácido úrico)

  • Osteoartrite ou Artrose
  • Artrite séptica
  • Tendinite
  • Bursite
  • Infecções
  • Osteomielite
  • Doenças autoimunes (como Lúpus, Pênfigo, etc.)
  • AIDS
  • Utilização de medicamentos que tenham em sua composição Cloridrato de Metilfenidato


Epidemiologia

Osteoartrose (OA): aos 65 anos mais de 90% da população tem pelo menos uma articulação com artrose. Com o avançar da idade mais articulações são acometidas.
Nos estágios iniciais a OA pode não ocasionar dor.
·         A incidência de artrite reumatóide é de aproximadamente 1%.
·         A incidência de artrite gotosa é de aproximadamente 1%.

Fisiopatologia

Nas doenças articulares a dor se produz com maior frequência durante o exercício ou mesmo durante as atividades cotidianas habituais (veja adiante em “características clínicas”).
Este aumento da sensibilidade dolorosa é atribuído a:

  • Sensibilização periférica: aumento da sensibilidade dos nociceptores articulares a estímulos mecânicos aplicados na articulação. É induzida por mediadores inflamatórios tais como a bradicinina, prostaglandinas e citocinas.

  •  Sensibilização central: aumento da sensibilidade dos neurônios relacionados com as informações das sensibilidades dolorosa e mecânica das articulações. É induzida pela informação dos receptores dolorosos articulares e mantida pelos mecanismos centrais de amplificação.


Características clínicas

  •  A artralgia pode ser aguda (duração de dias) ou crônica (duração de meses a anos)
  • Dependendo da doença de base pode ser sentida em apenas uma articulação (após traumatismos ou durante osteoartrite) ou em diversas articulações (por exemplo: poliartrite reumatóide).
  •  Normalmente, a dor atinge a articulação ou as articulações afetadas, porém pode ser referida a distância (por exemplo, a osteoartrite de quadril pode causar dor referida no joelho).
  •   A artralgia em geral é surda e vaga, diferente da dor cutânea que é aguda e de localização mais precisa.
  •  A dor pode ocorrer com hiperalgia ou mesmo com alodínea: em uma articulação normal somente os movimentos contra a resistência do tecido ocasiona dor, no entanto, a articulação lesada ou inflamada a dor pode ocorrer mesmo durante os movimentos comuns e normalmente indolores.
  •  A artralgia tem como resultado deterioração física, claudicação, restrição de movimento, e perda de força.
  •  A dor articular costuma piorar com o uso (levantamento de peso ou movimento), e melhorar com o repouso, mas, pode também ser constante.
  •  Um tipo particular de dor articular é a que ocorre em repouso durante a noite.
  • A dor pode ser associada com outros sintomas como a rigidez, a instabilidade ou o calor.

a. articulação normal b. articulação com AR.     Crédito: modificado de www.uf.up.pt



Fonte: Siqueira, M.O.; Dor Articular.pdf- 18ª Enfermaria, Santa Casa do Rio de Janeiro.



Fonte: Siqueira, M.O.; Dor Articular.pdf- 18ª Enfermaria, Santa Casa do Rio de Janeiro.



Fonte: Siqueira, M.O.; Dor Articular.pdf- 18ª Enfermaria, Santa Casa do Rio de Janeiro.  


                Fonte: Siqueira, M.O.; Dor Articular.pdf- 18ª Enfermaria, Santa Casa do Rio de Janeiro.



Fonte: Siqueira, M.O.; Dor Articular.pdf- 18ª Enfermaria, Santa Casa do Rio de Janeiro.


Critérios diagnósticos

  • Uma articulação lesada ou inflamada pode ser fonte de dor decorrente de uma leve ou moderada pressão localizada (palpação), enquanto uma pressão forte pode causar dor muito intensa.
  • Durante a enfermidade articular (artropatia), a dor pode ser causada por movimentos passivos dentro da amplitude normalmente utilizada, ou pelo alongamento articular, e a movimentação pode ficar limitada.
  • Uma articulação inflamada pode ficar inchada, quente e avermelhada.
  • A artropatia crônica pode ser caracterizada por deformidade articular e crescimento ósseo.
  • A artralgia pode ser acompanhada por uma redução de amplitude de movimento, e até mesmo por um aumento de amplitude de movimento (por exemplo após rupturas ligamentares).

Diagnóstico e tratamento

  • O diagnóstico de artralgia se baseia no exame físico (veja “Critérios diagnósticos”), radiografias, imagens obtidas por ressonância magnética e tomografia computadorizada, exames de sangue e do liquido sinovial.




Fonte: Siqueira, M.O.; Dor Articular.pdf- 18ª Enfermaria, Santa Casa do Rio de Janeiro.



Fonte: Siqueira, M.O.; Dor Articular.pdf- 18ª Enfermaria, Santa Casa do Rio de Janeiro.

  • As radiografias podem documentar deformações, perda cartilaginosa, ruptura de ligamentos, etc.


Crédito de imagem: Siqueira, M.O.; Dor Articular.pdf- 18ª Enfermaria, Santa Casa do Rio de Janeiro.


  • As imagens obtidas por ressonância magnética podem documentar hiperplasia sinovial, edema da medula óssea e outras alterações do tecido mole.


Diagnóstico por imagem: RM de sacroileíte à direita (setas brancas).


  • As análises do sangue são úteis para verificação de marcadores inflamatórios.
  •  
  • Para o tratamento da dor, comumente são utilizados fármacos analgésicos (em geral fármacos antiinflamatórios não esteroidais).
  •  
  • A fisioterapia, o exercício, a educação e a estimulação nervosa transcutanea (TENS) são efetivos nas condições associadas à dor articular.
  •  

Os tratamentos específicos incluem:

(1) o uso de fármacos modificadores do curso da doença de base (por exemplo, neutralizadores do fator de necrose tumoral do tipo alfa); e
(2) substituição cirúrgica da articulação.

Referências:

1. Felson DT. The sources of pain in knee osteoarthritis. Curr Opin Rheumatol 2005;17:624–8. 

2. Schaible HG. Basic mechanisms of deep somatic k’s textbook of pain, 5th ed. Elsevier: Churchill Livingstone; 2006. p. 621–33.

3. Schaible HG, Grubb BD. Afferent and spinal mechanisms of joint pain. Pain 1993;55:5–54.

4. Scott DL. Osteoarthritis and rheumatoid arthritis. In: Wall and Melzack’s textbook of pain, 5th ed. Elsevier: Churchill Livingstone; 2006. p. 653–67. pain. In: McMahon SB, Koltzenburg M, editors. Wall and Melzac

Fontes:
1)- International Association for the Study of Pain – 2009.
2)- Siqueira, M.O.; Dor Articular.pdf- 18ª Enfermaria, Santa Casa do Rio de Janeiro. http://www.anm.org.br/img/Arquivos/Aulas%20Curso%20Capacita%C3%A7%C3%A3o%20em%20Urg%C3%AAncia%20e%20Emerg%C3%AAncias/Quarta/Dor%20Articular.pdf , acessado em 18/05/2013.
Créditos de imagens:
1)- Siqueira, M.O.; Dor Articular.pdf- 18ª Enfermaria, Santa Casa do Rio de Janeiro.
3)- Fuller,R.; Manual de Reumatologia para a Graduação em Medicina – HC FMUSP -2007.
Recomendo: Fernandes, J.H.M.F.; e-Book Ilustrado de Semiologia Ortopédica , módulos 3 e 4.


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