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sábado, 19 de março de 2016

Espondilite Anquilosante

Imagens comparativas da evolução da doença 


A Espondilite Anquilosante (E.A.) é uma doença reumática crônica, de natureza inflamatória dolorosa e progressiva, que afeta predominantemente o esqueleto axial (as articulações entre as vértebras) e as sacroilíacas (articulações entre o sacro e os ossos ilíacos – “da bacia”). Manifesta-se essencialmente por dores nas costas e rigidez da coluna. Pode afetar também articulações periféricas (dos membros) e ter envolvimento sistêmico extra articular (órgãos internos).
Esta doença inclui-se num grupo de doenças designadas por Espondilartropatias. Espondilite significa inflamação das articulações da coluna. Este nome deriva do grego: spondylos que significa vértebra; arton, articulação; e agkúlosis, ausência de movimento.
Nas Espondilartropatias há inflamação nas entesis (local da inserção dos ligamentos e tendões nos ossos). A persistência da entesopatia (inflamação nas áreas de contacto dos ligamentos com as vértebras) origina lesões que podem evoluir para calcificação dos ligamentos entre cada duas vértebras, levando à sua fixação. A fusão das articulações da coluna vertebral e das articulações sacroilíacas leva à anquilose da coluna, que se torna rígida e deformada, impedindo a mobilização normal. Felizmente, a maioria dos casos não evolui para anquilose.
O sexo masculino é o mais afetado, numa relação de três homens para uma mulher. As manifestações da doença podem iniciar-se logo na infância, na puberdade, ou começar mais tardiamente, nos adultos jovens.
A doença atinge mais frequentemente jovem com idade compreendida entre 15 e 30 anos. O início em idade superior a 40 anos é raro. A Espondilite Anquilosante é uma doença que existe em todo o mundo, atingindo todas as etnias. A sua prevalência na população branca varia entre 0,05 e 1 %, no entanto, em alguns grupos étnicos, a doença pode atingir 4 % da população.

A causa é ainda desconhecida. Sabe-se que não é uma doença infecciosa, portanto não é contagiosa. A atividade física exagerada, traumatismos pré-existentes ou o tipo de dieta, também não têm qualquer influência no desenvolvimento desta doença.
Não é uma doença hereditária, mas parece haver uma tendência familiar (cerca de 5 a 16 vezes superior nos familiares de 1.º grau), havendo, no entanto outras causas que contribuem para o aparecimento da doença. As pessoas com o antígeno HLA-B27 (marcador genético) têm uma predisposição maior para a doença. Contudo, o antígeno pode também estar presente em pessoas saudáveis ou que sofrem de outras doenças.
Sinais e Sintomas:
Os principais sintomas da E.A. são as dores nas costas e a dificuldade na mobilização:
Lombalgias – dores ao nível da coluna lombar, mais intensas durante a noite, na cama, acordando o doente frequentemente durante a madrugada, sendo difícil encontrar posição de alívio. Melhoram com o movimento e com o exercício físico.
Dorsalgias – dores ao nível da coluna dorsal, mais intensas durante a noite, com irradiação para a face anterior do tórax, através dos espaços intercostais (espaço existente entre cada duas costelas).
Ciatalgias – dores ao nível das nádegas e coxas correspondendo ao trajeto do nervo ciático, ora no membro inferior esquerdo, ora no membro inferior direito (dores basculantes). Caracteristicamente não ultrapassam os joelhos. A Ciatalgia produzida por radiculopatia lombar ultrapassa o joelho indo até o pé.
Rigidez – dificuldade na mobilização da coluna vertebral, mais intensa de manhã ao acordar, com duração superior a 30 minutos, podendo em alguns casos demorar horas.
Talalgias – dores ao nível da região do calcanhar.
Tendinites – inflamação dos tendões, que origina tumefação (edema) e dor, particularmente do tendão de Aquiles ( acima do calcanhar) e tendão rotuliano (à frente do joelho).
Artrites periféricas – inflamação das articulações, em particular dos membros inferiores (quadril, joelho e tornozelo).
Olho vermelho doloroso – inflamação do olho a diversos níveis.
Habitualmente, o início é insidioso e gradual. Caracteriza-se por dor importante, mas difícil de definir, sentida mais frequentemente na região lombar ou nas nádegas, podendo irradiar pela face posterior das coxas.
A espondilite anquilosante evolui ao longo do tempo, com dor e rigidez na parte inferior do tronco. Estes sintomas tendem a ser mais intensos de manhã ou a seguir a um período de repouso e a aliviar com o movimento.
A doença pode atingir a parte inferior ou superior do tronco; até pode causar rigidez e imobilização permanente de toda a coluna (anquiliose), curvatura (cifose) e enfraquecimento dos músculos das regiões dorsal e lombar. A sensação de falta de forças e o cansaço fácil são queixas frequentes, sendo por vezes mais incapacitantes do que as dores. Sintomas relacionados com lesões de órgãos internos, como o coração e pulmões, podem surgir, mas são raros no início da doença e geralmente não são graves. Os olhos são frequentemente atingidos por processos inflamatórios, que originam dor e congestão (vermelhidão), sendo por vezes a primeira manifestação da doença.

Apesar de todas estas manifestações, muitas vezes o diagnóstico só é feito dois a três anos após o aparecimento de lombalgia inflamatória. Sendo variável a sensibilidade à dor, é também muito diferente de doente para doente a sua gravidade, sendo aconselhável um exame médico cuidadoso quando surgem e persistem dores na coluna com características inflamatórias, para permitir um diagnóstico precoce. O diagnóstico faz-se pela combinação de critérios clínicos com a evidência radiológica de sacroilíite.



Cuidados a observar:

Dieta equilibrada e variada, rica em proteínas, vegetais e fruta. É importante uma dieta rica em cálcio.
Controlar o peso e evitar o excesso de peso, que leva à sobrecarga da coluna vertebral.
Abstinência tabágica, dado que o tabaco, por si só, afeta o prognóstico a longo prazo.

Postura:
  • Evitar a imobilização prolongada.
  • Durante o dia, deverá vigiar rigorosamente a sua postura, de pé ou sentado, para que a coluna esteja o mais direita possível.
  • É aconselhável realizar alguns períodos de repouso ao longo do dia de 10 a 15 minutos, em decúbito ventral (de barriga para baixo).
  • O repouso noturno deve ser feito em cama dura, sem almofada e, se possível, em decúbito ventral. Se não tolerar poderá fazê-lo em decúbito dorsal (de costas), também sem almofada, ou com uma almofada pequena, só para apoio do pescoço. Deverá mesmo assim, se conseguir, tentar estar os primeiros 30 minutos em decúbito ventral. Evitar o decúbito lateral (deitado de lado).
  • Ao acordar deverá tomar uma ducha quente prolongada para aliviar a rigidez matinal.
  • Executar diariamente alguns exercícios físicos para mobilização da coluna e treino respiratório, de preferência após o banho.

A casa poderá ter que ser adaptada às necessidades do doente, de modo a que este continue a ser o mais autônomo e ativo possível.

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