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sábado, 23 de fevereiro de 2013

Fraturas por Compressão da Coluna Torácica

Patologias da Coluna Torácica – Achados Físicos e Radiológicos - Parte III


(clique na imagem para ampliar)









Fratura por compressão é o tipo mais comum de fratura que afeta a coluna vertebral. A fratura por compressão de um osso da coluna (vértebras) faz com que este osso entre em colapso e perca a altura.Fraturas por compressão são geralmente o resultado de osteoporose.

Cerca de 700.000 casos de fraturas por compressão ocorrem a cada dois anos, por osteoporose nos Estados Unidos. Ossos osteoporóticos podem tornar-se incapazes de suportar o stress e a pressão normais. Como resultado, em consequência de alguma coisa tão simples como a tosse, virar-se ou erguer-se pode provocar uma fratura vertebral.

Uma lesão na coluna vertebral, como a de uma queda de nádegas ou um golpe na cabeça, pode causar uma fratura de compressão vertebral. Fraturas por compressão podem ocorrer se metástases cancerosas de outras partes do corpo migrarem para a coluna. As metástases enfraquecem os ossos da coluna vertebral e os torna propensos a fraturas.




Que partes da coluna estão envolvidas?



A coluna vertebral humana é composta de 24 ossos da coluna, chamados vértebras. As vértebras estão empilhadas umas em cima das outras para formar a coluna vertebral. A coluna vertebral dá ao corpo a sua forma. É o principal apôio do corpo na posição vertical.

As fraturas por compressão causam colapso do corpo vertebral. Quando a fratura é de dois corpos vertebrais, geralmente, ocorrem na parte inferior da coluna torácica perto da parte inferior da caixa torácica.
Um anel ósseo existe em volta da parte posterior de cada corpo vertebral. Quando as vértebras são empilhadas unas sobre os outras, os anéis ósseos formam um tubo ôco. Este tubo ou canal envolve a medula espinal. A medula espinhal é como uma corda longa, feita de milhões de fibras nervosas (neurônios). Assim como o crânio protege o cérebro, os ossos da coluna vertebral protegem a medula espinhal.

Fraturas por compressão graves de forte impacto sobre a coluna vertebral, como podem acontecer em um acidente de carro, podem causar fragmentos do corpo vertebral que são empurrados para dentro do canal espinhal, pressionando a medula espinhal.
Isto pode causar danos à coluna vertebral podendo resultar em ruptura parcial ou completa da medula espinhal, com paralisia abaixo da cintura. É raro uma fratura-compressão típica por osteoporose causar danos à medula espinhal.

Causas

Ossos fortes, saudáveis ​​estão aptos para suportar as forças e tensões da atividade normal. Fraturas por compressão da coluna vertebral acontecem quando as forças são muito grandes ou quando os ossos da coluna vertebral não são fortes o suficiente.

O corpo vertebral sob pressão pode apresentar fissuras (rachaduras). Fraturas de impacto violento tendem a quebrar a parte posterior (arco vertebral) do corpo vertebral. Fraturas de osteoporose ocorrem geralmente na parte anterior (corpo vertebral).

A osteoporose é uma doença que diminui a massa óssea por redução do osso esponjoso e cortical. Às vezes, os ossos da coluna vertebral enfraquecem a tal ponto que até mesmo as forças moderadas podem levar a uma fratura por compressão.

Uma simples ação como o ato de puxar um par de meias, pode causar uma fratura numa vértebra enfraquecida. A região anterior da vértebra (a parte mais próxima da frente do corpo) se desintegra, fazendo com que o corpo vertebral colapse para formar uma cunha. Este ângulo da coluna vertebral para frente, produzindo uma aparência de corcunda, chama-se cifose. Doenças ou condições que afetam a glândula paratireóide também podem enfraquecer os ossos.

Quatro glândulas do tamanho de ervilhas, as paratireóides, estão localizadas atrás da glândula tireóide no pescoço. Elas produzem uma substância chamada hormônio paratiróide (PTH), que normalmente regula a quantidade de cálcio na corrente sanguínea. Uma glândula paratiróide hiperativa libera PTH provocando a liberação do cálcio dos ossos, mesmo quando há cálcio mais do que suficiente na corrente sanguínea. Este distúrbio é chamado de”hiperparatireoidismo” que ocorre quando um tumor, chamado de adenoma, se forma em uma das glândulas paratireóides.

Cânceres que afetam o rim, pele ou glândula paratireóide também podem produzir alterações hormoniais da glândula paratireóide. Se o problema não for corrigido, os ossos continuam perdendo cálcio e eventualmente enfraquecem.

O enfraquecimento dos ossos da coluna tornam as vértebras mais propensas a acunhar (colapsar) na parte dianteira, como é típico da osteoporose.

Cânceres que se formam em outras partes do corpo têm uma tendência a se espalhar, ou metastisar na coluna vertebral. Quando isso acontece, o câncer enfraquece os ossos da coluna vertebral, tornando-os suscetíveis a fraturas por compressão. Pode-se suspeitar de câncer não reconhecido se um paciente tem uma fratura de compressão, sem qualquer causa ou motivo especial.

Trauma da coluna pode produzir fraturas por compressão leve ou grave. Fraturas por compressão produzidas por trauma, geralmente, envolvem forças de alto impacto na coluna que é curvada para frente. Normalmente, isso é o que acontece quando uma pessoa cai sobre as nádegas ou bate a cabeça contra o pára-brisa em um acidente de carro. Novamente, essas fraturas traumáticas geralmente afetam a parte de trás (arco vertebral) do corpo vertebral.

Sintomas

Fraturas por compressão dos ossos enfraquecidos causam pouca ou nenhuma dor . Por vezes, a dor é localizada sobre a área onde a fratura ocorre. A vértebra colapsada dá uma aparência encurvada da coluna, e a perda de altura vertebral encurta os músculos de ambos os lados da coluna vertebral.
Isto força os músculos das costas a trabalhar mais, causando fadiga muscular e dor. Quando a dor ocorre, ela geralmente desaparece após algumas semanas. No entanto, a dor nas costas, às vezes aumenta a tal ponto que os pacientes procuram ajuda médica.

Fraturas por compressão traumáticas podem produzir intensa dor nas costas que se irradia para as pernas. Se a fratura prejudica severamente o corpo vertebral, fragmentos de ossos podem penetrar no canal espinhal, pressionando a medula espinhal. Isso pode paralisar músculos e produzir parestesias nas áreas inervadas pelo tecido nervoso danificado. Essa fratura pode também fazer com que a coluna fique instável. Quando isso acontece, a coluna vertebral, eventualmente, se inclina para frente aumentando a cifose, e ,então cresce o potencial de complicações futuras com a medula espinhal.

Diagnóstico

O diagnóstico começa com uma história completa e exame físico. O médico faz perguntas sobre os sintomas do examinado e como o problema está afetando suas atividades diárias.
As perguntas investigam sobre onde você sente dor e se você tem dormência ou fraqueza nos membros. O examinador vai querer saber quais as posições ou atividades que pioram ou melhoram os sintomas.
Em seguida, o examinador procede ao exame físico do examinando para observar quais os movimentos que causam dor ou outros sintomas. O examinador pesquisa a sensibilidade da pele, a força muscular e os reflexos também são testados. O examinador usa uma leve pressão para sentir os tecidos sobre a área dolorida, já que as fraturas por compressão muitas vezes provocam dor e hipersensibilidade nos músculos e na vértebra fraturada.

Se o examinador entende que há uma fratura de compressão, os raios X são solicitados. Os raios-X podem mostrar fraturas das vértebras.
Quando um raio-X confirma uma fratura de compressão, a tomografia computadorizada (TC) pode ser pedida. Este é um exame detalhado com raios-X que permite ao examinador ver fatias dos tecidos do corpo. A imagem pode mostrar se a fratura de compressão causou instabilidade a partir da lesão.

Se os sintomas sugerem problemas com a medula espinhal, o examinador pode combinar a tomografia computadorizada com mielografia - mielotomografia. Para fazer isso, um contraste especial é injetado no espaço em volta do canal vertebral (o espaço subaracnóide). Quando a TC é realizada, o contraste destaca a medula espinhal e os nervos espinhais. O corante pode melhorar a precisão de um padrão de TC para o diagnóstico da saúde da medula espinal e dos nervos esdpinhais.

A ressonância magnética (RM) pode mostrar os problemas que afetam os nervos ou que causam dor. O aparelho de ressonância magnética utiliza ondas magnéticas em vez de raios-X para mostrar os tecidos moles do corpo. Ele mostra problemas em outros tecidos moles, como os discos intervertebrais e a medula espinhal. Esta máquina cria imagens que parecem fatias da área de interêsse a ser pesquisada e exame não requer contraste especial ou uma agulha (como no caso da EMG).

O examinador pode pedir um exame ósseo que utiliza isótopos radioativos – cintilografia óssea - para obter informações adicionais. Isso envolve a injeção de traçadores químicos (radioisótopos) em sua corrente sanguínea. Os traçadores mostram as áreas ósseas adoecidas, nas quais há a captação dos isótopos radioativos circulantes.
Este teste pode mostrar se há fraturas por compressão nos pacientes idosos, o que alertará o examinador para problemas com osteoporose. Se o examinando tem osteoporose, o examinador irá sugerir formas de prevenção das fraturas patológicas .
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N.B.: - Nesse blog não são abordados aspectos de tratamento das doenças pois nele são contemplados somente aspectos da semiologia musculoesquelética.

Referências
- eOrthopod - A Patient's Guide to Scheuermann’s Disease
- Bonetti,L.C. – Escolioses, in Coluna Vertebral diagnóstico e tratamento das principais patologias – Barros Filho, T.E.P.;Basile Jr.,R; Sarvier 1995

Créditos de imagens:
- Medical Multimedia Group, LLC * 2300 Regent Street, Suite 205, Missoula, Montana 59801
- Rocha,I.D.; Escoliose 

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