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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Lesões Esportivas Comuns Parte II

As lesões esportivas comuns são a fraturas de estresse (por sobrecarga), as dores dos músculos anteriores da tíbia, a tendinite, o joelho do corredor, as lesões dos músculos posteriores da coxa, a dorsalgia do levantador de peso, o cotovelo de tenista, os traumatismos crânio-encefálicos e as lesões nos pés. Essas lesões podem ser causadas por muitas atividades diferentes.

Fraturas do Pé por Estresse

Fraturas por estresse (ou de esforço ou por sobrecarga) são pequenas fissuras ósseas que ocorrem frequentemente em decorrência de um impacto excessivo e crônico. Nos corredores, os ossos da parte média do pé (metatarsais) apresentam uma tendência especial a esse tipo de fratura. Os ossos que apresentam maior probabilidade de fratura são os metatarsais dos três dedos médios. O osso metatarsal do hálux é relativamente imune à lesão, devido à sua força e ao seu tamanho, e o osso metatarsal do dedo mínimo do pé habitualmente fica protegido, pois a maior força de impulsão é exercida pelo hálux e pelo dedo adjacente (segundo pododáctilo).
Os fatores de risco das fraturas por estresse do pé incluem os arcos acentuados, os calçados de corrida com mecanismo de absorção de choque inadequado e o aumento súbito da intensidade ou do tempo do exercício. As mulheres na pós-menopausa podem ser particularmente sensíveis às fraturas por estresse devido à osteoporose. O principal sintoma é a dor na parte anterior do pé, geralmente durante uma série longa ou intensa de exercícios. Inicialmente, a dor desaparece alguns segundos após a interrupção do exercício. Contudo, caso o programa de exercícios seja continuado, a dor retorna mais precocemente durante o treinamento e dura mais tempo após o indivíduo parar de se exercitar.
Finalmente, a dor intensa pode impossibilitar a corrida e persistir mesmo durante o repouso. A área em torno da fratura pode tornar-se edemaciada. O médico pode frequentemente estabelecer o diagnóstico baseando-se na história dos sintomas e no exame do pé. O local fraturado dói à palpação. As fraturas por estresse são tão delicadas que é comum não serem detectadas imediatamente nas radiografias. No entanto, elas podem detectar o calo ósseo que se forma em torno do osso fraturado duas a três semanas após a lesão, à medida que o osso cicatriza.
A cintilografia óssea pode confirmar o diagnóstico mais precocemente, mas esse procedimento raramente é necessário. O indivíduo não deve correr até tenha ocorrido a consolidação da fratura por estresse, mas lhe é permitido praticar atividades esportivas substitutas. Após a consolidação, a recorrência do quadro pode ser evitada com o uso de calçados esportivos com suportes adequados com boa absorção de impacto e da prática de corrida sobre grama ou outras superfícies macias.
O uso de aparelho gessado raramente é necessário. Quando utilizado, o aparelho é removido após uma ou duas semanas, para evitar o enfraquecimento da musculatura. O processo de cura geralmente leva de três a doze semanas, mas pode levar mais tempo nos indivíduos idosos ou enfermos.

Fratura por Estresse do Pé
As fraturas por estresse, as quais são pequenas fissuras causadas por impactos repetidos, ocorrem comumente nos ossos da parte intermediária do pé – os metatarsais. Visão Superior.


Lesões Musculares da Tíbia

A dor muscular sobre a tíbia é devida à lesão dos músculos situados ao longo da mesma a causa habitual desta lesão é o esforço prolongado e repetido sobre a perna. Dois grupos musculares da tíbia apresentam propensão à este tipo de dor. A localização da dor depende do grupo afetado. A dor ântero-lateral afeta os músculos das partes frontal (anterior) e externa (lateral) da tíbia. Esse tipo de lesão é decorrente de um desequilíbrio natural no tamanho dos músculos oponentes.
Os músculos tibiais tracionam o pé para cima e os músculos da panturrilha, maiores e mais fortes, tracionam o pé para baixo cada vez que o calcanhar toca o chão durante a marcha ou a corrida. Os músculos da panturrilha exercem tanta força que podem lesar os músculos da região anterior da perna. O principal sintoma é a dor ântero-lateral ao longo das faces anterior e lateral da tíbia. Inicialmente, a dor é sentida apenas logo após que o calcanhar tocar o chão durante uma corrida. Se o indivíduo continuar a correr, a dor ocorre em cada passo e, finalmente, torna-se constante. Geralmente, ao ser examinada por um médico, o indivíduo refere dor à palpação da região.
A dor póstero-medial afeta os músculos das faces posterior e medial (interna) da tíbia, os quais são responsáveis pela elevação do calcanhar imediatamente antes dos dedos dos pés deixarem o chão. Esse tipo de lesão freqüentemente é resultante de corridas em pistas inclinadas ou em estradas ou ruas muito movimentadas e pode piorar se os pés rodarem excessivamente para o interior ou se o indivíduo utilizar calçados de corrida que não impedem adequadamente essa rotação dos pés.
A dor produzida por esse tipo de distúrbio geralmente inicia ao longo da face medial da perna, cerca de 2 a 20 centímetros acima do tornozelo, e piora quando o corredor apoia-se sobre os dedos dos pés ou roda o tornozelo para dentro. Se ele continuar a correr, a dor se deslocará para a frente, afetando a face medial do tornozelo e podendo se estender pela tíbia, até quatro ou dez centímetros abaixo do joelho. A intensidade da dor aumenta com a progressão do quadro. Inicialmente, apenas os tendões musculares tornam-se inflamados e dolorosos. No entanto, se o indivíduo insistir em correr, os próprios músculos podem ser afetados. Finalmente, a tensão sobre o tendão inflamado pode chegar mesmo a arrancá-lo de sua inserção no osso, causando sangramento e uma maior inflamação.
Em alguns casos, a parte da tíbia unida ao tendão é arrancada (avulsão). O tratamento principal consiste na interrupção da corrida consiste em parar de correr e na realização de outros tipos de exercício até que a corrida não seja mais uma atividade dolorosa. Os calçados de corrida com um contraforte (a parte do sapato que envolve o calcanhar) rígido e com apoios especiais para o arco do pé podem impedir que o pé rode excessivamente para dentro. Evitar corridas sobre superfícies inclinadas ajuda a evitar as recorrências do quadro. Os exercícios de fortalecimento dos músculos lesados podem ser úteis.
Nos casos graves em que um fragmento da tíbia foi arrancado, pode ser indicado um procedimento cirúrgico para fixá-lo. Após este tipo de tratamento, o indivíduo não poderá correr durante longos períodos. Um tratamento experimental, o qual consiste na administração diária de calcitonina (um hormônio formador de tecido ósseo) sob a forma injetável ou de alendronato (substância que retarda a perda de tecido ósseo) pela via oral, curou alguns casos não responsivos às outras medidas terapêuticas. Em alguns casos, nenhum dos tratamentos disponíveis é eficaz e o corredor deve abandonar definitivamente a prática da corrida.

Tendinite Poplítea

A tendinite poplítea é uma laceração no tendão poplíteo, o qual se estende da superfície externa da extremidade inferior do fêmur (osso da coxa) diagonalmente através da face posterior do joelho até a face medial (interna) da extremidade superior da tíbia. O tendão poplíteo impede que a perna sofra rotação externa durante a corrida. A rotação interna excessiva do pé (pronação) e as corridas descendentes tende a causar tensão excessiva sobre esse tendão, podendo provocar a sua ruptura.
A dor e a inflamação, particularmente quando o indivíduo realiza corridas descendentes, ocorrem ao longo do lado de fora do joelho. O indivíduo não deve correr até deixam de apresentar dor na região e não deve realizar corridas descendentes após retomar a prática dessa atividade. O ciclismo é um bom exercício alternativo durante o período de convalescença. As palmilhas para calçados, especialmente uma cunha triangular (cunha de varo) colocada na frente do calcanhar, podem ajudar a impedir que o pé rode para dentro.
Dores dos Músculos da Tíbia
 As dores dos músculos da tíbia podem ocorrer nos músculos das faces anterior e lateral da tíbia (dor ântero-lateral) ou nos músculos das faces posterior e medial da tíbia (dor póstero-medial). A região dolorosa varia de acordo com os músculos afetados.



Tendinite de Aquiles

A tendinite de Aquiles é uma inflamação do tendão de Aquiles, o cordão resistente que se estende dos músculos da panturrilha até o calcanhar. Os músculos da panturrilha e o tendão de Aquiles abaixam a parte anterior do pé após o calcanhar tocar o solo e elevam o calcanhar quando os dedos deixam o solo, imediatamente antes de ser iniciado o passo com o outro pé. A tendinite de Aquiles ocorre quando as pressões aplicadas sobre o tendão são maiores que a resistência. A corrida descendente produz pressões extras sobre o tendão de Aquiles, pois o antepé (a parte anterior do pé) deve avançar antes de tocar o solo.
A corrida ascendente também tensiona o tendão, pois os músculos da panturrilha devem exercer uma maior força para elevar o calcanhar, quando os dedos deixam o chão. Um contraforte do calcanhar (a parte posterior do calçado que circunda o calcanhar) macio permite um movimento excessivo do calcanhar, tensionando o tendão de Aquiles de forma desigual e aumentando a possibilidade de sua laceração. Os calçados de sola rígida, os quais não se dobram onde os dedos se articulam com o pé, causam grande tensão no tendão de Aquiles, imediatamente antes dos dedos deixarem o chão.
Vários fatores biomecânicos predispõem esse tendão à lesão. Eles incluem a rotação excessiva dos pés para o interior (pronação), o hábito de utilizar demasiadamente a região posterior do calcanhar (a inspeção da sola do calçado de corrida pode mostrar onde a área do calcanhar está mais desgastada), o arqueamento das pernas, a contração dos músculos posteriores da coxa e da panturrilha, arcos plantares acentuados, a contração dos tendões de Aquiles e as deformidades do calcanhar.
A dor, o sintoma principal, é geralmente mais intensa quando o indivíduo começa a movimentar- se após haver permanecido sentado ou deitado ou quando ele começa a correr ou a praticar o jogging. Freqüentemente, a dor alivia com a continuidade da caminhada ou da corrida apesar da dor e da rigidez. O tendão de Aquiles é envolto por uma bainha protetora. Entre o tendão e a bainha, existe uma fina camada de gordura, a qual permite a livre movimentação do tendão.
Quando o tendão é lesado, formam-se cicatrizes entre ele e a bainha, fazendo com que o tendão puxe a bainha em cada movimento. É por essa razão que o movimento é doloroso. A continuidade da caminhada ou da corrida alivia a dor porque ela aumenta a temperatura da bainha, tornando-a mais flexível, e, dessa forma, o tendão consegue movimentar-se mais livremente. Geralmente, a pressão exercida sobre o tendão também causa dor.
Se o indivíduo ignorar a dor e continuar a correr, o tendão elástico é substituído por um tecido cicatricial rígido, e o tendão sempre doerá durante o exercício, sem chance de cura. Deixar de correr e pedalar uma bicicleta enquanto a dor persistir são parte importante do tratamento. Outras medidas dependem da causa provável ou das condições predisponentes: uso de calçados com solas flexíveis e aplicação de palmilhas aos sapatos de corrida, para reduzir a tensão no tendão e estabilizar o calcanhar.
Os exercícios de alongamento dos músculos do jarrete são iniciados tão logo possam ser efetuados sem dor. Também ajudam os exercícios para fortalecimento do tendão de Aquiles, como, por exemplo, elevações do corpo na ponta dos dedos. Depois que voltou a correr, a indivíduo não deve praticar corridas em aclive ou declive em ritmo rápido, até que o tendão tenha ficado completamente curado, o que pode levar semanas e até anos.



Fortalecimento dos Músculos da Tíbia

Exercício da alça de balde

Enrole uma toalha em torno da alça de um balde de água vazio. Sente-se sobre uma mesa ou sobre uma outra superfície suficientemente alta para que os pés não toquem o chão. Coloque a alça do balde sobre a parte anterior de um calçado. Lentamente, eleve a parte anterior do pé flexionando o tornozelo e, em seguida, estenda o pé lentamente com os dedos apontados para frente. Repita dez vezes e, em seguida, repouse durante alguns segundos. Realize mais duas séries de dez. Para aumentar a resistência, coloque água no balde – mas não a ponto de tornar o exercício doloroso.

Elevações na ponta dos dedos

Fique em pé. Lentamente, levante apoiando-se sobre as pontas dos dedos e, em seguida, abaixe lentamente os calcanhares até o assoalho. Repita dez vezes e, em seguida, repouse por um minuto. Realize mais duas séries de dez. Quando esse exercício tornar-se fácil, execute-o sustentando pesos progressivamente maiores.

Rotações externas

Fique em pé. Lentamente, rode o tornozelo para fora, de modo que a parte interna da planta do pé se eleve e fique acima do chão. Lentamente, abaixe a planta do pé de volta ao chão. Realize três séries de dez.




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