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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Paralisia Cerebral

A paralisia cerebral é uma condição caracterizada por um mau controle muscular, espasticidade, paralisia e outras deficiências neurológicas decorrentes de uma lesão cerebral que ocorre durante a gestação, durante o nascimento, após o nascimento ou antes dos 5 anos de idade.



A paralisia cerebral não é uma doença e não é progressiva. As partes do cérebro que controlam os movimentos musculares são particularmente vulneráveis à lesão em recém-nascidos prematuros e crianças pequenas. A paralisia cerebral afeta 1 ou 2 em cada 1.000 crianças, mas é 10 vezes mais comum em recém-nascidos prematuros, sendo particularmente comum em lactentes muito pequenos.

Causas

Muitos tipos diferentes de lesões podem causar a paralisia cerebral, mas, geralmente, a sua causa é desconhecida. As lesões que ocorrem durante o parto e o mau suprimento de oxigênio ao cérebro antes, durante e imediatamente após o nascimento são responsáveis por 10% a 15% dos casos. Os recém-nascidos prematuros são particularmente vulneráveis e isto possivelmente se deve ao fato dos seus vasos sangüíneos cerebrais serem pouco desenvolvidos e sangrarem facilmente ou pelo fato deles não conseguirem prover uma quantidade suficiente de possivelmente isso ocorre em parte porque os vasos sangüíneos do cérebro estão pouco desenvolvidos e sangram facilmente, ou não podem oxigênio ao cérebro. A concentração sérica (no sangue) elevada de bilirrubina, comum nos recém-nascidos, pode produzir uma doença denominada kernicterus e lesão cerebral. Atualmente, no entanto, a icterícia resultante da concentração sérica elevada de bilirrubina é facilmente tratada nos recém-nascidos e a incidência do kernicterus diminuiu dramaticamente. Durante os primeiros anos de vida, uma doença grave (p.ex., meningite, sépsis, traumatismo ou desidratação grave) pode causar lesão cerebral e acarretar paralisia cerebral.

Sintomas

Os sintomas de paralisia cerebral podem variar desde um desajeitamento quase imperceptível à uma espasticidade grave, com contorções dos membros superiores e inferiores, que confinam a criança a uma cadeira de rodas. Existem quatro tipos principais de paralisia cerebral:
• Espástica (na qual os músculos são rígidos e fracos), que ocorre em aproximadamente 70% de todas as crianças com paralisia cerebral;
• Coreoatetóide (na qual os músculos espontaneamente movem-se de forma lenta e involuntária), que ocorre em cerca de 20% das crianças com paralisia cerebral;
• Atáxica (caracterizada por uma má coordenação e movimentos inseguros), que ocorre em cerca de 10% das crianças com paralisia cerebral;
• Mista (caracterizada pela combinação de dois dos tipos acima citados, mais freqüentemente o espástico e o coreoatetóide), que ocorre em muitas crianças.




Na paralisia cerebral espástica, a rigidez pode afetar todos os membros (quadriplegia), principalmente os membros inferiores (diplegia), ou apenas o membro superior e o inferior de um dos lados (hemiplegia). Os membros afetados apresentam um mau desenvolvimento, são rígidos e fracos.

Na paralisia cerebral coreoatetóide, os movimentos dos membros superiores e inferiores e do corpo são lentos, retorcidos e incontroláveis, podendo também ser abruptos e espasmódicos. Uma emoção forte piora os movimentos. Os movimentos cessam durante o sono.

Na paralisia atáxica, a coordenação muscular é ruim e a criança apresenta fraqueza e tremores musculares. As crianças com este distúrbio têm dificuldade para realizar movimentos rápidos ou finos e sua marcha é insegura, com os membros inferiores bem afastados.

Em todas as formas de paralisia cerebral, pode ser difícil compreender a fala das crianças afetadas, pois a criança tem dificuldade para controlar os músculos envolvidos na fala. A maioria das crianças com paralisia cerebral apresenta outras incapacidades (p.ex., inteligência inferior à normal). Outras apresentam retardo mental grave. Contudo, aproximadamente 40% das crianças com paralisia cerebral possuem uma inteligência normal ou quase normal. Cerca de 25% das crianças com paralisia cerebral (mais freqüentemente as com o tipo espástico) apresentam epilepsia (crises convulsivas).

Diagnóstico

Geralmente, a paralisia cerebral não pode ser diagnosticada durante a primeira infância. Quando problemas musculares (p.ex., desenvolvimento insatisfatório, fraqueza, espasticidade ou falta de coordenação) são observados, o médico tenta acompanhar a criança, para determinar se o problema é causado pela paralisia cerebral ou por um distúrbio progressivo, principalmente algum que pode ser tratado. O tipo específico de paralisia cerebral freqüentemente não pode ser diferenciado antes da criança atingir 18 meses de idade. Os exames laboratoriais não conseguem identificar a paralisia cerebral. No entanto, para descartar outros distúrbios, o médico pode solicitar exames de sangue, eletromiografias (estudos elétricos dos músculos), uma biópsia muscular e uma tomografia computadorizada (TC) ou uma ressonância magnética (IRM) do cérebro.
Tratamento

A paralisia cerebral não tem cura, seus problemas duram toda a vida. No entanto, muita coisa pode ser feita para prover à criança o máximo de independência possível. A fisioterapia, a terapia ocupacional, os coletes e a cirurgia ortopédica podem melhorar o controle muscular e a deambulação. A fonoterapia (terapia da fala) pode tornar a fala muito mais clara e pode ajudar nos problemas de alimentação. As convulsões podem ser prevenidas com o uso de medicamentos anticonvulsivantes.

Muitas crianças com paralisia cerebral, quando não apresentam déficits intelectuais e físicos graves, crescem normalmente e freqüentam escolas normais. Outras necessitam de fisioterapia intensiva, de educação especial e apresentam graves limitações para realizar as atividades cotidianas, exigindo algum tipo de tratamento e assistência durante o resto da vida. Mesmo as crianças gravemente afetadas podem ser beneficiadas com a educação e treinamento.

Os pais são informados e aconselhados, o que os ajuda a compreender o problema e o potencial de seus filhos e a enfrentar as dificuldades, à medida que elas ocorrerem. Para ajudar uma criança a atingir o seu potencial máximo, a atenção carinhosa dos pais pode ser combinada com a ajuda de instituições públicas e privadas, como as de saúde comunitária e de reabilitação com fins humanitários.

O prognóstico geralmente depende do tipo de paralisia cerebral e de sua gravidade. Mais de 90% das crianças com paralisia cerebral sobrevivem até a vida adulta. Apenas as mais gravemente afetadas (incapazes de realizar qualquer cuidado pessoal) apresentam uma expectativa de vida muito menor.

Fonte: Manual MERCK
Robert Berkow, M.D.
Diretor Executivo de Literatura Médica Merck & Co., Inc. e Professor Clínico de Medicina e Psiquiatria Allegheny University of the Health Sciences
Editor Associado Mark H. Beers, M.D.
Diretor Sênior de Geriatria Merck & Co., Inc. e Professor Clínico Associado de Medicina Allegheny University of the Health Sciences


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