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domingo, 16 de outubro de 2016

Arco de Movimento

Além do movimento, a articulação necessita de estabilidade que é conseguida ativamente pela ação muscular e, passivamente, pela cápsula articular, ossos e ligamentos. Estes últimos podem estar incorporados à cápsula ou se apresentar como estruturas individualizadas, podendo ser extra ou intra-articulares (exemplo: ligamentos cruzados do joelho).



Algumas articulações apresentam meniscos no interior cuja função principal é aumentar a estabilidade, redistribuir a carga e contribuir para a nutrição da cartilagem articular.



A amplitude de movimentação articular é dada em graus, com algumas exceções, considerando-se o ponto "zero" aquele da posição anatômica.

Na avaliação da movimentação de uma articulação solicita-se, primeiramente, que o paciente realize alguma movimentação ativa, para depois se pesquisar a movimentação passiva.

Assim, o médico tem uma ideia das limitações e dor do paciente e conduzirá seu exame mais adequadamente. A movimentação ativa incorpora, na avaliação, a força muscular,
enquanto que a movimentação passiva estuda a excursão articular.

Quando algum teste ou manobra forem realizados eles devem ser feitos primeiramente no lado normal ou menos afetado.



Na extremidade superior, não existe nenhuma forma padronizada de avaliar a função dinâmica do membro. Por conseguinte, grande parte dessa informação é obtida durante o exame do arco de movimento (AM) ativo.

Para constatar a mensuração normal dos arcos de movimento ativo das grandes articulações acesse o e-Book Ilustrado de SemiologiaOrtopédica nos respectivos módulos da articulação a ser pesquisada.

A avaliação do arco de movimento ensina o examinador como observar e medir a quantidade de movimento possível em cada articulação.
Tradicionalmente, a mobilidade articular é avaliada dentro de três planos de movimento, cada um deles descrito por um conjunto de dois termos: flexão/extensão, abdução/adução e rotação lateral/rotação medial.

Cada par de termos descreve um movimento que ocorre em um dos planos cardeais do corpo quando este se encontra na posição anatômica.

Planos e eixos de movimento.

A e B, Plano Coronal (ou frontal). C e D, Plano sagital.

Por exemplo, a flexão e a extensão descrevem movimentos que ocorrem no plano sagital. Esses movimentos também podem ser descritos como movimentos que se dão em torno de um eixo transverso. Essa descrição é, algumas vezes, apenas aproximada. Assim, por exemplo, conforme assinalado anteriormente, o eixo de flexão do tornozelo faz rotação lateral em comparação com o verdadeiro plano sagital.

O significado exato dos termos flexão e extensão variam, dependendo da natureza da articulação em questão.

Nos cotovelos, nos joelhos e nos dedos das mãos, a flexão refere-se a movimentos que tendem a dobrar a articulação, enquanto a extensão descreve movimentos que tendem a esticá-la.
No ombro e no quadril, a flexão refere-se a movimentos que aproximam o membro envolvido anteriormente ao plano coronal, enquanto a extensão indica movimentos que trazem o membro posteriormente a este plano (Fig. 1.6 A e B).

Mobilidade simétrica do ombro


A, Flexão. B, ExtensãoC, Abdução. D, Adução. E, Rotação lateral. F Rotação medial.


No punho, esses termos são substituídos por dorsiflexão e flexão volar (palmar); no tornozelo, são substituídos por dorsiflexão e flexão plantar.

A abdução e a adução referem-se à mobilidade dentro do plano coronal do corpo, que também podem ser descritas como mobilidade em torno de um eixo ântero-posterior (Fig. 1.6 C e D).

A abdução descreve movimentos que afastam o membro da linha média do corpo, enquanto a adução descreve movimentos que aproximam o membro da linha mediana.

A coluna vertebral é uma estrutura situada na linha mediana, de modo que esses movimentos na coluna são descritos como inclinação lateral (flexão lateral) direita e esquerda.


A rotação lateral (rotação externa) e a rotação medial (rotação interna) descrevem movimentos que ocorrem dentro do plano transversal, isto é, em torno de um eixo longitudinal (Fig.1.6 E e F).

A rotação lateral (ou rotação externa) refere-se a movimentos nos quais o membro faz rotação afastando-se da linha mediana quando observado de uma perspectiva anterior, enquanto a rotação medial (ou rotação interna) descreve movimentos nos quais o membro faz rotação em direção à linha mediana quando visto de uma perspectiva anterior.

Na coluna vertebral, esses movimentos são descritos como rotação Lateral direita e esquerda. Esse método de análise é uma simplificação da complexidade da mobilidade possível observada em muitas articulações.

No quadril e no ombro, o movimento é possível numa variedade infinita de planos; o método de análise em três planos serve tão somente para simplificar e, portanto, para resumir todos os movimentos possíveis.

Várias articulações são capazes de executar movimentos que não se enquadram dentro desse sistema de classificação. Essa limitação deu origem a outros termos descritivos peculiares a determinadas partes da anatomia, como oposição, inversão/eversão e pronação/supinação.





Na maioria dos casos, é importante empenhar-se para determinar a quantidade de movimento. Essa amplitude pode ser estimada ou medida. Para muitos fins, uma simples estimativa é satisfatória.

O examinador pode aprender a calcular aproximadamente os ângulos de flexão com bastante precisão ao comparar o ângulo que está medindo com um ângulo reto imaginário.

Nos casos em que há maior necessidade de precisão, utiliza-se um goniômetro de bolso, que é alinhado com o eixo dos segmentos do membro que formam a articulação, procedendo-se então à sua leitura.


Uso do goniômetro para medir a mobilidade do cotovelo


O examinador ao efetuar a leitura no aparelho, deve lembrar que o Arco de Movimento (AM) normal varia de modo considerável, particularmente em determinadas articulações.

Em cada módulo (9,11 a 19) do e-Book Ilustrado de Semiologia Ortopédica, o AM médio é fornecido, e são identificados os movimentos que exibem acentuada variação entre indivíduos.
Em qualquer articulação, é possível medir o AM tanto ativa quanto passivamente.

O arco de movimento ativo refere-se à amplitude com que os músculos do paciente podem movimentar a articulação.

Movimento ativo. Flexão do ombro.

O arco de movimento passivo refere-se à amplitude com que uma força externa, neste caso o examinador, é capaz de movimentar a articulação.


Considerando-se o fator tempo, bem como o conforto do paciente, nem sempre é necessário medir o movimento tanto ativo quanto passivo em todas as circunstâncias.

Por exemplo, se a flexão e a extensão ativas dos joelhos parecem estar completas e simétricas, a medida do AM passivo é provavelmente supérflua. Como já foi citado, avalia-se o AM ativo em primeiro lugar, e o AM passivo é então medido somente se houver alguma deficiência do AM ativo.
O exame do AM não representa apenas um momento em que se procede a um registro sistemático de números; trata-se de um importante método para obter informações diagnósticas valiosas. A observação de diferenças entre AM ativo e passivo deve levantar questões diagnósticas, exigindo avaliação mais aprofundada.

Por exemplo, a incapacidade do paciente de estender por completo o joelho contra a gravidade pode decorrer de algum bloqueio mecânico, de fraqueza ou lesão do m. quadríceps femoral, de ruptura do tendão patelar ou de dor patelofemoral.



Outros testes específicos permitem ao examinador estabelecer a causa da incapacidade do AM ativo deste joelho.

Tradicionalmente, a mobilidade articular excessiva vem sendo descrita como sinal de hiperelasticidade ligamentar.

São utilizados quatro testes específicos para avaliar a frouxidão ligamentar generalizada (Fig.1.8).
Testes de hiperelasticidade ligamentar.

A, Hiperextensão do cotovelo. B, Polegar no antebraço. C, Hiperextensão da articulação metacarpofalangiana do dedo indicador. D, Hiperextensão do joelho.
1)- Capacidade de hiperextensão do cotovelo;
2)- Capacidade de tocar o polegar no antebraço adjacente,
3)- Capacidade de hiperextensão passiva da articulação metacarpofalângica do dedo indicador formando um ângulo de mais de 90°,
4)- Capacidade de hiperextensão do joelho.

Uma pessoa capaz de executar três ou quatro desses testes é geralmente considerada portadora de frouxidão ligamentar.



Arco de Dor no ombro



Nervo Femoral- L2,L3,L4


Nervo Ciático- L4,L5,S1,S2 e S3


Fontes:
1-      Reider,B; The Orthopaedic Physical Examination. W.B.Saunders Company, 1999.
2-      Fernandes, JHM; E-Book Ilustrado de Semiologia Ortopédica

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