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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Miótomos

Os miótomos são definidos como grupos de músculos inervados por uma única raiz nervosa.
A lesão de uma única raiz nervosa é geralmente associada à paresia (paralisia incompleta) do miótomo (músculos) por ela inervados. Consequentemente, demora certo tempo para que qualquer fraqueza se torne evidente no teste isométrico resistido ou do miótomo.
Os movimentos isométricos resistidos são os últimos movimentos testados no exame de articulações.
Clique na imagem para ampliar.
Fonte:  Hipertexto de Semiologia Ortopédica
Este tipo de movimento consiste numa forte contração muscular voluntária estática (isométrica) e é utilizado principalmente para se determinar se o tecido contrátil é o tecido envolvido, embora o nervo que inerva o músculo também seja testado.
Se houver comprometimento de músculos, de seus tendões ou do osso no qual eles se inserem, o indivíduo apresentará dor e fraqueza.
Por esta razão, o teste isométrico dos miótomos é mantido por no mínimo 5 segundos.
Por outro lado, uma lesão de um nervo periférico acarreta paralisia completa dos músculos por ele inervados, especialmente quando a lesão resulta numa axoniotmese ou neurotmese e, consequentemente, a fraqueza é imediatamente evidente.
Diferenças na magnitude da paralisia resultante devem-se ao fato de mais de um miótomo contribuir, do ponto de vista embriológico, para a formação de um músculo.


Os nervos motores somáticos originalmente associados a um somito específico emergem da região anterior da medula espinal e, juntamente com os nervos sensitivos do mesmo nível, tornam-se parte de um nervo espinal.

Portanto cada nervo espinal, carrega fibras motoras somáticas para músculos que, originalmente, desenvolveram-se a partir do somito relacionado.


Um miótomo é aquela porção de músculo esquelético inervada por um nível único na medula espinal ou, de um lado, por um único nervo espinal. Os miótomos são mais difíceis de testar do que os dermátomos, porque cada músculo esquelético do corpo geralmente é inervado por nervos derivados de mais de um nível medular.

Os miótomos são definidos como grupos de músculos inervados por uma única raiz nervosa.






A lesão de uma única raiz nervosa é geralmente associada à paresia (paralisia incompleta) do miótomo (músculos) por ela inervados. Consequentemente, demora certo tempo para que qualquer fraqueza se torne evidente no teste isométrico resistido ou do miótomo. Por esta razão, o teste isomértrico dos miótomos é mantido por no mínimo 5 segundos.
Por outro lado, uma lesão de nervo periférico acarreta paralisia completa dos músculos por ele inervados, especialmente quando a lesão resulta em uma axoniotmese ou neurotmese e, consequentemente, a fraqueza é imediatamente evidente.
Diferenças na magnitude da paralisia resultante devem-se ao fato de mais de um miótomo contribuir, do ponto de vista embriológico, para a formação de um músculo. Portanto, um miótomo engloba todos os músculos supridos por um segmento espinhal, e seu par de nervos espinhais.
Por exemplo, as fibras nervosas com origem no segmento sacral S2 participam das ações de alguns músculos flexores do membro inferior e intrínsecos do pé. Cada músculo individual, no entanto, recebe fibras de duas a três raízes espinhais, de maneira que a lesão em segmento espinhal poderá produzir uma paresia/hipoestesia e uma paralisia/anestesia se a lesão afetar mais raízes nervosas.
  • Paresia = redução da força de contração muscular; perda parcial dos movimentos.
  • Hipoestesia = diminuição da sensibilidade cutânea.
  • Paralisia = nenhuma força de contração muscular; perda total dos movimentos.
  • Anestesia = nenhuma sensibilidade cutânea
Testar movimentos em articulações sucessivas pode ajudar a localizar lesões de nervos específicos ou de um nível medular específico, por exemplo:
  • os músculos que movimentam o ombro são inervados principalmente por nervos espinais dos níveis medulares C4 , C5 e C6 ;
  • os músculos que movimentam a ulna são inervados principalmente por nervos espinais dos níveis medulares C6 e C7;
  • os músculos da mão são inervados principalmente por nervos espinais dos níveis medulares C8 e T1.










O conhecimento dos dermátomos e miótomos permite ao clínico localizar as lesões que afetam a medula e os nervos espinhais.

Créditos das Imagens:
1) Princípios de Anatomia e Fisiologia do Seeley- 2ª ed., Philip Tate The McGraw-Hill Companies,Inc. 
Sistema Nervoso Central e Periférico – Capítulo 11
2) Elsevier Drake et al: Gray’s Anatomy for Students. www.studentconsult.com 
3) Atlas de Neuroanatomy and Neurophysiology – Special Edition – Netter Collection for Medical Illustration
4) Avaliação Musculoesquelética – Magee – Editora Manole.

Recomendo:
Fernandes, JHM – 2012: E-Book ilustrado de Semiologia Ortopédica – Módulo 09 - Coluna Cervical e Módulo 11 - Coluna Torácica e Lombar

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