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domingo, 3 de julho de 2016

Teste de Força de Preensão Utilizando o Dinamômetro Jamar

A terapeuta ocupacional Iêda Figueiredo e a fisioterapêuta Rosana Sampaio assim se expressam no seu artigo escrito para a revista Acta Fisiátrica:
“A mensuração da preensão da mão é um importante componente da reabilitação da mão. Os testes de força de preensão são comumente usados para avaliar pacientes com desordens da extremidade superior, antes e após procedimentos terapêuticos.

São testes simples de administrar e quando adequadamente realizados, podem fornecer informações objetivas que contribuem para análise da função da mão.

Protocolo de teste deve ser desenvolvido e cuidadosamente seguido.

Um dos instrumentos reconhecidos na literatura é o dinamômetro Jamar, que tem mostrado bons índices de validade e confiabilidade.

Tem sido aceito como um instrumento padrão para mensuração da força de preensão e é muito utilizado na clínica por terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas.

Avaliar significa documentar quantitativamente e qualitativamente as necessidades do paciente.
Uma avaliação objetiva ajudar o profissional na definição do problema ou situação clínica, no planejamento de protocolo de intervenção, viabiliza também a documentação de mudanças resultantes de procedimentos terapêuticos e pode, inclusive, predizer o potencial da reabilitação.


 A avaliação também pode servir como um importante veículo de comunicação entre profissionais, promovendo atuação interdisciplinar. No processo de avaliação, a escolha de instrumentos deve considerar parâmetros como a validade e a precisão, que são considerados critérios de qualidade da instrumentação e da informação disponibilizada.

Instrumentos confiáveis permitem ao profissional alcançar conclusões que são minimamente afetadas por fatores externos, diminuindo assim, as chances de erros.

DINAMÔMETRO JAMAR

O dinamômetro Jamar foi reportado em meados da década de 50 e é muito utilizado na clínica por profissionais da área de reabilitação. O instrumento possui duas alças paralelas, sendo uma fixa e outra móvel que pode ser ajustada em cinco posições diferentes, propiciando um ajuste ao tamanho da mão do paciente. Este aparelho contém um sistema hidráulico fechado que mede a quantidade de força produzida por uma contração isométrica aplicada sobre as alças e a força de preensão da mão é registrada em quilogramas ou libras.

Dinamômetro Jamar

A avaliação válida e confiável da força de preensão da mão é um parâmetro importante para comparar a efetividade de vários procedimentos cirúrgicos e terapêuticos, definir metas de tratamento e avaliar a habilidade do paciente para retornar a atividades funcionais, além de influenciar diretamente no desenvolvimento de pesquisas científicas.

A utilização deste aparelho na documentação da força de preensão pode ser influenciada por fatores que afetam a confiabilidade do dinamômetro Jamar, incluindo modificação na calibração do instrumento, posição da alça e variações no protocolo de teste.

Além disto, os achados que afirmam que a força de preensão varia com alterações da posição do corpo confirmam a necessidade de uma posição padronizada para o teste de força de preensão. Assim, a Sociedade Americana de Terapeutas de Mão reuniu pesquisas que investigaram aspectos envolvidos na avaliação e recomendou um protocolo incluindo a posição de teste, o qual é utilizado nas clínicas e na maioria dos trabalhos científicos.

Posição recomendada para a utilização do aparelho.



No procedimento de avaliação da força de preensão é recomendado que a média de três medidas seja usada, não havendo necessidade de estender períodos de descanso entre as medidas. Um aquecimento antes do teste pode aumentar a força de preensão, todavia, esta medida parece não ser afetada pelo horário do dia em que o teste é realizado.

Dados normativos de força de preensão utilizando o dinamômetro Jamar são usualmente descritos considerando os fatores sexo e idade. Para a população brasileira são necessários mais estudos que caracterizem a força de preensão de nossa população e sirvam de base para a formulação de dados normativos nacionais.

Está demonstrado que sexo, idade, peso e altura do corpo podem afetar a força de preensão, no entanto, é difícil concluir sobre a influência da dominância da mão na força de preensão, pois esta pode ser alterada por diversos fatores, como demandas de trabalho e lazer.”

Valores de referência
Márcio Ferreira do Nascimento e Raphael Benassi do Programa de Pós-Graduação em Treinamento Desportivo e Fisiologia do Exercício, Rio de Janeiro, RJ – Universidade Castelo Branco, fizeram uma revisão sobre os valores de referência de força de preensão manual em ambos os gêneros e diferentes grupos etários e anotaram o seguinte:

“ Os valores de referência de força de preensão manual têm sido buscados por vários pesquisadores em diferentes populações, divididos por grupos de gênero, idade e lateralidade. Uma análise dos valores de referência indica variações de acordo com a nacionalidade dos pesquisados, por isso, conhecer os valores de referência de cada população especifica se torna importante para que se possa avaliar melhor o individuo, seja para uma avaliação nutricional, funcional, de recuperação de patologias ou para qualquer outro objetivo"

Dinamômetro JAMAR: valores de referência (FPM) para australianos



Conclusão

 O dinamômetro de preensão manual tem sido muito utilizado para avaliar o estado nutricional, funcional, a dominância lateral e a força total de indivíduos sempre divididos em grupos de gênero e idade, pois estes têm influência direta nos resultados.

O aparelho mais utilizado nos estudos é o JAMAR, mas outros aparelhos aparecem na literatura.
A posição tida como padrão pelos autores é a recomendada pela ASHT (Associação Americana de Terapeutas da Mão), que é com o indivíduo posicionado sentado com o ombro abduzido e neutramente rodado, cotovelo fletido a 90° e antebraço e punho em posição neutra.

Quando comparadas medidas feitas com o indivíduo sentado e de pé, os melhores resultados foram obtidos na posição sentada.

O método mais utilizado para cálculo dos valores foi a média de três tentativas para cada mão, apesar de alguns autores registrarem a máxima mensuração.

No dinamômetro JAMAR com cinco regulagens, as mais usadas foram a 2 e 3, porem, nos aparelhos com uma maior regulagem foi possível observar que o melhor é deixar que o avaliado faça uma auto seleção.

Com relação ao gênero, os homens tiveram maiores resultados de força de preensão manual que as mulheres em todas as idades, na mão dominante e não dominante.
Com relação à idade parece haver um declínio nesses níveis por volta do inicio da quarta década de vida.

Não houve influencia significativa do tamanho da mão e a força de preensão, e o intervalo mais usado pelos autores foi o de um minuto entre as medidas.
"O dinamômetro de preensão manual é considerado como o melhor teste para avaliar o estado funcional de indivíduos saudáveis e com alguma patologia.”

FontesTeste de força de preensão utilizando o dinamômetro Jamar
                    Iêda Maria Figueiredo1; Rosana Ferreira Sampaio2
   
Terapeuta Ocupacional, Mestre em Ciências da Reabilitação, Hospital Maria Amélia Lins
2. Fisioterapeuta, Doutora em Saúde Pública, Departamento de Fisioterapia, Universidade Federal  de Minas Gerais.

Valores de referência de força de preensão manual em ambos
       os gêneros e diferentes grupos etários. Um estudo de revisão.

     Márcio Ferreira do Nascimento*, Raphael Benassi**
        *Centro Universitário Augusto Motta, Rio de Janeiro, RJ
        **Universidade Castelo Branco, UCB

        Programa de Pós-Graduação em Treinamento Desportivo
        e Fisiologia do Exercício, Rio de Janeiro, RJ

Recomendo: Handgrip strength as a predictor of functional, psychological and social health. A prospective population-based study among the oldest old.

                     http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20219767
                     http://ageing.oxfordjournals.org/content/39/3/331.long

DIANA G. TAEKEMA1,2, JACOBIJN GUSSEKLOO3, ANDREA B. MAIER1,4,
RUDI G. J. WESTENDORP1,4, ANTON J. M. DE CRAEN1,4

1Department of Gerontology and Geriatrics, Leiden University Medical Center, Leiden, The Netherlands
2Department of Geriatrics, Rijnstate Hospital, Arnhem, The Netherlands
3Department of Public Health and Primary Care, Leiden University Medical Center, Leiden, The Netherlands
4Netherlands Consortium for Healthy Aging, Leiden University Medical Center, Leiden, The Netherlands

Address correspondence to: D. G. Taekema. Department of Gerontology and Geriatrics, Leiden University Medical Center

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