Marcadores

acessos (3) Acidentes (3) Anatomia (4) Articulações (4) Artralgia (1) Artrite (11) Artroscopia (1) Artrose (3) Atrofia muscular espinhal (1) Aula (1) Avaliação (3) Backhand (1) bioimpressora (1) Bursite (1) cartilage (1) Cartilagem (2) Cervical (2) Ciclistas (1) Cifose de Scheuermann (1) cinesiologia (2) cirurgia (2) claudicante (1) CMT (1) Cobb (1) Coluna Lombar (3) Coluna Toráxica (1) Coluna Vertebral (4) Corpo Humano (8) Cotovelo (2) criança (1) Crônica (1) Curiosidades (4) Dedo em Gatilho (3) Degenerativa (1) Descobertas (1) Diabetes (3) diabética (2) Diagnóstico (12) Dicionário (1) Diconário (1) Dissecação (1) Distensão (1) Doença (13) Dor (6) Dupuytren (1) Edital (1) Elliot Krane (1) esclerose múltipla (1) Escoliose (2) Espondilite (2) Espondilolistese (2) Espondilose (2) Estiloide (1) Estudo (2) Eventos (2) exame clínico (7) Exame físico (12) Exosesqueleto (1) Fêmur (1) Fibromialgia (1) Finkelstein (1) fixadores (1) flexores (1) Forehand (1) Fratura (7) Gessado (1) Glasgow (1) Gota (1) Hérnia de Disco (1) impressão 3D (1) Inflamação (1) Joelho (12) knee (5) Lasègue (1) Lesões (11) Lombalgia (1) Lombar (2) Manguito Rotador (1) Manual (1) mão (5) marcha anormal (1) Medicina (6) Médico-Paciente (2) Mellitus (1) membros inferiores (4) Membros Superiores (2) motor (1) Movimento (3) Mulher (1) Musculoesquelética (3) Músculos (2) Nervo (5) Neurológico (2) Neurônio (1) Ombro (6) órgãos (1) ortopedia (2) Ortopédico (3) Óssos (4) Osteoartrite (4) Osteocondrite dissecantes (1) Osteocondrose (1) osteomielite (2) Osteonecrose (1) osteoporose (2) Paralisia Cerebral (2) (7) pé torto congênito (1) Perna (3) Pérolas Clínicas (1) Perthes (1) Phallen (1) Poliartrite (2) Postura (1) Postura médica (1) Prognóstico (1) prótese (3) Psoríase (1) Quadril (2) questões resolvidas (2) Recém Nascido (1) Relação (1) Reumáticas (3) Reumatóide (3) RN (1) SBOT (2) Schober (1) Sensitivas (1) Tecnologia (3) tendão (2) tendinite (3) Tenossinovite (1) TEOT (1) Testes (14) Tornozelo (2) Tratamento (4) trauma (2) Trendelenburg (1) Trigger Finger (1) Tumores (1) Túnel do Carpo (2) Ulnar (1) Úmero (1) vídeo (8) Vila Olímpica (1)

quarta-feira, 30 de março de 2016

Artrose


(osteoartrite, artrite degenerativa, doença degenerativa das articulações)




O termo reumatismo nomeia um conjunto de problemas que afetam uma ou várias estruturas do aparelho locomotor, e que se caracterizam pelos seguintes sintomas: dor e dificuldade no movimento da articulação. Embora muitas doenças reumáticas afetem principalmente as articulações, algumas delas podem causar problemas em ossos, músculos e tendões.
É por isso que se pode falar de doenças que provocam dor e limitação funcional nas articulações como subgrupo específico das doenças reumáticas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece mais de 150 doenças deste tipo, denominadas artropatias. Em geral, essas afecções são de duas classes: as inflamatórias, indicadas por termos terminados em “-ite”, e as degenerativas, cujos nomes terminam em “-ose”.
Assim, a artrite é um processo inflamatório que provoca dor e dificuldades funcionais, especialmente nas articulações. Ela aparece com mais intensidade após um período prolongado de repouso – por isso é mais frequente pelas manhãs – e costuma se manifestar acompanhada de uma rigidez de longa duração, que desaparece com a prática de exercícios. A doença pode afetar pessoas jovens.
A artrose, por sua vez, é um processo degenerativo das articulações. Seus sintomas se manifestam de modo mais agudo com o movimento e ela ocorre principalmente em adultos, a partir dos 40 anos.
É uma doença crônica das articulações e eventualmente dos elementos periarticulares caracterizada pela degeneração da cartilagem e do osso subcondral, que pode causar dor articular e rigidez e redução da funcionalidade articular.
A artrose, a perturbação articular mais freqüente, afeta em algum grau muitas pessoas por volta dos 70 anos de idade, tanto homens como mulheres. Contudo, a doença tende a desenvolver-se nos homens numa idade mais precoce – 40 anos.
As doenças degenerativas estão entre as doenças reumáticas mais frequentes. Comumente denominadas de artroses ou de osteoartrites, comprometem as cartilagens que revestem os extremos dos ossos que formam as articulações. Essas cartilagens cumpre uma dupla funcão: servem para absorver a sobrecarga da pressão nas superfícies das articulações e permitem o deslocamento das superfícioes ósseas sem que se produza atrito sobre elas. Quando a cartilagem se deteriora o paciente sofre dor, e as articulações inflamam e se tornam mais rígidas. Em geral, a deterioração das cartilagens ocorrem em função do uso das articulações: alguns esportes ou determinadas atividades laborais podem aumentar o risco de contrair a doença.
A obesidade, que gera um esforço excessivo sobre determinadas articulações – por exemplo, nas dos joelhos – também pode causar artrose (gonartrose = artrose no joelho ou coxartrose = artrose do quadril).
A artrose afeta geralmente as mãos, os joelhos, os quadris, os pés e a coluna vertebral. Existem também algumas variedades de artroses hereditárias causadas pela produção excessiva de uma enzima que desintegra as cartilagens.
Na artrose os sintomas costumam se manifestar a partir dos 40 anos. Em geral, a dor e a rigidez, aparecem ao levantar e não duram mais de uma hora. Quando a doença está no estágio inicial, é possível que os sintomas só apareçam depois de algum esforço, mas à medida que ela progride, a dor vai ficando mais frequente.
Em geral, os sintomas desenvolvem-se gradualmente e afetam inicialmente uma ou várias articulações (as dos dedos, a base dos polegares, o pescoço, a região lombar, o dedo grande do pé (hálux), o quadril e os joelhos). A dor é o primeiro sintoma, que aumenta em geral com a prática de exercício. Em alguns casos, a articulação pode estar rígida depois de dormir ou de qualquer outra forma de inatividade; contudo, a rigidez costuma desaparecer 30 minutos depois de se iniciar o movimento da articulação.
A articulação pode perder a mobilidade e inclusive ficar completamente rígida numa posição incorreta à medida que piora a lesão provocada pela artrose. O novo crescimento da cartilagem, do osso e outros tecidos pode aumentar o tamanho das articulações. A cartilagem áspera faz com que as articulações ranjam ou crepitem ao mover-se. As protuberâncias ósseas desenvolvem-se com freqüência nas articulações interfalângicas distais (nódulos de Heberden).
Em algumas articulações (como o joelho) os ligamentos que rodeiam e sustentam a articulação distendem-se de tal maneira que esta se torna instável. Tocar ou mover a articulação pode ser muito doloroso.
Em contraste, o quadril se torna rígido, perde o seu raio de ação e provoca dor ao mover-se. A artrose afeta com freqüência a coluna vertebral. A dor de costas é o sintoma mais freqüente. As articulações lesadas da coluna costumam causar apenas dores leves e rigidez.
Contudo, se o crescimento ósseo comprime os nervos, a artrose cervical ou lombar pode causar entorpecimento, sensações estranhas (parestesias), dor e fraqueza num braço ou numa perna. Em raras ocasiões, a compressão dos vasos sanguíneos (artérias vertebrais) que chegam à parte posterior do cérebro. Originam-se então problemas de visão, sensação de enjôo (vertigem), náuseas e vômitos. Por vezes o crescimento do osso (esporão ósseo – osteófito - de corpo vertebral cervical) comprime o esôfago, dificultando a deglutição.

A artrose segue um desenvolvimento lento na maioria dos casos depois do aparecimento dos sintomas. Muitas pessoas apresentam alguma forma de incapacidade, mas, em certas ocasiões, a degeneração articular detém-se.

Para aumentar os conhecimentos sobre esse tema, recomendo ao leitor que acesse o Módulo 3 – Doença Musculoesquelética no Hipertexto de Semiologia Ortopédica existente nesse Blog.


Fontes das imagens: 
http://www.instpilates.com.br/

terça-feira, 22 de março de 2016

Problemas da Cartilagem Articular do Joelho

(Guia para portador da condição)



Problemas de cartilagem articular do joelho são comuns. As áreas lesadas, chamados de lesões cartilagionosas ou cartilagíneas, muitas vezes aparecem como rupturas ou furos na superfície da cartilagem. Se uma lesão abrange toda a cartilagem, os cirurgiões chamam de uma lesão de espessura total. Quando isso acontece, a cirurgia é recomendada. No entanto, essas operações são desafiadoras. A reparação e a reabilitação são difíceis. O seu cirurgião irá considerar muitos fatores determinantes e qual é omelhor procedimento para você.

Anatomia

Onde está a cartilagem articular, e o que ela faz?


Cartilagem articular cobre as extremidades dos ossos. Tem uma superfície lisa e escorregadia, que permite que os ossos da articulação do joelho deslizem ums sobre os outros, sem atrito. Esta superfície lisa é projetada para minimizar a pressão e atrito, quando você se movimenta.

Quando a superfície da cartilagem está lesada, normalmente, não é dolorosa no início. Isto é porque os tecidos de cartilagem não são inervos. No entanto, todas as rupturas e todos os furos ou superfícies ásperas na cartilagem podem desarranjar o desenho intrincado da articulação. Se isso acontecer, a articulação pode se tornar inflamada e dolorosa.

Se o ferimento ou lesão é grande o suficiente, o osso embaixo da cartilagem perde a proteção, e a pressão e a tensão sobre essa parte óssea desprotegida também pode se tornar uma fonte de dor. Finalmente, se a lesão da cartilagem não for tratada, eventualmente, pode causar outros problemas na articulação.

Os Cirurgiões classificam os defeitos na cartilagem do joelho utilizando uma escala de classificação de I (um) a IV (quatro).
No tipo I , observa-se uma ruptura, a cartilagem tem um ponto fraco.
 Lesões de grau II mostram rupturas menores na superfície da cartilagem.
Lesões de grau III têm fendas profundas.
Em lesões grau IV, o sulco é profundo até o osso subjacente.
As imagens seguintes mostram cada tipo de defeito:








A lesão grau IV passa completamente através de todas as camadas da cartilagem.
Ela é diagnosticada como uma lesão de espessura total.


Às vezes, parte da cartilagem rompida vai permanecer dentro da articulação. Uma vez que já não esta presa ao osso, ela pode começar a mover-se no interior da articulação, causando ainda mais danos à superfície da cartilagem. Alguns médicos se referem a essa peça solta como um corpo livre solto ou rato intra-articular.




A cartilagem carece de um fornecimento de sangue ou linfa pelos vasos, que normalmente alimentam as outras partes do corpo.
Sem uma fonte direta de alimentação, a cartilagem não é capaz de curar a si mesma se ela for traumatizada.
No entanto, se a cartilagem é rompida por toda a profundidade até ao osso, o fornecimento de sangue a partir de dentro do osso, algumas vezes, é suficiente para iniciar a cura no interior da lesão.
Em casos como este, o corpo vai formar uma cicatriz , na área lesada, usando um tipo especial de cartilagem chamada fibrocartilagem.
A fibrocartilagem é resistente, densa e constituída de materiais fibrosos que ajudam a preencher a parte rompida da cartilagem. No entanto, para o bom funcionamento não é um substituto perfeito da cartilagem articular vítrea, que normalmente, cobre a superfície da articulação do joelho.
 Análise racional
 O que o cirurgião espera realizar?
 Lesões da cartilagem articular nem sempre causam sintomas. De fato, muitas vezes os cirurgiões observam, ao fazer a cirurgia do joelho, um problema completamente diferente. Só porque não há qualquer dor não significa que a lesão não está causando problemas.
 Em geral, as lesões parcialmente rompidas não cicatrizam por si mesmas, e muitas vezes pioram com o tempo.
Da mesma forma, lesões de espessura total não apresentam quaisquer sintomas no início.
A fibrocartilagem que preenche o espaço das feridas não corresponde à forma da superfície da articulação.
 O corpo pode ter problemas de adaptação à forma articular alterada, o que eventualmente pode até mesmo mudar a forma como os trabalhos da articulação.
Quando a lesão provoca dor, é provável que a cirurgia seja recomendada.
Se a lesão não está causando sintomas, há menos certeza sobre o que fazer. A cirurgia vai ajudar?
Ou poderia piorar a situação? Nestes casos, os cirurgiões vão pesar muitos fatores antes de recomendar a operação, tais como a idade do paciente, o estilo de vida, o estado geral do joelho, e a gravidade da lesão,
Mesmo se o paciente tiver dor, eles não podem realizar a cirurgia imediatamente. Os médicos podem começar  recomendando maneiras de controlar os sintomas. Isto poderia ser tão simples como aplicação de calor ou gelo e tomar medicação por prescrição. Muitas vezes, os médicos recomendam aos pacientes trabalharem com um fisioterapeuta. Uma joelheira elástica ou um sapato ortopédico podem ser prescritos para melhorar o alinhamento do joelho e para aliviar a pressão sobre o joelho dolorido.
Preparação
O que devo esperar antes da cirurgia?
Antes da cirurgia, o cirurgião colherá o máximo de informação possível sobre seu joelho. Além de seu exame físico, você terá de realizar raios X e, possivelmente, outros exames de imagem, como a ressonância magnética (RM) e cintilografia óssea. Seu cirurgião poderá também precisar de uma artroscopia para verificar a localização da lesão, tamanho e profundidade.
Procedimento Cirúrgico
O que acontece durante a cirurgia?
Muitos tipos de cirurgia têm sido desenvolvidos para a fixação de lesões cartilaginosas no joelho. Quando a decisão é tomada para realizar a cirurgia, o cirurgião examinará a possibilidade de fazer um procedimento para restaurar ou para reparar a cartilagem.
A cirurgia reparadora pode ajudar a preencher o ferimento, mas não restaurar completamente a composição real e função da cartilagem original. (Às vezes isso simplesmente não é possível, dada a quantidade de lesão no joelho.)
Procedimentos reparadores podem proporcionar alívio da dor e melhora do movimento e função do joelho.
O seu cirurgião realmente gostaria de ajudar o seu joelho a voltar ao seu estado normal, com a função plena e sem dor.
 Isto requer cirurgia reparadora, o que significa que o resultado final é uma lesão completa até a profundidade total por tecido idêntico ao original.
 Cirurgiões contam com alguns procedimentos novos para substituir a cartilagem original.
 Um método consiste em transplantar cartilagem e osso subjacente a partir de uma área próxima da articulação do joelho. Outro método é tomar alguns condrócitos (células primárias de cartilagem) de sua cartilagem do joelho, cultivá-las em laboratório, e então, usar o tecido recém-formado para preencher a lesão, em uma data posterior.
A decisão final sobre qual cirurgia a ser usada vai se basear na sua lesão específica, idade, nível de atividade, e do estado geral do seu joelho.
Cirurgia Reparadora:
Métodos estimulação das células
Estes procedimentos são utilizados para estimular o corpo a iniciar a cura da lesão. Eles são considerados porque as cirurgias reparadoras da lesão enchem as rupturas com fibrocartilagem.
Desbridamento artroscópico


Cirurgiões utilizam um artroscópio, uma pequena câmera inserida no joelho durante a cirurgia, para ver a junta e limpar a articulação aparando arestas da cartilagem e removendo fragmentos soltos. Às vezes, esse procedimento é conhecido como condroplastia.

Destina-se apenas a ser uma solução de curto prazo, mas é bem sucedido em aliviar os sintomas muitas vezes por alguns anos. Este procedimento é usado geralmente quando a lesão é muito grande para um procedimento de enxerto ou o paciente é idoso e um joelho artificial está planejado para o futuro.

Artroplastia por abrasão


Quando a osteoartrite afeta uma articulação, a cartilagem articular pode se desgasta, promovendo atrito entre os ossos. Isso faz com que o osso se torne duro e polido (processo de ebuneação óssea). Durante a artroscopia, o cirurgião pode utilizar um instrumento motorizado tipo shaver conhecido como aparador de rebarbas para realizar uma artroplastia de abrasão.
 Neste procedimento, o cirurgião raspa cuidadosamente o tecido duro do osso, a partir da superfície polida da articulação.

A ação de raspagem causa uma resposta de cura do osso. Com o tempo novos vasos sanguíneos entram na área e a apreenchem com tecido cicatricial (fibrocartilagem), isso não é como cartilagem articular. A fibrocartilagem normal é mais fraca do que a cartilagem articular hialina (formada por células, água e matriz).
Porque a fibrocartilagem não é cartilagem articular verdadeira, não funciona tão bem para suporte do peso. A fibrocartilagem formada pode não ser suficientemente forte para remover todos os sintomas de dor no joelho.
Esta é uma solução temporária. Os sintomas podem retornar após esta cirurgia.

Microfratura



Cirurgiões usam um furador pontiagudo (uma ferramenta para fazer pequenos furos) para picar alguns furos minúsculos no osso subcondral. A artroplastia de abrasão é um procedimento usado para obter a camada de osso sob a cartilagem e produzir uma resposta de cura. O suprimento de sangue fresco começa a resposta de cura e provoca o corpo para formar uma nova cartilagem (principalmente fibrocartilagem) no interior da lesão.

Cirurgia Reparadora: Métodos de substituição

Nestes procedimentos, o tecido é colocado no interior da lesão, na esperança de restaurar a estrutura e função de cartilagem original. Estes procedimentos estão mostrando melhores resultados em ajudar as pessoas a voltarem à atividade normal.

Enxertia periostal e pericondriais

Experimentos têm sido feitos para implantar tecido de cobertura do osso e da cartilagem na lesão. Poucas dessas cirurgias foram realmente realizadas em humanos.
Os resultados são promissores porque as formas de cartilagem tendem a ser cartilagem articular, em vez de fibrocartilagem.
Esses procedimentos ainda estão em fase experimental, mas poderiam eventualmente se tornar um caminho para cirurgiões para restaurar a cartilagem articular.
Implante autólogo de condrócitos.



Esta é uma nova forma para ajudar a restaurar a composição estrutural da cartilagem articular.
Os cirurgiões podem recomendar este procedimento para pacientes ativos, mais jovens (20 a 50 anos de idade) quando o osso sob a lesão não foi danificado, e quando o tamanho da lesão é pequena (menos de quatro centímetros de diâmetro).

A cirurgia rápida está programada para permitir que o cirurgião possa retirar alguns condrócitos de dentro da cartilagem do joelho. Estas células são cultivadas em laboratório. Numa data posterior, o paciente volta para uma segunda cirurgia.  O cirurgião  implanta a cartilagem recentemente crescida no laboratório nas áreas  lesadas do joelho e a cobre com uma pequena capa de tecido. A capa mantém as células no local, enquanto a cartilagem cresce ao redor e começa a se curar.

Enxerto autólogo osteocondral


Um transplante autólogo é um procedimento de enxerto de tecido do próprio corpo do paciente.
O lugar em que o enxerto é tomado é chamado o local dador.
 Neste caso, é tomado um enxerto de uma pequena quantidade de osso (osteo) e cartilagem (condral) a partir do local doador para colocar na lesão.

Geralmente, o local doador para este procedimento é a superfície da articulação do joelho lesado. Os cirurgiões têm o cuidado de levar o enxerto de um ponto que não vai causar uma série de problemas, geralmente na borda superior e fora da cartilagem do joelho.

 Mesmo assim, as pessoas acabam com problemas, às vezes, ao redor do local doador.
O procedimento de enxerto autólogo osteocondral tem sido principalmente utilizado para tratar a osteocondrite dissecante (OCD), uma condição em que morre um pedaço de cartilagem e da respectiva  camada de osso subcondral.

O fragmento muitas vezes fica desalojado e se torna um corpo solto na articulação.
Os cirurgiões têm obtido bons resultados com esta cirurgia, mas é um desafio para o enxerto  ter a mesma forma do que a cobertura articular.

Aloenxerto osteocondral



Um aloenxerto osteocondral é muito parecido com o enxerto autólogo osteocondral descrito acima. Mas em vez de tomar tecido a partir de um local do paciente doador, os cirurgiões contam com tecido de outra pessoa, bem como usam corações, rins e outros órgãos de doadores.
O procedimento de enxerto osteocondral é usado após outras cirurgias falharem.
Não é recomendado para pacientes com osteoartrite.
Um dos problemas com este tipo de procedimento é a oferta limitada de tecido doador.
Mesmo que haja dificuldades técnicas com este tipo de cirurgia, geralmente, a taxa de sucesso é elevada. Em vez de este procedimento envolver a colocação de grandes pedaços de cartilagem e do osso na articulação, o enxerto é geralmente realizado no local com parafusos de metal ou pinos.

Complicações

O que poderia dar errado?

Como com todos os procedimentos cirúrgicos, podem ocorrer complicações.
Este documento fornece uma lista completa das possíveis complicações, mas destaca alguns dos problemas mais comuns. Algumas das complicações mais comuns após a cirurgia de cartilagem articular são:

  • complicações anestésicas
  • tromboflebite
  • infecção
  • falha de hardware
  • falha de cirurgia


Complicações de anestesia

A maioria dos procedimentos cirúrgicos requer algum tipo de anestesia a ser feita antes da cirurgia. Um número muito pequeno de pacientes têm problemas com a anestesia. Estes problemas podem ser reações aos medicamentos usados, problemas relacionados a outras complicações médicas e problemas devido à anestesia. Certifique-se de discutir os riscos e preocupações com o seu anestesista.

Tromboflebite (coágulos sanguíneos)


Reabilitação

O que devo esperar Durante a minha recuperação?

Dependendo do tipo de cirurgia, alguns cirurgiões utilizam o movimento passivo contínuo (MCP) de seus pacientes por meio de uma máquina que movimenta o joelho aliviando a rigidez das articulações. Esta máquina é usada para diferentes tipos de cirurgia, e, geralmente envolve as articulações, iniciando imediatamente após a cirurgia. A máquina de correias para a perna e curvas e endireita a articulação contínua. Este movimento contínuo reduz a rigidez, reduz a dor e ajuda a curar melhor a superfície articular com menos cicatrizes.

Muitos cirurgiões farão seus pacientes tomarem parte na fisioterapia formal após cirurgia no joelho por lesões da cartilagem articular. Os primeiros tratamentos de fisioterapia são projetados para ajudar a dor e controlar o edema pós-operatório.

Os fisioterapeutas também trabalharão com os pacientes para se certificar de que estão apenas colocando uma quantidade segura de peso sobre a perna afetada.
Com exceção daqueles que passam por um desbridamento simples, os pacientes serão orientados a evitar colocar muito peso sobre seu joelho, quando em posição ereta por até seis semanas. Isto dá o tempo necessário para curar a região tratada. Muitas vezes, as pessoas tratadas com aloenxerto ficam restrtitas a sustentação de peso até quatro meses.

Elas podem exigir um andador ou um par de muletas até seis semanas, para evitar colocar muito peso sobre o joelho quando eles estão de pé.
O fisioterapeuta irá escolher os exercícios para ajudar a melhorar o movimento do joelho e para obter novamente os músculos tonificados e ativos.

Na primeira, a ênfase é colocado o exercício do joelho em posições e movimentos que não forçem a parte de cicatrização da cartilagem. Como o programa evolui, exercícios mais desafiadores são escolhidos para avançar com segurança melhorando a força do joelho e sua função.
Idealmente, os pacientes serão capazes de retomar suas atividades de vida anteriores. Alguns pacientes podem ser encorajados a modificar suas opções de atividade, especialmente se um procedimento do enxerto foi usado.

O objetivo do fisioterapeuta é ajudar você a manter sua dor sob controle, garantir a sustentação de peso seguro e melhorar a sua força e amplitude de movimento. Quando você está no bom caminho, as visitas regulares ao consultório do terapeuta vão acabar. Seu terapeuta irá continuar a ser um recurso, mas você vai ser responsável por fazer seus exercícios como parte de um programa caseiro.

Fonte: eOrthopod



sábado, 19 de março de 2016

Espondilite Anquilosante

Imagens comparativas da evolução da doença 


A Espondilite Anquilosante (E.A.) é uma doença reumática crônica, de natureza inflamatória dolorosa e progressiva, que afeta predominantemente o esqueleto axial (as articulações entre as vértebras) e as sacroilíacas (articulações entre o sacro e os ossos ilíacos – “da bacia”). Manifesta-se essencialmente por dores nas costas e rigidez da coluna. Pode afetar também articulações periféricas (dos membros) e ter envolvimento sistêmico extra articular (órgãos internos).
Esta doença inclui-se num grupo de doenças designadas por Espondilartropatias. Espondilite significa inflamação das articulações da coluna. Este nome deriva do grego: spondylos que significa vértebra; arton, articulação; e agkúlosis, ausência de movimento.
Nas Espondilartropatias há inflamação nas entesis (local da inserção dos ligamentos e tendões nos ossos). A persistência da entesopatia (inflamação nas áreas de contacto dos ligamentos com as vértebras) origina lesões que podem evoluir para calcificação dos ligamentos entre cada duas vértebras, levando à sua fixação. A fusão das articulações da coluna vertebral e das articulações sacroilíacas leva à anquilose da coluna, que se torna rígida e deformada, impedindo a mobilização normal. Felizmente, a maioria dos casos não evolui para anquilose.
O sexo masculino é o mais afetado, numa relação de três homens para uma mulher. As manifestações da doença podem iniciar-se logo na infância, na puberdade, ou começar mais tardiamente, nos adultos jovens.
A doença atinge mais frequentemente jovem com idade compreendida entre 15 e 30 anos. O início em idade superior a 40 anos é raro. A Espondilite Anquilosante é uma doença que existe em todo o mundo, atingindo todas as etnias. A sua prevalência na população branca varia entre 0,05 e 1 %, no entanto, em alguns grupos étnicos, a doença pode atingir 4 % da população.

A causa é ainda desconhecida. Sabe-se que não é uma doença infecciosa, portanto não é contagiosa. A atividade física exagerada, traumatismos pré-existentes ou o tipo de dieta, também não têm qualquer influência no desenvolvimento desta doença.
Não é uma doença hereditária, mas parece haver uma tendência familiar (cerca de 5 a 16 vezes superior nos familiares de 1.º grau), havendo, no entanto outras causas que contribuem para o aparecimento da doença. As pessoas com o antígeno HLA-B27 (marcador genético) têm uma predisposição maior para a doença. Contudo, o antígeno pode também estar presente em pessoas saudáveis ou que sofrem de outras doenças.
Sinais e Sintomas:
Os principais sintomas da E.A. são as dores nas costas e a dificuldade na mobilização:
Lombalgias – dores ao nível da coluna lombar, mais intensas durante a noite, na cama, acordando o doente frequentemente durante a madrugada, sendo difícil encontrar posição de alívio. Melhoram com o movimento e com o exercício físico.
Dorsalgias – dores ao nível da coluna dorsal, mais intensas durante a noite, com irradiação para a face anterior do tórax, através dos espaços intercostais (espaço existente entre cada duas costelas).
Ciatalgias – dores ao nível das nádegas e coxas correspondendo ao trajeto do nervo ciático, ora no membro inferior esquerdo, ora no membro inferior direito (dores basculantes). Caracteristicamente não ultrapassam os joelhos. A Ciatalgia produzida por radiculopatia lombar ultrapassa o joelho indo até o pé.
Rigidez – dificuldade na mobilização da coluna vertebral, mais intensa de manhã ao acordar, com duração superior a 30 minutos, podendo em alguns casos demorar horas.
Talalgias – dores ao nível da região do calcanhar.
Tendinites – inflamação dos tendões, que origina tumefação (edema) e dor, particularmente do tendão de Aquiles ( acima do calcanhar) e tendão rotuliano (à frente do joelho).
Artrites periféricas – inflamação das articulações, em particular dos membros inferiores (quadril, joelho e tornozelo).
Olho vermelho doloroso – inflamação do olho a diversos níveis.
Habitualmente, o início é insidioso e gradual. Caracteriza-se por dor importante, mas difícil de definir, sentida mais frequentemente na região lombar ou nas nádegas, podendo irradiar pela face posterior das coxas.
A espondilite anquilosante evolui ao longo do tempo, com dor e rigidez na parte inferior do tronco. Estes sintomas tendem a ser mais intensos de manhã ou a seguir a um período de repouso e a aliviar com o movimento.
A doença pode atingir a parte inferior ou superior do tronco; até pode causar rigidez e imobilização permanente de toda a coluna (anquiliose), curvatura (cifose) e enfraquecimento dos músculos das regiões dorsal e lombar. A sensação de falta de forças e o cansaço fácil são queixas frequentes, sendo por vezes mais incapacitantes do que as dores. Sintomas relacionados com lesões de órgãos internos, como o coração e pulmões, podem surgir, mas são raros no início da doença e geralmente não são graves. Os olhos são frequentemente atingidos por processos inflamatórios, que originam dor e congestão (vermelhidão), sendo por vezes a primeira manifestação da doença.

Apesar de todas estas manifestações, muitas vezes o diagnóstico só é feito dois a três anos após o aparecimento de lombalgia inflamatória. Sendo variável a sensibilidade à dor, é também muito diferente de doente para doente a sua gravidade, sendo aconselhável um exame médico cuidadoso quando surgem e persistem dores na coluna com características inflamatórias, para permitir um diagnóstico precoce. O diagnóstico faz-se pela combinação de critérios clínicos com a evidência radiológica de sacroilíite.



Cuidados a observar:

Dieta equilibrada e variada, rica em proteínas, vegetais e fruta. É importante uma dieta rica em cálcio.
Controlar o peso e evitar o excesso de peso, que leva à sobrecarga da coluna vertebral.
Abstinência tabágica, dado que o tabaco, por si só, afeta o prognóstico a longo prazo.

Postura:
  • Evitar a imobilização prolongada.
  • Durante o dia, deverá vigiar rigorosamente a sua postura, de pé ou sentado, para que a coluna esteja o mais direita possível.
  • É aconselhável realizar alguns períodos de repouso ao longo do dia de 10 a 15 minutos, em decúbito ventral (de barriga para baixo).
  • O repouso noturno deve ser feito em cama dura, sem almofada e, se possível, em decúbito ventral. Se não tolerar poderá fazê-lo em decúbito dorsal (de costas), também sem almofada, ou com uma almofada pequena, só para apoio do pescoço. Deverá mesmo assim, se conseguir, tentar estar os primeiros 30 minutos em decúbito ventral. Evitar o decúbito lateral (deitado de lado).
  • Ao acordar deverá tomar uma ducha quente prolongada para aliviar a rigidez matinal.
  • Executar diariamente alguns exercícios físicos para mobilização da coluna e treino respiratório, de preferência após o banho.

A casa poderá ter que ser adaptada às necessidades do doente, de modo a que este continue a ser o mais autônomo e ativo possível.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Osteoartrite

Osteoartrite,  Osteoartrose  ou  Artrose



O conhecimento de novas tecnologias em diversas áreas da ciência, juntamente com melhores investimentos em saneamento básico, campanhas de promoção de saúde e melhor nível educacional da população, trouxeram um aumento importante na expectativa de vida da população em todo o mundo, mas principalmente nos países mais desenvolvidos.
Projeções para países em desenvolvimento apontam que a população de idosos aumentará de 171 milhões para 1,6 bilhão até 2050.
No Brasil as perspectivas são muito importantes, pois o país será uma dos maiores contribuidores para o crescimento dessa população.
Contudo, esse aumento na expectativa de vida terá seu preço, pois trará consigo um aumento proporcional na incidência de doenças relacionadas ao crescimento, sendo a osteoartrite (AO) uma das principais.
A artrose é uma síndrome de etiologia incerta, exames complementares pouco definidores, exceto a radiologia.
Porém, há pouca precisão na correlação de exames radiológicos com a sintomatologia clínica.
Acomete todos os vertebrados, inclusive aparecendo em fósseis de dinossauros.
 Atualmente é uma das doenças mais frequentes e prevalentes na população adulta, chegando a afetar uma em cada três pessoas acima dos 35 anos e sendo praticamente universal acima da oitava década.
Sobre a definição da AO também não há consenso, tendo ocorrido muitas mudanças com o passar dos anos.
Outro aspecto pouco satisfatório no contexto da AO são os tratamentos empregados, pois seus objetivos são muito mais para alívio sintomático do que curativos.
A osteoartrite é definida pelo The American College of Rheumatology (ACR) como um grupo heterogêneo de condições que levam a sintomas e sinais articulares que estão associados a uma deficiência da cartilagem, alterações no osso subcondral subjacente, na membrana sinovial, nos ligamentos e na musculatura periarticular.


Na língua portuguesa, emprega-se tanto a denominação osteoartrite quanto osteoartrose ou artrose, tendo as três palavras o mesmo significado.
Classificação da Artrose
I)- Artrose Primária ou Idiopática
Ia)- Localizada:
1.      Mãos: nódulos de Heberden (IFDs), nódulos de Bouchard (IFPs); artrose erosiva (não nodal); Rizartrose (artrose da 1ª carpometacarpiana).
2.      Pés: hálux valgo; hálux rígido; dedos contraídos (dedos em martelo); talonavicular.
3.      Joelhos: patelo-femoral; fêmoro-tibial (medial e lateral).
4.      Quadris: excêntrica (superior); concêntrica ( axial e medial); difusa.
5.      Coluna: articulações interapofisárias; intervertebral (discal); osteófitos.
6.      Ombro: glenoumeral; acromioclavicular.
7.      Outras: tibiotalar; temporomandibular; sacroilíaca.

Ib)-   Generalizada
             Acometimento de três ou mais áreas acima descritas.

II)- Artrose Secundária
1.      Trauma
2.      Doenças congênitas ou do desenvolvimento
- Doenças localizadas: luxação congênita; Legg-Calve-Perthes; acetábulo raso;
- Fatores mecânicos: hipermobilidade, deformidade em valgo ou varo; diferença  
                                      de comprimento dos membros inferiores.
3.      Doenças metabólicas: ocronose (alcaptonúria); hemocromatose; doença de
                                        Gaucher; doença de Wilson.
4.      Doenças por deposição de cristais: doença por depósito de pirofosfato de cálcio;
                                                               hidroxiapatita.
5.      Outras doenças osteoarticulares: necrose avascular, doença de Paget, gota, artrite
                                                                   reumatóide, artrite sépticas, osteocondrite.
6.      Miscelânia: acromegalia, neuroartropatia de Charcot, hemoglobinopatias.


Para  The  American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS)-
Osteoartrite, também conhecida como "desgaste", artrose é uma doença progressiva das articulações.

Causas
Com osteoartrite, a cartilagem articular que cobre as extremidades dos ossos nas articulações gradualmente se desgasta. Onde antes havia cartilagem articular íntegra que faia os ossos se moverem facilmente um contra o outro, agora há uma superfície áspera desgastada. O movimento articular ao longo desta superfície exposta é doloroso.
A Osteoartrite, geralmente, desenvolve-se depois de muitos anos de uso. Ela afeta as pessoas que são de meia-idade ou mais velhas. Outros fatores de risco para a osteoartrite incluem obesidade, lesão anterior na articulação afetada, e história familiar de osteoartrite.

Os sintomas
Osteoartrite pode afetar qualquer articulação do corpo, com sintomas que variam de leve a incapacitantes.
A articulação afetada por osteoartrite pode estar dolorosa e inflamada. Sem cartilagem, os ossos friccionam diretamente uns contra os outros, quando os movimentos articulares são realizados. Isto é o que causa a dor e a inflamação. Uma dor incômoda, geralmente, desenvolve-se com o tempo. A dor pode ser pior pela manhã e melhorar com a atividade. Atividade vigorosa pode causar dor.

Mãos de uma paciente com artrose. Crescimentos ósseo (nódulos de Heberden) no dedo mínimo são típicos da osteoartrite

A articulação pode perder a mobilidade e inchar, ficar mais alargada "fora do comum". Uma colisão entre os ossos pode desenvolver-se na junta. Dobrar a articulação torna-se difícil, porque o movimento pode estar limitado.
Fragmentos soltos de cartilagem e de outros tecidos podem interferir com o movimento suave das articulações. A articulação pode bloquear quando usada. Pode ranger ou fazer um ruído (crepitação). Embora a osteoartrite não pode ser curada, a sua identificação e o tratamento precoce podem retardar a progressão da doença, produzir o alívio da dor e restaurar a função.

Diagnóstico

Serão feitos: uma história médica completa, exame físico, raios-X e exames laboratoriais.
O médico vai querer saber se a articulação já foi traumatizada. Ele (ou ela) vai querer saber quando a dor nas articulações começou e qual é o tipo de dor: a dor é contínua, ou intermitente? Ela ocorre em outras partes do corpo? É importante saber quando a dor ocorre: é pior à noite? Será que ocorre com caminhada, corrida ou em repouso?
O médico irá examinar a articulação afetada em várias posições para ver se há dor ou movimento restrito. Ele ou ela vai procurar ruídos articulares (crepitação) que indicam atrito de osso contra osso. Há perda de massa muscular (atrofia), e sinais de que outras articulações estão envolvidas. O médico irá procurar sinais de lesão nos músculos, tendões e ligamentos.
O raio-X pode mostrar o grau de deterioração das articulações, incluindo estreitamento do espaço articular, afinamento ou erosão do osso, excesso de líquido na articulação, e osteófitos ou outras anormalidades. Eles podem ajudar o médico a distinguir diversas formas de artrite.
Às vezes, exames laboratoriais podem ajudar a excluir outras doenças que causam sintomas semelhantes aos da osteoartrite.