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domingo, 28 de agosto de 2016

Rupturas dos Meniscos (Meniscus Tears)



O joelho é a maior articulação do corpo e uma das mais complexas. Você a usa muito, portanto, está vulnerável a lesões. Como o joelho é composto de muitos elementos anatômicos, podem ocorrer muitas lesões diferentes.
As rupturas dos meniscos estão entre as lesões de joelho mais comuns. Atletas, especialmente aqueles que praticam esportes de contato, possuem risco de lesões meniscais. No entanto, qualquer pessoa em qualquer idade pode romper um menisco. Quando as pessoas falam sobre a cartilagem rompida no joelho, geralmente se referem à ruptura meniscal. 


Anatomia normal do joelho

Três ossos se encontram para formar o seu joelho: o osso da coxa (fêmur), da tíbia (tíbia) e da patela (rótula).
Duas porções em  forma de cunha de cartilagem agem como "amortecedores" entre o fêmur ea tíbia. Estas cunhas cartilagíneas são chamadas meniscos. Elas são fortes e elásticas para ajudar a amortecer a articulação e mantê-la estável.


Descrição

Os meniscos são rompidos de diferentes modos. Rupturas são definidas pela sua aparência e também pelo tipo de ruptura que ocorre no menisco. Rupturas comuns incluem: longitudinal em bico de papagaio, no corpo em  alça de balde, e mista / complexa.
Meniscopatias relacionadas ao esporte, muitas vezes ocorrem  juntamente com lesões ligamentares no joelho, tais como lesões do Ligamento Cruzado Anterior.



Causas

Rupturas repentinas no menisco geralmente ocorrem durante a prática desportiva. Os jogadores podem abaixar e girar o joelho, causando uma ruptura. Às vezes, não há contato direto envolvido, por exemplo, um tackle no rugby. Os movimentos são feitos durante o trabalho regular e  podem causar trauma.

Os idosos são mais propensos a ter lesões meniscais degenerativas. A cartilagem enfraquece e se desgasta, eventualmente afinando. O tecido desgastado e envelhecido é mais propenso a romper. Apenas levantar bruscamente de uma cadeira pode ser motivo suficiente para um rompimento do menisco que está enfraquecido com a idade.

Os sintomas

Você pode sentir um som de explosão de bolha ("pop") quando você rompe um menisco. A maioria das pessoas anda mesmo com o  joelho lesionado. Muitos atletas ainda estão jogando com uma ruptura. Depois de 2 ou 3 dias, o seu joelho, gradualmente fica mais duro e inflamado.

Os sintomas mais comuns de ruptura meniscal são:
• Dor
• Rigidez e inchaço
• Bloqueio do joelho
• A sensação de que o joelho "colapsa" (falha ao caminhar)
• Você não pode mover o joelho na amplitude normal de movimento

Sem tratamento, a um fragmento de menisco rompido pode soltar-se e migrar para o interior da articulação. Isso pode fazer com que seu joelho não flexione normalmente ou que haja um bloqueio articular.

Exame Médico

Exame físico e histórico do paciente

Depois de discutir o seu histórico médico e os sintomas, o médico irá examinar o seu joelho.
 O médico irá verificar se há dor a pressão na linha de articulação aonde o menisco está localizado. Este é geralmente um sinal de uma l ruptura.
Um dos testes para a ruptura do menisco é o teste de McMurray. O seu médico irá flexionar o joelho, em seguida, assumir a posição de linha reta, e girar. Isso coloca pressão sobre um rompimento do menisco. Se você tem um menisco rompido, este movimento vai causar um 'clique'.

Os exames de imagem

Outros problemas no joelho podem causar sintomas semelhantes, por isso o seu médico pode solicitar os exames de imagem para ajudar a confirmar o diagnóstico.

Radiografias (raios-X). Embora as radiografias não mostram lesões meniscais, podem mostrar outras causas de dor no joelho, como a gonartrose.

A ressonância magnética (MRI). Este estudo pode criar melhores imagens dos tecidos moles da articulação do joelho.

Tratamento

Para o seu ortopedista tratar a sua ruptura menicsal  deverá considerar: o tipo de ruptura que você tem, o tamanho e localização.
O terço externo de um menisco tem muito fornecimento de sangue. Uma ruptura nesta zona "vermelha" poderia curar por si só, ou muitas vezes pode ser reparada com cirurgia. Uma ruptura longitudinal é um exemplo deste tipo de ruptura.
Em contraste, nos dois terços internos há falta de fornecimento de sangue para o menisco. Sem os nutrientes do sangue, as rupturas nesta área "branca" não podem se curar. Estas rupturas, muitas vezes ocorrem na cartilagem fina e rupturas complexas. Como as peças não podem se unir para se regenerar, as rupturas nesta área geralmente são tratadas cirurgicamente.
Também o tipo de ruptura que você tem, a sua idade, nível de atividade e qualquer lesão relacionada serão fatores que influenciarão o seu plano de tratamento.

O tratamento não cirúrgico

Se a ruptura for pequena e na borda exterior do menisco, pode não necessitar de reparação cirúrgica. Enquanto, os sintomas não persistirem e seu joelho estiver estável, o tratamento não-cirúrgico pode ser tudo o que você precisa.
O protocolo RICE é eficaz para a maioria das lesões relacionadas com esportes. O “arroz” é o acrônimo de Inglês que significa R = Repouso, I = Ice = gelo, C = compressão (contensão elástica) e E = elevação do MI.

• R = Repouso. Dê tempo para a atividade que causou a lesão. O seu médico pode recomendar o uso de muletas para manter o peso na perna.
• I = Ice. Use compressas frias por 20 minutos de cada vez, várias vezes ao dia. Não aplique gelo diretamente sobre a pele.
• C = Compressão. Para evitar o inchaço adicional e perda de sangue, usar uma bandagem elástica para compressão.
• E = elevação. Para reduzir o inchaço, recline quando você descansar e colocar a perna acima do nível do seu coração.

Os antinflamatórios não hormonais AINEs. Medicamentos como aspirina e ibuprofeno para reduzir a dor e inflamação.


Tratamento Cirúrgico

Se os sintomas persistirem com o tratamento não cirúrgico, o médico pode sugerir a cirurgia artroscópica.
Procedimento. A cirurgia artroscópica do joelho é um dos procedimentos cirúrgicos mais realizados. Neste procedimento, uma câmara miniatura (fibra óptica) é inserida através de uma pequena incisão. A Artroscopia dá uma visão clara do interior do joelho. Através de portais (incisões punctiformes ao redor do joelho) o cirurgião ortopédico manipula instrumentos cirúrgicos miniaturizados para reparar as rupturas meniscais.


Artroscopia do joelho
Close up de um reparo do menisco.

Reabilitação. Após a cirurgia, o médico pode colocar o seu joelho em uma tala gessada ou em uma contensão acolchoada  para impedir o movimento.
Quando a cura inicial estiver completa, o seu médico irá prescrever exercícios de reabilitação. O exercício regular é necessário para restaurar a mobilidade e a força de seu joelho.
Você começa com exercícios para melhorar a amplitude de movimento. Aos poucos, adicione exercícios de fortalecimento para o seu plano de reabilitação.
A maioria da reabilitação pode ser feita em casa, apesar de o seu médico recomendar a fisioterapia.

Recuperação

As lesões meniscais são extremamente comuns lesões no joelho. Com o diagnóstico, tratamento adequado e reabilitação, os pacientes muitas vezes recuperam suas habilidades pré-lesão.

Observação.  Esta informação é fornecida como um serviço educacional e não se destina a servir como orientação médica. Qualquer um que procure aconselhamento ou assistência ortopédica específica deve consultar o seu cirurgião ortopédico, ou localizar um na sua cidade.

Complicações Ósseas e Articulares no Diabetes Mellitus

O envelhecimento populacional ocorre de forma acelerada em todo o mundo. No Brasil, acredita-se que em 2050 os idosos representarão quase 20% da população. As doenças que acometem o sistema osteoarticular têm grande prevalência na população geriátrica, adquirindo relevância com a transição demográfica dos últimos anos (1,2).

       Os principais transtornos que envolvem esse sistema são dores, inflamações, infecções e disfunções osteoarticulares, as quais afetam a qualidade de vida dos indivíduos por sua íntima relação com a limitação de movimentos e redução da capacidade funcional. Esses transtornos são comumente associados a doenças reumatológicas, ou seja, doenças agudas ou crônicas de origem no tecido conjuntivo, os ossos e articulações, mas também ocorrem em doenças não reumáticas com considerável frequência (Quadro 1)


Doenças Metabólicas - Diabetes mellitus

       Esta afecção acomete os tecidos conectivos, muscular e ósseo gerando diversas manifestações no aparelho locomotor.
       As complicações ósseas e articulares têm causa multifatorial, e costumam ser atribuídas a anormalidades microvasculares (vasos sanguíneos e nervos), a sequelas metabólicas (glicosilação de proteínas) ou a acúmulo de colágeno na pele e estruturas periarticulares.
       As manifestações estão associadas ao tempo de duração da doença, acometendo mais frequentemente a população idosa e portadores de diabetes tipo I.
      Essas manifestações são mais frequentes em decorrência da ampla prevalência de diabetes e do aumento da expectativa de vida da população. Afeta mais comumente mãos, punhos, ombros, pés e coluna (4,5).

       As mãos e punhos são acometidos pela quiroartropatia ou síndrome da mão edemaciada, tenossinovite flexora, contratura de Dupuytren e síndrome do túnel do carpo.
A Queiroartropatia diabética ou síndrome da mão diabética, ou ainda, síndrome da mobilidade articular limitada pode ocorrer nos pacientes com diabetes do tipo I. Ocorre em 55% dos DM tipo I e em mais de 76% dos DM tipo II(5), sendo que sua incidência está associada à duração da DM.

Caracteriza-se por contraturas de uma ou mais articulações dos dedos das mãos, mais frequente nas interfalangianas proximais de 4o e 5o dedos, mas pode ocorrer também em punhos, ombros, tornozelos, joelhos, dedos dos pés e coluna; não há dor ou limitação funcional associados.

Em geral há um espessamento e endurecimento da pele das falanges distais que pode simular esclerodermia, que pode provocar contratura em flexão dos dedos, e como resultado disso, o paciente tem dificuldade de opor completamente as superfícies flexoras dos dedos (sinal do orador).

 Sua correlação com a gravidade e controle da doença não foi estabelecida. A patogênese é desconhecida; especula-se a presença de uma glicosilação aumentada do colágeno, que aumenta o "Cross-link" das moléculas de colágeno e altera as propriedades normais da proteína e, talvez, de outras proteínas no tecido conjuntivo.

 A Síndrome Complexa de Dor Regional – Tipo I (Distrofia simpática reflexa) pode surgir associada à limitação de movimentos em pacientes diabéticos.      
Também, a incidência de artrite reumatóide juvenil é maior em crianças com diabetes, possivelmente relacionada ao antígeno de histocompatibilidade DR4.

        A quiroartropatia diabética ou síndrome da mão diabética edemaciada ou ainda a síndrome da mobilidade articular limitada acomete de 25% a 76% dos pacientes com diabetes tipo II.

       Sua prevalência está associada ao tempo de duração do diabetes, aumentando após dez anos de diagnóstico. É caracterizada pelo espessamento da pele e esclerose dos tendões, levando a limitação para flexão e extensão completa dos dedos que pode evoluir com permanente contratura em flexão dos dedos em estágios mais avançados (2,4,5).

      A inabilidade em pressionar uma palma da mão contra a outra é característica dessa síndrome e denominada “sinal do orador”.

A contratura de Dupuytren resulta de afilamento, encurtamento e fibrose da fáscia palmar. Normalmente, há presença de nódulos ao longo da fáscia palmar.
 Está presente em 16% a 42% de todos os diabéticos. Leva a contratura em flexão dos dedos, em especial do quarto dedo da mão. Ocorre também do segundo ao quinto dedo.


A fibromatose palmar ou contratura de Dupuytren (CD) caracteriza-se pela presença de múltiplos nódulos, em geral de três a cinco, discretamente
dolorosos na região palmar, na altura do quinto quirodáctilo.
 
      É mais comum em homens do que em mulheres e ocorre com mais frequência em indivíduos da raça branca e na faixa etária de trinta a cinquenta anos.

      Indivíduos fumantes, alcoolistas, que apresentam diabetes e que usam drogas anticonvulsivantes apresentam maior chance de desenvolver a doença.

Geralmente, o primeiro sinal da doença começa com um nódulo na palma da mão, próximo ao dedo anelar ou ao dedo mínimo.

 O nódulo pode ser confundido com um calo e, normalmente, não apresenta dor. Com a evolução da doença, outros nódulos aparecem, levando a contração dos tendões dos dedos, flexionando-os.

O dedo da aliança é, normalmente, o primeiro a ser acometido, evoluindo para o mínimo e depois para o médio. Com o passar do tempo, esses nódulos evoluem para fibrose, podendo levar à incapacidade funcional.

A alteração morfológica mais evidente é o aumento no número de fibroblastos, achado consistente com a isquemia localizada. Outros sintomas encontrados na fibromatose palmar são edema, sudorese e alterações térmicas.


A maioria dos nódulos não cresce a ponto de fazer a contratura dos dedos e por serem indolores, o tratamento conservador é o mais comumente indicado. Quando o paciente não consegue colocar a palma da mão toda aberta sobre uma superfície lisa é sinal de que há contratura dos dedos. Neste caso, para corrigir a deformidade, o tratamento de escolha é o cirúrgico.

A tenossinovite flexora ou “dedo emgatilho é frequente em diabéticos e se manifesta pelo travamento do dedo em flexão, que pode ser reproduzido pela movimentação ativa ou passiva do dedo atingido. Pode estar associado à dor e, em geral, há um nódulo palpável na articulação metacarpofalangeana e afilamento da bainha do tendão flexor afetado.



A síndrome do túnel do carpo é diagnosticada em até 20% dos diabéticos. Sua prevalência nessa população aumenta com os anos de doença. Essa associação ocorre em virtude das mudanças do tecido conectivo pelo diabetes, gerando o encarceramento do nervo mediano. Caracteriza-se por sensação de “queimação”, parestesias e perda de sensibilidade na região inervada pelo nervo mediano, piorando no período noturno(4,5,9).




Os ombros podem ser acometidos pela capsulite adesiva ou ombro congelado e periatrite calcificada. A capsulite adesiva incide em 7% a 32% dos diabéticos. Há edema da articulação glenoumeral causado usualmente por contração da cápsula articular, levando a dificuldade de mobilização da articulação e dor de forte intensidade.


A periartrite calcificada do ombro ocorre raramente em diabéticos.

    Associa-se ao depósito de cálcio adjacente à articulação, especialmente nos tendões do manguito rotador. Aproximadamente dois terços dos casos são assintomáticos, sendo achado de exame de imagem.



      A artropatia de Charcot é um fenômeno raro, ocorrendo em 0,1% a 0,4% dos diabéticos. É uma severa artrite degenerativa resultante de quadro neuropático que afeta os pés.
      A perda de sensibilidade leva a repetidos traumas nas articulações, ocasionando deformidades e até instabilidade da articulação envolvida, o que pode até gerar necessidade de amputação da região.



       A hiperostose esquelética idiopática difusa (DISH) é mais comum em pacientes diabéticos que em não diabéticos. Caracteriza-se por calcificação dos ligamentos espinhais com a formação de osteófitos sem, no entanto, afetar espaços intervertebrais. A coluna torácica é mais comumente afetada. A dor não costuma ser de severa intensidade.


Desmineralização Óssea – Osteoporose

Ocorre com maior frequência nos pacientes diabéticos. A densidade óssea, medida pela absorção de fótons nos antebraços, situa-se 10%-20% abaixo do normal nos diabéticos em comparação com os controles equivalentes.
 O diabetes mellitus, entretanto, não parece ser associado à osteopenia clinicamente significativa, pois não há aumento da ocorrência de fraturas.

A osteoporose é uma doença metabólica do esqueleto, onde    esulta perda do conteúdo mineral e de estrutura do osso, modificando sua arquitetura podendo ocasionar fraturas, sobretudo das vértebras, quadris e fêmur. Ocorre diminuição equivalente no osso mineral (Cálcio e Fósforo), quanto na matriz óssea (colágeno e outras proteínas), resultando em alteração tridimensional normal do osso trabecular. A densidade radiológica e a força mecânica do osso osteoporótico ficam diminuídas.

Critérios Para Declarar Instalado A Osteoporose

A Organização Mundial da Saúde define osteoporose em termos de mensuração da densidade óssea. A osteoporose está presente quando a densidade óssea medida for mais do que 2,5 desvio-padrão abaixo da média para um indivíduo jovem normal. Isto representa uma perda de 25-30% do pico de massa óssea.
Osteopenia é quando a perda está em 10-25% (1,0 a 2,5 desvio-padrão abaixo do pico de massa óssea).

Diagnóstico da Osteoporose

As radiografias simples do esqueleto fazem suspeitar de osteoporose, demonstrando osteopenia e densidade radiológica reduzida, caracterizando a desmineralização óssea . Quando há a doença mais avançada, observamos deformidades e sinais de fraturas patológicas. Na coluna vertebral é identificado a cifose (aumento da angulação anterior) da coluna vertebral. Para que sejam detectadas alterações ósseas radiológicas é necessário que tenha havido uma perda de 30% da massa óssea. Assim para termos uma informação mais precoce do estado da estrutura óssea, valemos da densitometria óssea, que oferece dados mais precoces do estado de osteopenia, ou osteoporose já instalados.

É prudente também a realização de exames laboratoriais complementares para informações conjuntas:

- Hemograma
- Creatinina sérico
- Cálcio e Fósforo séricos
- Fosfatase alcalina
- Hormônio tireotrófico (TSH)
- Hormônio paratireoideo (PTH), quando a dosagem de cálcio sérico estiver elevada.
                                   
Revisão e Adaptação: Fernandes, JHM , E-book de Semiologia Ortopédica para Médico Assistente e Perito Médico, 2013

Bibliografia
1.         Nasri F. O envelhecimento populacional no Brasil. Einstein 2008 6(1): S4-S6.

2. Paula AP, Lima RAC, Mota LMH. Sinais e sintomas musculoesqueléticos. In: Guimarães RM, Cunha UGV. Sinais e sintomas em geriatria. 2ªed. São Paulo: Ed. Atheneu, 2004 237-247.

3. Rossi E. Artropatias próprias da velhice e outras. In: Freitas EV, Gorzoni ML et al. Tratado de geriatria e gerontologia. 2ª Ed. Rio de janeiro: Ed. Guanabara Koogan, 2006 837-844.

4. Arkkila PT, Gautier J F. Musculoskeletal disorders in diabetes mellitus: an . Best Practice & Research Clinical Rheumatology 2003 17(6):945-970. Disponível online: doi:10.1016/S1521-6942(03)00124-4.

5. Kim RP et al. Musculoskeletal complications of diabetes mellitus. Clinical diabetes. 2001 19(3):132-134

6. Cakir M, Samanci N, Balci N, Balci MK. Musculoskeletal manifestations in patients with thyroid disease. Clinical Endocrinology 2003 59:162-167.

7. Fatourechi V, Ahmed DDF, Schwartz KM. Thyroid acropachy: Report of 40 Patients treated at a single institution in a 26-year period. J Clin Endocrinol Metab 2002 87(12):5435–5441.

8. Goette KD. Thyroid Acropachy. Arch Dermatol 1980 116:205-206.

9. Liote F, Orcel P. Osteoarticular disorders of endocrine origin. Baillière’s Clinical Rheumatology 2000 14(2): 251-276. Disponível online: doi:10.1053/berh.2000.0064.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Acessório para smartphone executa exames oftalmológico


A empresa italiana de tecnologia D-EYE anunciou um sistema inovador que permite realizar remotamente exames de mapeamento de retina. O dispositivo, também chamado D-EYE, transforma um smartphone em um oftalmoscópio portátil, capaz de gravar e transmitir fotos e vídeos do fundo do olho de um paciente para avaliação clínica.
Durante o exame, o aparelho utiliza a lente da câmera e fonte de LED do celular. Com a pupila dilatada, o campo de vista a uma distância de 1 cm a partir do olho do paciente é de aproximadamente 20 graus em uma única imagem. Em um olho não dilatado, o campo de visão é de aproximadamente 5 a 8 graus. É possível, ainda, deslocar a lente para expandir a área de cobertura usando a função de vídeo.

Uma equipe de oftalmologistas e cientistas do Wake Forest Baptist Medical Center, EUA, realizou um estudo de eficácia do aparelho, analisando patologias e técnicas de mapeamento de retina. Com pouca instrução, a maioria dos profissionais foi capaz de capturar o olho do paciente com o D-EYE em sua primeira tentativa. A equipe concluiu que o dispositivo é uma ferramenta promissora para realizar exames oftalmológicos. Além disso, eles preferiram usar a tecnologia em comparação aos aparelhos tradicionais.


Esta solução portátil e de baixo custo tem potencial para ampliar a disponibilidade de exames e ajudar na detecção e tratamento de doenças como glaucoma, degeneração macular e retinopatia diabética. A tecnologia, que suporta modelos iOS e Android, já recebeu a autorização das agências reguladoras de saúde dos Estados Unidos e da Europa.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Estimulação Magnética Transcranina

A Estimulação Magnética Transcraniana é um procedimento médico, que utiliza estímulos elétricos e magnéticos excitatórios ou inibitórios para restabelecer o funcionamento cerebral. Atualmente vem sendo amplamente estudada e tratada em diversas outras doenças, tais como: tratamento da depressão, fibromialgia, dor crônica, ansiedade, esquizofrenia, síndrome do pânico, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), transtornos de deficiência de atenção com ou sem hiperatividade, transtorno do stress pós-traumático (TSPT), reabilitação do AVC, tiques, síndrome de Tourette, epilepsia, esclerose múltipla, zumbido, doença de Parkinson, transtorno bipolar entre outras.


Histórico
O primeiro equipamento de Estimulação Magnética Transcraniana ou EMT semelhante ao que é utilizado hoje surgiu em 1975 na Grã-Bretanha.

 Em 1985, a Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) foi desenvolvido para uso científico no Reino Unido por Dr. Anthony Baker.

 Em 1992, a Estimulação Magnética Transcraniana (EMT)começou a ser aplicada para tratamento da depressão.

A técnica foi aprovada pela FDA (Food and Drug Administration), agência reguladora dos EUA, em 2008.

No Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) regulamentou o uso do aparelho de Estimulação Magnética Transcraniana em março de 2006.
 No Brasil, os melhores centros acadêmicos em medicina como a USP, já possuem há muitos anos um setor específico para Estimulação Magnética Transcraniana. 


Características do tratamento com Estimulação Magnética Transcraniana ou EMT:

·         É praticamente isenta de efeitos colaterais (quando realizado de maneira personalizada)
·         Rápida resposta ao tratamento (depende da individualidade de cada pessoa)
·         Tratamento seguro, não invasivo e não requer anestesia (quando realizado por médico especialista)
·         O tratamento é definido individualmente com cada paciente
·         Não é preciso interromper tratamento com medicamentos para iniciar a EMTr.

Como funciona ?
Antes de iniciar o tratamento com Estimulação Magnética Transcraniana (EMT), o paciente é devidamente avaliado pelo médico. O número de aplicações não é padronizado, cadas caso deve ser avaliado individualmente. Há um certo consenso de que não deve ser previamente fixado, pois depende de vários fatores como: diagnóstico, gravidade, refratariedade e cronicidade. Após a consulta especializada em neurologia e Estimulação Magnética Trasncranina (EMT) com duração média de 1 hora e meia, é traçado um plano de tratamento com Estimulação Magnética Transcraniana, ou seja, área cerebral a ser estimulada, a intensidade do estímulo, duração de cada sessão e frequência (inibitória x excitátoria). A maioria dos pacientes requer entre 10 a 20 sessões. Após estas sessões iniciais as sessãos de Estimulação Magnética Transcraniana podem ser espaçadas gradativamente e ser realizado o tratamento de manutenção (por ex: semanal, quinzenal, mensal, bimestral, conforme a avaliação e indicação). Cada sessão de Estimulação Magnética Transcraniana tem duração média aproximada de 30 minutos. O local de aplicação da Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) é realizado em uma sala especial na própria Clínica Neurológica Higashi.




A imagem abaixo mostra a ação cerebral da Estimulação Magnética Transcranina, o efeito depende do ajuste da frequência do aparelho, frequências acima de 1 Hz são excitatórias e podem ser utilizadas por exemplo para depressão, já frequências abaixo de 1 hz são inibitórias e podem ser usadas por exemplo na ansiedade.


domingo, 21 de agosto de 2016

Publicado edital do TEOT 2017


A Comissão de Ensino e Treinamento (CET) da SBOT acaba de publicar o Edital do exame para o Título de Especialista em Ortopedia e Traumatologia (TEOT) 2017. Esta será a 46a edição do Exame.

Os Serviços Credenciados SBOT devem estar atentos ao texto do Edital do 46º TEOT, que ocorrerá nos dias 09, 10 e 11 de março de 2017 em Campinas (SP). A presidente da CET, Giana Silveira Giostri, informou: “Em breve enviaremos os detalhes para o início das inscrições dos médicos residentes/especializandos ao Exame”.

Acesso o edital pelo link abaixo:

Fonte: SBOT

Exoesqueleto para Crianças com Atrofia Muscular Espinhal - AME


A atrofia muscular espinhal (AME) é uma das mais graves doenças neuromusculares degenerativas da infância e, embora rara, possui uma alta taxa de mortalidade. A doença afeta a parte do sistema nervoso que controla o movimento muscular voluntário, provocando uma fraqueza muscular progressiva e generalizada. A fraqueza e o mau desenvolvimento dos músculos impedem que o paciente possa andar e acarretam outros problemas de saúde, como escoliose, osteoporose e insuficiência respiratória. Pensando nisso, o Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), na Espanha, anunciou a criação um exoesqueleto projetado para crianças que sofrem de AME.

O dispositivo, desenvolvido em parceria com a empresa de tecnologia Marsi Bionics, pesa cerca de 12 kg e é ajustável para caber em crianças de 3 a 14 anos. Cada perna possui hastes extensíveis que ajudam a alinhar as articulações e um sistema de órtese automático que se adapta ao paciente. Um conjunto de sensores biônicos ajuda a regular o movimento das pernas, permitindo que as crianças possam se movimentar.

Assista ao vídeo:

O exoesqueleto pode ser benéfico para trazer mais qualidade de vida, bem como ajudar a combater a degeneração muscular. Além de dar às crianças com a doença mais independência, a esperança é que a tecnologia possa ajudar a aliviar os sintomas da doença que surgem da falta de movimento nas pernas. A tecnologia, que já foi patenteada e licenciada pelo CSIC, está em fase pré-clínica.


terça-feira, 16 de agosto de 2016

Osteonecrose


Osteonecrose = necrose avascular óssea.
Osteocondrose = condição idiopática caracterizada por desordens da condrogênese e osteogênese que ocorre num mecanismo de crescimento anteriormente normal.
Osteocondrite dissecante = necrose avascular de um segmento de osso subcondral, causando sintomas na articulação (implica em fratura, primeiramente e em seguida, em necrose).
Osteonecrose

A. Corresponde à morte do tecido ósseo, também chamada de necrose avascular.A cabeça femoral é o sítio mais acometido, 70% dos casos são bilaterais.
B. Cerca de 3% dos pacientes possuem mais de um local acometido, sendo a região proximal da tíbia e o úmero os locais mais comuns. É mais comum na quarta década de vida, mas pode ocorrer em qualquer idade. Pacientes reumatológicos podem estar expostos pela própria doença como nos casos de lúpus eritematoso sistêmico, mas principalmente pela corticoterapia, amplamente aplicada como tratamento. O risco aumenta com o uso de dose acima de 20mg/dia durante 3 meses ou mais.

C. Quadro Clínico
Os sintomas podem ter início muito após o insulto inicial.
Dor mecânica na virilha, inicialmente intermitente, com aumento progressivo em intensidade e frequência, até tornar-se constante.
O tempo de evolução é muito variável.
A radiografia simples é o primeiro exame de imagem. Caso haja sinais, não há necessidade de realizar outros exames.
Nos casos de radiografia normal e alta suspeição, a ressonância nuclear magnética deve ser solicitada, mostrando-se com 97% de sensibilidade e de 98% de especificidade em quadros precoces. O sinal do crescente está presente em 80% dos casos.

D. A cintigrafia possui alta sensibilidade, mas baixa especificidade.

Fontes:
     1.      Howard,AS; Synopsis of orthopaedics – Thieme Medical Publishers,Inc.
     2.      Falcão,LFR; Costa,LHD ; Manual de Reumatologia, 2012 – Roca


         Recomendo:
1. Fernandes, JHM; Doença Musculoesquelética, módulo 3: http://www.semiologiaortopedica.com.br/2012/09/modulo3.html
2.      E-book de semiologia ortopédica ( 26 módulos)


segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Osteocondrose

Osteonecrose = necrose avascular óssea.
Osteocondrose = condição idiopática caracterizada por desordens da condrogênese e osteogênese que ocorre num mecanismo de crescimento anteriormente normal.
Osteocondrite dissecante = necrose avascular de um segmento de osso subcondral, causando sintomas na articulação (implica em fratura, primeiramente e em seguida, em necrose).

Osteocondrose
A.    Tipos
1.      Osteocondroses articulares (isto é, doenças de Freiberg e Perthes)
2.      Osteocondroses não-articulares (doenças de Osgood-Schlatter e de Sever)
3.      Osteocondroses fisárias (doenças de Scheuermann e de Blount)

B.     Doença de Freiberg
1.      Osteocondrose da cabeça metatarsiana, usualmente o segundo, e ocasionalmente terceiro e quarto metatarsianos.
2.      Usualmente aos 12-15 anos, antes da oclusão da fise.
3.      Os sintomas surgem antes das alterações radiográficas (dor,sensibilidade local, edema).
4.      Achados radiográficos: esclerose, f ragmentação e alargamento da epífise, pinçamento da articulação.
5.      Tratamento: repouso, proibição de ambulação com sustentação de peso, aparelho de gesso, palmilha para sustentação do arco longitudinal e ocasionalmente excisão de corpos livres ou osteotomia de dorsiflexão.

C.    Doença de Panner

1.         Osteocondrose do capítulo (capitelo) do úmero.

1.      Principalmente meninos em torno de 8-9 anos de idade.
2.      Sintomas: dor após traumatismo leve. Inabilidade de esticar completamente o cotovelo.
3.      Achados radiográficos: fragmentação e irregularidade do capitelo
4.      Tratamento: repouso e tratamento conservador. Ocasionalmente, excisão de corpos livres.

A.    Doença de Kohler
1.      Osteocondrose do navicular do tarso.
2.      Setenta e cinco a 80% são do sexo masculino, sendo comum durante os 4-10 anos de idade; um terço dos casos é bilateral.
3.      Achados clínicos: dor local, edema, sensibilidade local.
4.      Achados radiográficos: esclerose, achatamento e fragmentação do navicular.
5.       Usualmente é processo autolimitante e a regra é a reconstrução espontânea.
6.      Tratamento: repouso, observação, ocasionalmente um aparelho de gesso curto para marcha.
                                                                                                         
B.     Síndrome de Osgood-Schlatter

1.      Osteocondrose por tração da tuberosidade anterior da tíbia.
2.      Mais comum em meninos ativos, durante a puberdade; frequentemente é bilateral.
3.      Achados clínicos: dor, sensibilidade local e inchaço. Os sintomas podem perdurar durante meses a anos.
4.      Achados radiográficos: fragmentação da tuberosidade tibial com ossículos de aspecto denso e edema do tecido mole.
5.      Tratamento: tratamento conservador e ocasionalmente um aparelho gessado cisado cilíndrico. Raramente há necessidade de cirurgia, como perfuração ou excisão do fragmento ósseo não unido.

C.    Síndrome de Sinding-Larsen

1.      Osteocondrose por tração do pólo inferior da patela.
2.      Achados clínicos: dor e sensibilidade locais.
3.      Achados radiográficos: esclerose e fragmentação do pólo inferior da patela.
4.      Tratamento: sintomático.

D.    Doença de Sever

1.      Osteocondrose por pressão ou apofisite por tração da inserção do tendão de Aquiles.
2.      Mais comum em meninos entre 8-15 anos de idade.
3.      Frequentemente assintomática e pode ser uma variante normal.
4.      Tratamento: sintomático e elevação do calcanhar (aumento da altura do salto do sapato).
Fontes:
     1.      Howard,AS; Synopsis of orthopaedics – Thieme Medical Publishers,Inc.
     2.      Falcão,LFR; Costa,LHD ; Manual de Reumatologia, 2012 – Roca

           Recomendo:
1.      Fernandes, JHM; Doença Musculoesquelética, módulo 3: http://www.semiologiaortopedica.com.br/2012/09/modulo3.html
2.      E-book de semiologia ortopédica ( 26 módulos)