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domingo, 31 de julho de 2016

Tecnologia facilita o trabalho de enfermeiros na captura de veias dos pacientes

Luz infravermelha emitida pelo aparelho facilita a vida de pacientes, enfermeiros e médicos

Imagem: Divulgação

Você já teve que tomar algum medicamento ou soro e foi aquele sofrimento porque o enfermeiro não encontrava a veia? O Vein Viewer é uma tecnologia criada pela empresa estadunidense Christie Medical Holdingsque torna essa árdua tarefa bem mais simples. Apesar de não trazer riscos consideráveis à saúde, é desconfortável receber tantas "agulhadas" desnecessárias.
O funcionamento do aparelho ocorre por meio da emissão de luz infravermelha que, quando colocada sobre a pele do paciente, facilita a visualização da veia, inclusive de fluidos que passem por ela.
Além de identificar com mais facilidade uma veia, o aparelho, segundo seus criadores, também é capaz de localizar as melhores veias para o procedimento médico em questão, pois é capaz de "enxergar" os vasos em uma profundidade de até 10 milímetros.
No Brasil, mais de 150 hospitais utilizam o Vein Viewer (confira o mapa aqui). Além de facilitar a vida de enfermeiros e pacientes, o aparelho evita custos para o hospital (quantidade menor de material descartável gasto).
Vein Viewer está disponível também na versão flex. Esse modelo possui imagem HD e tecnologia de Df2, e pode ser usado em todo procedimento vascular. Essa alternativa já é comum em setores de emergência (UTI) de certos hospitais, e também é útil para hemofílicos e outros indivíduos que necessitam fazer autoinfusão.
Para entender o funcionamento, confira o vídeo (em inglês).



Fonte: ecycle

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Medical Anatomage - Mesa de Dissecação Virtual

“Anatomage” disponibiliza mesa de dissecação virtual de tamanho natural para a comunidade médica. A Mesa oferece uma visualização realista sem precedentes da anatomia em 3D e interatividade. Cumprindo precisos detalhes anatômicos, é complementar para os cursos baseados em dissecação de cadáveres. Para os cursos de anatomia sem cadáver, a tabela oferece o cadáver virtual de tamanho natural. Esta tecnologia de ponta irá ajudar a elevar os padrões de educação médica para um melhor nível.

Vista do Corpo Inteiro

A mesa oferece visualização deslumbrante da anatomia de corpo inteiro em tamanho natural. A percepção é o melhor em pacientes reais ou em cadáveres de corpo inteiro.


Operação Tabela de Experiência

O fator forma de tabela permite aos alunos replicar uma verdadeira experiência de funcionamento. O paciente virtual é reclinado e os estudantes  ficam ao lado da mesa e interagem com o volume, girando-o para ajudar na compreensão fácil da anatomia espacial. Além disso, ao incorporar instrumentos físicos em um currículo, a tabela fornece um meio para simulação de procedimentos de operação de uma forma natural e intuitiva.


Operações intuitivas de toque

A interatividade é na ponta dos dedos de forma intuitiva. Vire pacientes, ou remova partes para mudar completamente a visão com o toque de um dedo. A tabela oferece uma experiência natural e muito interativa.


Interação do Grupo e Ensino

A Mesa promove ambientes dinâmicos e interativos de aprendizagem. O corpo inteiro, em tamanho natural permite que pequenos grupos façam integração com os programas de aprendizagem. Alunos e instrutores podem facilmente ficar ao redor da mesa, ver imagens em conjunto e coletivamente determinam diagnósticos. Com a Tabela simulando uma mesa do paciente, a semelhança com os métodos tradicionais de ensino médico e anatômico faz uma adoção fácil em um curso já existente, sem alterações significativas no currículo ou projeto da sala de aula.

Educação da anatomia bruta

A Mesa permite que os alunos visualizem tecidos esqueléticos, músculos, órgãos e tecidos moles. Estes vários tecidos podem ser personalizados pelo praticamente através de corte, e das camadas e segmentação da anatomia. Isso acrescenta uma nova dimensão de profundidade para a educação dos alunos. Anotações facilmente personalizadas podem ser adicionadas às visualizações de estruturas anatômicas. Com ferramentas de anotação flexíveis, as instituições podem criar programas inovadores, e, novos métodos de estudo que agora se tornaram possíveis.



Material ilimitado

A mesa vem com um modelo de corpo inteiro com anatomia a partir de dados fornecidos por tomografia computadorizada. Os dados anatomicamente precisos são fundidos com modelos texturizados para fins educacionais. A tabela também pode abrir quaisquer dados de TC, RM e ultrassom scanners. Além disso, imagens fotográficas 2D, apresentações também podem ser colocadas sobre a mesa. A tabela é imediatamente pronta para ser incorporada a qualquer currículo. Pode ser aumentada com materiais adicionais. Custa 60 mil dólares americanos, mas é uma mesa digital que permite explorar todos os níveis do corpo humano em 3D.


Dissecação Virtual

Quando o luxo de dissecções atualmente não está disponível, a dissecação virtual com dados de imagens sobre a mesa oferece a melhor solução. Com base na anatomia humana verdadeira, a mesa fornece detalhes fiéis com grande realismo. Os estudantes podem cortar o corpo, retirar os tecidos moles ou remover um órgão com os dedos. E ao contrário de cadáveres, os alunos podem refazer e desfazer a dissecção várias vezes.



Procedimento de Ensino Baseado

Além de aplicações gerais de anatomia, os usuários podem também colocar aplicações especiais na Mesa de ensinar.
Considerando casos específicos de patologia, também podem ser utilizados para o ensino e para exames. A respeito de procedimentos cirúrgicos, os dados de imagem podem ser usados como uma estrutura tridimensional para basear a discussão. As imagens são de tamanho 1:1 ao vivo e dispositivos atuais e os instrumentos podem ser apresentados com a mesa. Efetivamente mostra ao médico posições e acesso no paciente. Qualquer que seja a especialidade ou aplicação, a tabela oferece o potencial para levar o processo educacional a um alto nível.


Revisão do caso

A renderização 3D tamanho indicado na tabela permite revisões de casos, com uma equipe médica completa. Se um radiologista está mostrando um caso de um cirurgião ou uma equipe de especialistas está analisando um caso, é uma ferramenta de comunicação fácil e altamente eficaz. Isto irá abrir novos métodos de colaboração entre os médicos que antes nunca foram possíveis.

Consultas de pacientes

A comunicação visual com os pacientes é muito eficaz sobre a mesa. Ela pode ser usada para a aceitação de um processo especial, ou simplesmente para informação e consulta. Mostrando a varredura do próprio paciente, em tamanho real e o ilustrando em 3D, é uma apresentação muito mais eficaz e tecnologicamente impressionante do que qualquer outro método.

Apresentações de dispositivos médicos

Para as empresas de dispositivos médicos, a melhor maneira de ilustrar o uso, eficácia e aplicação do produto é usando a mesa junto com os dados de pacientes reais. Isso irá transmitir uma mensagem muito forte para qualquer cliente potencial. Quando colocado em uma feira, esta será a ferramenta mais dramática para chamar a  atenção dos clientes e aumentar o tempo de permanência na cabine fazendo perguntas. Devido à sua base avançada de educação, isso proporciona a experiência da mais alta qualidade e oferece uma apresentação confiável e eficaz para médicos e clientes.


Hardware

A resolução da tela é 3960 x 1080. A tecnologia LCD torna muito brilhante, mesmo sob a luz do dia e não necessita ser operada em um quarto escuro.

Os sensores de toque óptico não exigem interação do dedo humano com sensores capacitivos. Qualquer caneta poderia ser usada para operar sobre a mesa, o que poderia ajudar a manter a superfície limpa ao ser utilizada em ambientes de laboratório de anatomia.
O sistema é móvel. Os usuários podem mover o sistema de uma sala para outra sob rodas e elas podem ser bloqueadas em uma posição. A mesa pesa cerca de 500 kg e foi construída para ser muito estável. Cerca de uma dúzia de pessoas podem ficar em volta e facilmente interagirem entre si e com a mesa ao mesmo tempo.

Software

O estudo da anatomia original é desenvolvido por um software baseado na famosa imagem Anatomage Invivo5 sucesso de tecnologia de software. O software tem tecnologia de renderização única que permite a renderização de volume, renderização em 3D e renderização de malha fotográfica para misturarem-se simultaneamente de forma precisa e consistente no espaço 3D. Quando misturado juntos, seria difícil distinguir o que é parte de renderização de volume e renderização de superfície que é parte, criando assim uma visualização muito avançada que é incomparável.

Biblioteca Digital de Anatomia 3D Anatomy

Também disponível para utilização expandida da mesa existe uma biblioteca completa de 100 hospitais de emergência com casos clínicos da vida real que envolvem exames, casos de patologia, e exames médicos de rotina apresentando exames onde TC é a modalidade de imagem padrão.

Uso personalizado

A Mesa não está limitada ao conjunto de dados fornecidos. Os usuários podem abrir os dados de varredura de radiologia para a visualização 3D. O sistema é baseado em software de imagens médicas, e é compatível com todos os dados DICOM, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética de dados. Os usuários podem aplicar zoom, girar e cortar com os dedos, assim como os dados de anatomia.

Fonte: http://medical.anatomage.com/medical-products/anatomage-table

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Lançado manual para jornalistas de esporte na Vila Olímpica


Acaba de ser lançado, pela SBRATE (Sociedade Brasileira de Traumatologia do Esporte), Comitê de Artroscopia e Traumatologia do Esporte da SBOT,Manual Básico de Traumatologia do Esporte para Profissionais da Imprensa. O evento ocorreu durante a inauguração da Policlínica, um espaço de mais de 3,5 mil metros quadrados destinado ao atendimento médico de atletas, dentro da Vila Olímpica, durante os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. A imprensa compareceu em peso ao evento e os jornalistas credenciados puderam receber o Manual, um volume portátil de  20 páginas, que explica as principais lesões dos atletas em termos fáceis de entender. Lúcio Ernlund, presidente da SBRATE e médico nos Jogos Olímpicos, e João Grangeiro, diretor médico do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), atenderam a imprensa.


O material está organizado em verbetes ordem alfabética, de forma que a consulta é também bastante fácil. “A obra vai oferecer aos profissionais da comunicação uma ferramenta útil para a comunicação adequada dos termos médicos para a população”, explicou Sandro Reginaldo, da Comissão Científica da SBRATE e um dos autores do Manual.

Os jornalistas que não puderam estar presentes podem baixar o manual aqui.

Lúcio Ernlund e João Grangeiro apresentaram o Manual para a imprensa


Fonte: SBOT




terça-feira, 26 de julho de 2016

Serotonina no Cérebro

Achados de que o cérebro usa serotonina para perpetuar os sinais
de dor crônica, nos nervos locais, pode ajudar no desenvolvimento de
medicamentos que geram menos dependência.
                 

Os neurotransmissores representam os mensageiros do cérebro. Eles são substâncias químicas que permitem que os neurônios passem sinais entre si e para outras células do corpo, o que os torna importantíssimos em nossas funções vitais. Há muitas funções e muitos neurotransmissores, mas um deles merece destaque: a serotonina.

A serotonina é um neurotransmissor produzido no tronco encefálico, no núcleo da rafe, e desempenha papel em muitas partes do organismo.

Preparando o cenário para possíveis avanços no tratamento da dor, pesquisadores da Universidade Johns Hopkins e da Universidade de Maryland relatam que eles identificaram duas moléculas envolvidas na perpetuação da dor crônica em ratos. As moléculas, afirmam os cientistas, também parecem ter um papel no fenômeno que faz com que áreas ilesas do corpo sejam mais sensíveis à dor quando uma área nas proximidades foi ferida. Um resumo da pesquisa foi publicado no jornal Neuron (jornal de neurociência).
   


"Com a identificação destas moléculas, temos alguns destinos adicionais que podemos tentar bloquear para diminuir a dor crônica", explica Xinzhong Dong, Ph.D., professor associado de neurociência na Johns Hopkins University School of Medicine e cientista de início de carreira no Howard Hughes Medical Institute.
"Nós descobrimos que a dor persistente nem sempre se origina no cérebro, como alguns tinham pensado, o qual é uma informação importante para desenhar drogas que gerem menos dependência para vencê-la"

A dor crônica que persiste por semanas, meses ou anos após uma lesão ou condição subjacente que é resolvida aflige uma estimativa de 20% a 25% da população mundial e cerca de 116 milhões de pessoas nos Estados Unidos, custando para os americanos um total de US$ 600 bilhões em intervenções médicas e perda de produtividade. Pode ser causada por qualquer coisa, seja por lesões nervosas e artrose até câncer e estresse.

Em sua nova pesquisa, os cientistas se concentraram em um sistema de nervos sensíveis à dor nas caras de ratos, conhecidos coletivamente como o nervo trigêmeo. O nervo trigêmeo é um grande pacote de dezenas de milhares de células nervosas. Cada célula é um "fio" longo com um hub em seu centro; os hubs são agrupados juntos em um cubo maior. De um lado deste cubo, três pequenos feixes de fios - V1, V2 e V3 - se ramificam. Cada pacote contém fios individuais sensíveis à dor que se dividem para cobrir um território específico da cara. Os sinais são enviados através dos fios para os hubs das células e então viajam para a medula espinhal através de um conjunto separado de pacotes. Da medula espinhal, os sinais são retransmitidos para o cérebro, que os interpreta como dor.

Quando os pesquisadores beliscaram o ramo V2 do nervo trigêmeo por um período prolongado de tempo, eles encontraram que territórios V2 e V3 foram mais sensíveis à dor adicional. Esta propagação da dor para áreas ilesas é típica daqueles que experimentam dor crônica, mas também pode ser experimentada durante lesões agudas, como quando um polegar é batido com um martelo e toda a mão fica com dor "palpitante".

Para descobrir o porquê, os pesquisadores estudaram os nervos sensíveis à dor na pele da orelha de ratos. Os ramos menores do V3 trigeminal alcançam a pele da parte inferior da orelha. Mas um conjunto inteiramente totalmente diferente de nervos é responsável para a pele da parte superior da orelha. Esta distinção permitiu aos pesquisadores comparar as respostas dos dois grupos independentes de nervos que estão em estreita proximidade um com o outro.

Para vencer a dificuldade de monitoramento de respostas nervosas, a equipe do Dong inseriu um gene no DNA de ratos para que as células nervosas sensoriais primárias se tornassem iluminadas de cor verde quando ativadas. Os nervos da cara sensíveis à dor são um subconjunto destes.

Quando as manchas da pele foram depois banhadas com uma dose de capsaicina - o ingrediente ativo da pimenta- os nervos sensíveis à dor se iluminaram em ambas as regiões da orelha. Mas os nervos V3 na  parte inferior da orelha estavam muito mais iluminados do que os da parte superior da orelha. Os pesquisadores concluíram que beliscar o ramo V2 separado mas conectado do nervo trigêmeo tinha de alguma forma sensibilizado os nervos V3 para "exagerar" diante da mesma quantidade de estímulo.

Aplicando capsaicina novamente em diferentes áreas, os pesquisadores descobriram que se iluminavam mais ramos de nervos vindo de um nervo pinçado V2 do que aqueles que vinham de um que estivesse ferido. Isto sugere que os nervos que normalmente não respondem à dor podem se modificar durante a lesão prolongada, somando-se aos sinais de dor que são enviados para o cérebro.
Sabendo a partir de estudos anteriores que a proteína TRPV1 é necessária para ativar as células nervosas sensíveis à dor, os pesquisadores observaram para a sua atividade no nervo trigêmeo. Eles mostraram que era hiperativa em ramos de nervo lesionados V2 e em ramos ilesos V3, bem como como nos ramos que se estendiam além do hub da célula do nervo trigêmeo e na medula espinhal.

A seguir, especialistas em sinalização neurológica da molécula serotonina da Universidade de Maryland, cientes de que a serotonina está envolvida na dor crônica, investigaram seu papel no estudo de ativação TRPV1. A equipe, liderada por Feng Wei, M.D., Ph.D., bloqueou a produção de serotonina, que é liberada a partir do tronco cerebral para a medula espinhal, e descobriram que a hiperatividade de TRPV1 quase tinha desaparecido.

Dong diz:

 "A dor crônica parece fazer com que a serotonina seja liberada pelo cérebro para a medula espinhal. Lá, atua no nervo trigêmeo em geral, tornando o TRPV1 hiperativo ao longo de seus ramos, inclusive fazendo com que algumas células nervosas não sensíveis à dor começassem a responder à dor. O TRPV1 hiperativo faz com que os nervos se inflamem mais frequentemente, enviando sinais de dor adicional para o cérebro."


Referências:
Central Terminal Sensitization of TRPV1 by Descending Serotonergic Facilitation Modulates Chronic Pain.
Outros autores do relatório incluem Yu Shin Kim, Liang Han, Zhe Li, Pamela LaVinka, Shuohao Sun, Kyoungsook Park e Michael Caterina da Johns Hopkins University School of Medicine; Yuxia Chu, Man Li, Ke Ren e Ronald Dubner, da Faculdade de Odontologia da Universidade de Maryland; e Zongxiang Tang, da Universidade de Nanjing de Medicina Chinesa. Neuron, 23 January 2014 doi. 10.1016/j.neuron.2013.12.011
Este trabalho foi apoiado por subsídios do National Institute of Dental and Craniofacial Research (R01DE022750, R01DE018573), o Instituto Nacional de General Medical Ciências (R01GM087369), o National Institute of Neurological Disorders and Stroke (T32NS070201), o Johns Hopkins UniversityBrain Science Institute e o Howard Hughes Medical Institute.
Caterina é um inventor de uma patente para o uso de produtos relacionados ao TRPV1, que é licenciada através da Universidade da Califórnia, San Francisco e por meio da Merck, e pode ter direito a royalties relacionados a esses produtos. Ele é um dos membros do Conselho Consultivo Científico para Hydra Biosciences, que desenvolve produtos relacionados aos canais de TRP. Esses conflitos são geridos pela The Johns Hopkins University, em conformidade com suas políticas de conflitos de interesses.
Fonte:
Johns Hopkins Medicine
Medical News Today


sábado, 23 de julho de 2016

Corpo, Movimento e Conhecimentos Anatômicos e Cinesiológicos

Excelente material  produzido desenvolvido pelo Laboratório de Design Instrucional do Ne@ad - Núcleo de Ensino à Distância da Universidade Federal do Espirito Santo.

Disponível na plataforma Issuu. Acesso o material clicando na imagem abaixo.

Corpo, Movimento e Conhecimentos Anatômicos e Cinesiológicos

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Desvios Rotacionais de Membros Inferiores

  • Ângulo de Inclinação femoral;
  •  Ângulo de Anteversão / Retroversão Acetabular;
  • Coxa Vara e Coxa Valga;
  • Torção Tibial Interna;



Ângulo de Inclinação femoral

O ângulo entre o eixo do colo femoral e o corpo do fêmur é normalmente 125º.
 Um ângulo patologicamente maior é chamado Coxa Valga, e um ângulo patologicamente menor é chamado Coxa Vara.

 A coxa valga unilateral resulta em uma perna relativamente mais longa naquele lado e um geno varo associado.

A coxa vara unilateral leva a uma perna relativamente mais curta com geno valgo associado naquele lado. As compensações para as diferenças unilaterais geralmente acontecem na pelve, pé e tornozelo.

Ângulo de Inclinação femoral
A Cinesiologia do Quadril descreve as figuras abaixo.
Plano Frontal: ângulo formado entre o eixo do colo do fêmur e o eixo da diáfise femoral.

                     Ângulo de Inclinação femoral
A forma da cabeça e do colo variam de acordo com o indivíduo:
Tipo Longilíneo  I= 125º
A diáfise femoral é fina e a pelve pequena e alta. Favorece grandes amplitudes de movimento articular e velocidade (corrida). 

   Ângulo de Inclinação femoral
Tipo Brevilíneo  I= 115º
A diáfise femoral é mais larga e a pelve maciça e larga.
A avaliação de movimento articular não é tão grande, perde em velocidade, mas ganha em robustez.

Morfologia de Força
Ângulo de Inclinação femoral
n Ângulo colo-diafisário menor = coxa vara (diminuição no comprimento do membro).
n Ângulo colo-diafisário maior = coxa valga (aumento no comprimento do membro).
Ambas alterações levam a diminuição de FM (força muscular), devido as alterações no braço de alavanca. 


Coxa Vara
A Coxa Vara é um defeito de ossificação congênita ou evolutiva localizada no colo femoral que resulta em desenvolvimento gradual de uma deformidade do fêmur que se vê em toda a perna e pés, pois ficam voltados para dentro.

A deformidade é provocada mecanicamente pelo esforço do peso corporal atuando sobre um fêmur defeituoso ou anormalmente mole, que acaba alterando um ângulo de inclinação normal do fêmur que é de 125º graus, e que às vezes, se reduz a 90º graus ou menos.

Essa Diminuição do Ângulo de Inclinação pode ocasionar diversas deformações na coluna (escoliose, lordose lombar se for bilateral), dos joelhos e dos pés (pé chato valgo) e claudicação.

A Coxa Vara é definida por duas categorias em relação a sua etiologia:
·    Tipo Adquirida ou Secundária – causada por alterações metabólicas, traumáticas ou infecciosas, como raquitismo, necrose asséptica da cabeça do fêmur, epifisiólise ou artrite séptica quadril.
·   Tipo de Desenvolvimento Infantil ou Congênita - A congênita é muito rara e pode apresentar comprometimento uni ou bilateral.

A criança apresenta um discreto encurtamento real do membro e quando anda balança muito. Esse quadro só se desenvolve quando a criança começa andar após 3 ou 4 anos de idade, sem dor. A cirurgia é mais eficaz se realizada antes que se desenvolva uma marcha anormal.
Etiologia:

As causas mais importantes são: 

  • Congênitas - uma parte do colo femoral permanece como cartilagem não ossificada a qual se curva durante a infância. Este tipo é pouco frequente;
  • Deslizamento epifisário (coxa vara epifisária);
  • Fraturas - são sequelas comuns nos casos de fraturas trocantéricas mal consolidadas e em fraturas não consolidadas do colo femoral  e do fêmur;
  • Amolecimento Ósseo em doenças sistêmicas como ricketsioses, osteomalácia ou osteodistrofia paratireoidiana. 


Coxa Valga
A Coxa Valga é uma deformidade unilateral ou bilateral do quadril, caracterizada por um aumento do ângulo de inclinação do fêmur (+ de 130°) com o membro inferior em abdução e rotação externa.
A Coxa Valga pode ser:
Congênitaessencial do adolescente (onze a doze anos), muitas vezes consequência de uma subluxação do quadril e caracterizada pelo fato de que a pessoa claudica (Trendelenburg) e apresenta um quadril doloroso.
Adquirida – osteomielite, paralisia cerebral, ocasionando com frequência a luxação paralítica (PC).

A marcha é instável, os pés estão afastados e em rotação interna com sinal de Trendelenburg.
Seus principais sintomas são: o cansaço rápido, a claudicação (mancar) e dores no quadril com as sobrecargas.
Nos jovens as dores são raras, desde que uma boa função muscular possa compensar a anomalia da estrutura esquelética.

Ângulo de Anteversão Acetabular
- Corresponde a extensão com que o acetábulo envolve a cabeça femoral no plano horizontal.
Linha A – P: linha que interliga as extremidades do acetábulo.



Bruce Reider (2001, p.166-167) também discorre sobre esse assunto ao afirmar que “em geral, o mau alinhamento rotacional do fêmur é devido a variações do colo do fêmur.
A versão do colo do fêmur refere-se ao ângulo formado pelo colo do fêmur em relação ao plano coronal do resto do osso. Esse plano coronal é habitualmente considerado como plano definido pela face posterior dos dois côndilos do fêmur, podendo ser estimado a partir do eixo de flexão do joelho.
O colo do fêmur normal possui uma anteversão de cerca de 8° a 15° , isto é, forma um ângulo para frente de 8° a 15° em relação ao plano definido pela face posterior dos côndilos femorais.
Quando o colo do fêmur forma um ângulo para frente maior do que esse valor, o paciente apresenta aumento da anteversão femoral.
O paciente com aumento da anteversão femoral tende a ficar em pé com o membro numa posição de rotação medial, produzindo pés desviados para dentro.
Entretanto, se o aumento da anteversão femoral for compensado por um aumento da rotação lateral da tíbia, o paciente não irá apresentar pés desviados para dentro, porém mau alinhamento rotacional do joelho.
Se o ângulo do colo femoral for menor do que 8° a 15° anteriormente no plano coronal do fêmur, o paciente apresenta redução da anteversão femoral ou retroversão femoral.
O paciente com redução da anteversão femoral tende a permanecer em pé com o membro em rotação lateral, produzindo pés desviados para fora.
A redução da anteversão femoral é menos comum do que o aumento da anteversão femoral; pode ser observada entre bailarinas clássicas, cujos pés precisam estar virados para fora na coreografia da dança.
A quantidade de anteversão femoral presente é avaliada com mais precisão por métodos radiográficos complexos. Pode-se usar o teste de Craig para estimar a quantidade de anteversão femoral presente.”

Teste de Craig (Anteversão do Colo Femoral) – A anteversão do quadril é medida pelo ângulo feito pelo colo femoral com os côndilos femorais. Ela é o grau de projeção, para frente, do colo femoral a partir do plano coronal da diáfise e diminui com a idade. 


O paciente deita-se em prono com o joelho flexionado à 90º. O examinador palpa a face posterior do trocanter maior do fêmur. O quadril é então rodado passivamente medial e lateralmente até o trocanter ficar paralelo à mesa de exame ou atingir à sua posição mais lateral. O grau de anteversão pode então ser estimado, baseando-se no ângulo da perna com a vertical.

Ângulo de Anteversão / Retroversão Acetabular
-Um aumento neste ângulo= Anteversão femoral
                                                Pisar para dentro
-Uma diminuição neste ângulo= Retroversão femoral
                                                 ↓ Pisar para fora (rotação externa)

Ângulo de Anteversão
(Torção)
Plano transverso : ângulo entre o eixo do colo femoral e os eixos dos côndilos femorais.  
Segundo comenta o ortopedista pediátrico Dr. Laércio Vieira em seu artigo- Desvios Rotacionais de Membros Inferiores, a “anteversão significa girar para frente e sendo assim, quando nos referimos a anteversão femoral, queremos dizer que o colo do fêmur está rodado para frente (para a linha média) em relação ao restante do fêmur, provocando uma rotação interna do membro afetado e criando uma condição na qual a criança apresenta dificuldade para deambular uma vez que as pontas dos pés batem uma na outra e causa quedas frequentes.” 



O Dr. Laércio Vieira continua comentando: “Além do desarranjo na maneira de andar, cria um defeito cosmético importante.
 Toda criança apresenta certo grau de rotação interna dos membros inferiores, isto faz parte do crescimento do membro, porém, passamos a nos preocupar quando existe um aumento significante da rotação interna dos membros inferiores, ou seja, quando há uma grande diferença dessa rotação em relação aos valores padronizados para cada faixa etária. É frequente nas crianças acima dos três anos de idade e representa cerca de 10% da população infantil.

Sintomas e Sinais Clínicos

A criança portadora de marcha em rotação interna (antetorsão femoral) geralmente tem uma história de quedas frequentes e os pais se queixam de que a criança tem um andar estranho, com as pontas dos pés voltadas para a linha média e que as mesmas não conseguem correr porque caem. Este desarranjo na maneira de andar não causa dor e não está relacionada com o surgimento de osteoartrite. 
A criança com antetorsão femoral geralmente senta na posição de “W”(posição de rã) e a marcha com rotação interna dos membros inferiores se torna notória por volta dos 5 e 6 anos de idade. 

Causa
Não há uma causa definida para a antetorsão femoral. Acredita-se que fatores genéticos e a posição do feto na vida intra-uterina possam contribuir para que o fêmur cresça com uma rotação anormal. A criança nasce com uma rotação anterior do fêmur (anteversão) em torno dos 40 graus e gradualmente corrige para valores de 10 a 15 graus na adolescência.
Existem três condições as quais podem contribuirem para o desenvolvimento da marcha em rotação interna:

Metatarso aduto (pés In-Toeing);
Pernas tortas (torsão tibial) e,
Rotação da coxa (aumento da versão femoral – ANTEVERSÃO ou RETROVERSÃO).”

Como aponta Reider, cirurgião ortopédico na Universidade de Chicago (2001, p. 168) “As anormalidades rotacionais da tíbia também podem produzir pés desviados para dentro (In-Toeing) ou para fora (Out-Toeing). No indivíduo normal, existe uma torção tibial lateral de cerca de 20°. Isso significa que o eixo da articulação do tornozelo faz uma rotação lateral de cerca de 20° em comparação com o eixo da articulação do joelho.
A torção tibial lateral não-compensada além dessa quantidade favorece a ocorrência de pés desviados para fora (Out-Toeing), enquanto uma menor torção tibial lateral  ou torção tibial medial verdadeira favorece a ocorrência de pés desviados para dentro (In-Toeing).
A provável causa final dos pés desviados para dentro ou para fora consiste numa anormalidade do próprio pé. Neste caso verifica-se habitualmente uma deformidade bem definida do pé. O exem plo mais comum é o pé desviado para dentro associado à deformidade em antepé aduzido de um pé torto incompletamente corrigido.”

Segundo o professor Laércio Vieira, “não é necessário tratar a criança com anteversão femoral desde que ela se encontre dentro dos valores de normalidade para a idade. O tratamento cirúrgico só está indicado quando a criança apresentar uma angulação acima de 50 graus e estiver com a idade de 8 anos ou mais. Em cerca de 99% dos casos, a anteversão corrige espontaneamente.
A cirurgia a ser realizada é a osteotomia derrotatória do fêmur, na criança com idade próxima á maturidade esquelética (adolescência).”  

Torção femoral

O ângulo formado pelo eixo transverso dos côndilos femorais e o eixo do colo do fêmur varia de 8 a 35°, com um ângulo normal de 15°.

Um aumento no ângulo é chamado anteversão e provoca rotação medial no corpo do fêmur.

Uma diminuição no ângulo é chamada retroversão e provoca rotação lateral do corpo do fêmur.

A anteversão geralmente resulta em geno valgo e pé chato.

 A anteversão unilateral resulta em uma perna relativamente mais curta naquele lado com compensações na posição da pelve.

A retroversão provoca efeitos contrários.




Ângulo de Anteversão Acetabular
Este ângulo normalmente diminui com o crescimento de desenvolvimento da criança, fazendo com que os ortopedistas sejam conservadores no tratamento das crianças que caminham para dentro.
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Roberto Sérgio de Tavares Canto et al. , realizaram um trabalho sobre a anteversão do colo do fêmur, cujo objetivo foi o de “verificar a correlação entre o ângulo de anteversão femoral medido radiograficamente e os valores das rotações dos quadris apresentados clinicamente.”
 Os autores citam que “foram estudados 64 quadris de 32 pessoas sem nenhuma patologia coxo-femoral prévia, avaliando-se suas rotações com o auxílio de um aparelho específico - o flexímetro – e radiografando os quadris dos pacientes de acordo com o método de Rippstein-Müller. Os resultados obtidos foram analisados estatisticamente, concluindo-se que não houve correlação estatisticamente significante e que, possivelmente, outros fatores, além da anteversão femoral, têm importância na determinação da amplitude das rotações do quadril.”

Segundo os autores do mencionado trabalho, publicado na Acta ortop. bras. vol.13 nº4 , São Paulo 2005,o ângulo de anteversão (declinação) do colo do fêmur pode ser definido como o ângulo formado entre o plano dos côndilos femorais (plano bicondilar) e um plano passando através do centro do colo e cabeça femoral.
Se este plano transverso (bicondilar) passar posteriormente ao centro da cabeça femoral, tem-se a anteversão do colo; se o plano acima descrito passar anteriormente a cabeça femoral, a retroversão está presente.
A anteversão do colo femoral usualmente diminui com a idade.
Entre três e 12 meses de idade o valor médio de anteversão é de 39º, chegando à idade adulta com valor próximo a 16º.

Existem vários métodos de imagem descritos e utilizados para a mensuração da anteversão femoral, como a fluoroscopia, radiografias biplanares, radiografia axial, ultra-sonografia, tomografia computadorizada, ressonância nuclear magnética e modelagem em 3D.
Destes, o método com radiografias biplanares é o mais amplamente utilizado e o de menor custo.
De acordo com Staheli et al., há uma correlação clínica entre as rotações interna e externa do quadril e o ângulo de anteversão femoral medido radiologicamente. A avaliação clínica dos pacientes torna-se importante naqueles com quadris patológicos, uma vez que tais quadros podem ou não alterar o ângulo de anteversão.

A determinação do valor do ângulo de anteversão é preponderante no diagnóstico e planejamento terapêutico de pacientes com diversas patologias, tais como as displasias de desenvolvimento do quadril, paralisia cerebral, coxa vara, coxa plana, epifisiólise, pé torto congênito, outras anomalias do desenvolvimento e doenças metabólicas.”
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Referências:
1)- Cinesiologia do Quadril , arquivos de fisioterapia, enviado por Guilherme Cruz
2)- Anteversão do colo do fêmur: avaliação clínica versus radiológica, Roberto Sérgio de Tavares Canto; Gilton Santos Anjos Filho; Lissejo Magalhães; Merandolino Queiroz Moreira; Fabiano Ricardo de Tavares Canto; Mario Antonio Baraúna; Hugo Machado Sanchez ; Ruiz Angelo Ventura Silva; artigo original publicado na  Acta ortop. bras. vol.13 no.4 São Paulo 2005.

3)- Desvios Rotacionais de Membros Inferiores, Laércio Vieira, ortopedista pediátrico, médico efetivo do Hospital de Emergências e Trauma Senador Humberto Lucena  em João Pessoa – Paraíba.
4)- O Exame Físico em Ortopedia, Bruce Reider, Guanabara Koogan – 2001.
Recomendo: - E-book Ilustrado de Semiologia Ortopédica - Módulo 17 - Quadril