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quarta-feira, 30 de março de 2016

Artrose


(osteoartrite, artrite degenerativa, doença degenerativa das articulações)




O termo reumatismo nomeia um conjunto de problemas que afetam uma ou várias estruturas do aparelho locomotor, e que se caracterizam pelos seguintes sintomas: dor e dificuldade no movimento da articulação. Embora muitas doenças reumáticas afetem principalmente as articulações, algumas delas podem causar problemas em ossos, músculos e tendões.
É por isso que se pode falar de doenças que provocam dor e limitação funcional nas articulações como subgrupo específico das doenças reumáticas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece mais de 150 doenças deste tipo, denominadas artropatias. Em geral, essas afecções são de duas classes: as inflamatórias, indicadas por termos terminados em “-ite”, e as degenerativas, cujos nomes terminam em “-ose”.
Assim, a artrite é um processo inflamatório que provoca dor e dificuldades funcionais, especialmente nas articulações. Ela aparece com mais intensidade após um período prolongado de repouso – por isso é mais frequente pelas manhãs – e costuma se manifestar acompanhada de uma rigidez de longa duração, que desaparece com a prática de exercícios. A doença pode afetar pessoas jovens.
A artrose, por sua vez, é um processo degenerativo das articulações. Seus sintomas se manifestam de modo mais agudo com o movimento e ela ocorre principalmente em adultos, a partir dos 40 anos.
É uma doença crônica das articulações e eventualmente dos elementos periarticulares caracterizada pela degeneração da cartilagem e do osso subcondral, que pode causar dor articular e rigidez e redução da funcionalidade articular.
A artrose, a perturbação articular mais freqüente, afeta em algum grau muitas pessoas por volta dos 70 anos de idade, tanto homens como mulheres. Contudo, a doença tende a desenvolver-se nos homens numa idade mais precoce – 40 anos.
As doenças degenerativas estão entre as doenças reumáticas mais frequentes. Comumente denominadas de artroses ou de osteoartrites, comprometem as cartilagens que revestem os extremos dos ossos que formam as articulações. Essas cartilagens cumpre uma dupla funcão: servem para absorver a sobrecarga da pressão nas superfícies das articulações e permitem o deslocamento das superfícioes ósseas sem que se produza atrito sobre elas. Quando a cartilagem se deteriora o paciente sofre dor, e as articulações inflamam e se tornam mais rígidas. Em geral, a deterioração das cartilagens ocorrem em função do uso das articulações: alguns esportes ou determinadas atividades laborais podem aumentar o risco de contrair a doença.
A obesidade, que gera um esforço excessivo sobre determinadas articulações – por exemplo, nas dos joelhos – também pode causar artrose (gonartrose = artrose no joelho ou coxartrose = artrose do quadril).
A artrose afeta geralmente as mãos, os joelhos, os quadris, os pés e a coluna vertebral. Existem também algumas variedades de artroses hereditárias causadas pela produção excessiva de uma enzima que desintegra as cartilagens.
Na artrose os sintomas costumam se manifestar a partir dos 40 anos. Em geral, a dor e a rigidez, aparecem ao levantar e não duram mais de uma hora. Quando a doença está no estágio inicial, é possível que os sintomas só apareçam depois de algum esforço, mas à medida que ela progride, a dor vai ficando mais frequente.
Em geral, os sintomas desenvolvem-se gradualmente e afetam inicialmente uma ou várias articulações (as dos dedos, a base dos polegares, o pescoço, a região lombar, o dedo grande do pé (hálux), o quadril e os joelhos). A dor é o primeiro sintoma, que aumenta em geral com a prática de exercício. Em alguns casos, a articulação pode estar rígida depois de dormir ou de qualquer outra forma de inatividade; contudo, a rigidez costuma desaparecer 30 minutos depois de se iniciar o movimento da articulação.
A articulação pode perder a mobilidade e inclusive ficar completamente rígida numa posição incorreta à medida que piora a lesão provocada pela artrose. O novo crescimento da cartilagem, do osso e outros tecidos pode aumentar o tamanho das articulações. A cartilagem áspera faz com que as articulações ranjam ou crepitem ao mover-se. As protuberâncias ósseas desenvolvem-se com freqüência nas articulações interfalângicas distais (nódulos de Heberden).
Em algumas articulações (como o joelho) os ligamentos que rodeiam e sustentam a articulação distendem-se de tal maneira que esta se torna instável. Tocar ou mover a articulação pode ser muito doloroso.
Em contraste, o quadril se torna rígido, perde o seu raio de ação e provoca dor ao mover-se. A artrose afeta com freqüência a coluna vertebral. A dor de costas é o sintoma mais freqüente. As articulações lesadas da coluna costumam causar apenas dores leves e rigidez.
Contudo, se o crescimento ósseo comprime os nervos, a artrose cervical ou lombar pode causar entorpecimento, sensações estranhas (parestesias), dor e fraqueza num braço ou numa perna. Em raras ocasiões, a compressão dos vasos sanguíneos (artérias vertebrais) que chegam à parte posterior do cérebro. Originam-se então problemas de visão, sensação de enjôo (vertigem), náuseas e vômitos. Por vezes o crescimento do osso (esporão ósseo – osteófito - de corpo vertebral cervical) comprime o esôfago, dificultando a deglutição.

A artrose segue um desenvolvimento lento na maioria dos casos depois do aparecimento dos sintomas. Muitas pessoas apresentam alguma forma de incapacidade, mas, em certas ocasiões, a degeneração articular detém-se.

Para aumentar os conhecimentos sobre esse tema, recomendo ao leitor que acesse o Módulo 3 – Doença Musculoesquelética no Hipertexto de Semiologia Ortopédica existente nesse Blog.


Fontes das imagens: 
http://www.instpilates.com.br/

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