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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Fraturas do Fêmur no Adulto


O osso da coxa, ou fêmur é o osso mais longo e mais forte do corpo. É preciso muita força para quebrar o fêmur em um adulto, portanto, é muitas vezes acompanhada de outras lesões. A fratura é um problema incapacitante, limitando severamente a mobilidade até que ela seja reduzida e estabilizada. 

Até recentemente, a maneira mais comum de tratar um fêmur fraturado era a de aplicar a tração transesquelética, e isto foi fonte de milhares de desenhos animados e piadas. Felizmente, o tratamento moderno, geralmente, estabiliza muito o osso no início do tratamento e permite que você se mova de muletas (sem apoio do membro fraturado). 

Que estruturas são mais comumente lesadas?


O fêmur se estende do quadril até o joelho e representa um quarto da altura do adulto médio. Você pode sentir a extremidade inferior do fêmur no joelho. Extremidade superior está localizada profundamente aos músculos do quadril, mas você pode sentir a colisão óssea do grande trocanter no lado exterior.

A diáfise do osso é um tubo oco com osso compacto denso e forte sobre o tecido exterior e sobre a medula óssea gordurosa interna sem resistência estrutural. O eixo quebra quando o osso é estressado por impacto, flexão, torção ou compressão.

A lesão do osso é apenas uma parte do trauma total quando ocorre uma fratura. Lesão de músculos, tendões, ligamentos, pele, vasos sanguíneos e nervos podem ser mais importantes do que o osso quebrado. Isto é particularmente verdadeiro nas fraturas de fêmur. A força necessária para quebrar o osso da coxa, frequentemente, provoca uma série de danos às outras estruturas na coxa. Uma fratura aberta (exposta), em que o osso sai através da ferida na pele é um problema especialmente grave. 



Como acontecem as fraturas do fêmur?

Nos pacientes jovens a fratura do colo do fêmur é o resultado de uma força direta sobre a diáfise femoral, que se dissipa no colo do fêmur com ou sem rotação. Ela pode também ser ocasionada por trauma direto sobre o grande trocanter.

Entretanto, na maioria das vezes, o trauma decorre de mínima força rotacional lateral, como, por exemplo, tropeçar no chinelo ou no tapete. Muitos acreditam que a fratura possa ocvorrer mesmo sob esforço teoricamente considerado fisiológico. Por isso, muitas vezes, é difícil diferenciar se o paciente “caiu porque quebrou” ou “quebrou porque caiu”.

Fraturas diafisárias de fêmur ocorrem em trauma de alta energia, como acidentes de automóvel e quedas de altura. Ferimentos de bala e explosão também causam fraturas expostas graves desta área. Acidentes de energia mais baixa que podem causar uma fratura do osso da coxa incluem as colisões em esportes, ferimentos em esquiação e lesões de torção.
    
Tipos
 


Impacto contra a coxa faz com que uma força de flexão comprima um lado do osso e estica o outro lado. Isso pode resultar em uma fratura oblíqua curta ou uma fratura de três partes com um pequeno fragmento triangular chamado de fragmento em asa de borboleta. 

Uma força de torção pode ser aplicada no osso da coxa (fêmur), quando o pé ou a perna fica presa e o peso da parte superior do corpo faz uma rotação. Isso produz uma fratura com traço espiral no osso. 

A compressão ao longo da linha do osso produz uma fratura de traço transversal. Isso pode ocorrer em um acidente de carro quando o joelho atinge o painel do carro e a força é transmitida até o osso.

A lesão do osso é apenas uma parte de todo o trauma quando ocorre uma fratura. Lesão de músculos, tendões, ligamentos, pele, vasos sanguíneos e nervos podem ser mais importantes do que o osso fraturado. Isto é particularmente verdadeiro para as fraturas de fêmur. A força necessária para quebrar o osso da coxa, frequentemente, provoca uma série de danos às outras estruturas na coxa. Uma fratura aberta (exposta), em que o osso sai através da pele é um problema especialmente grave devido ao potencial risco de infecção e de outras complicações pós-traumáticas.


Sintomas das fraturas do fêmur no adulto?

O principal sintoma imediato à lesão é a dor na coxa e a incapacidade de usar a perna. É muito raro alguém ser capaz de andar sobre um osso (fêmur) quebrado na coxa e isso não deve ser feito. A perna é frequentemente instável e não se move. Haverá edema e sensibilidade no local da fratura. Pode haver perda da sensibilidade e do movimento do pé se o fornecimento de sangue ou o nervo forem afetados. Se o osso passar através da ferida na pele os fragmentos ficam expostos. A hemorragia interna de um fêmur quebrado pode ser significativa, causando o aumento da freqüência cardíaca e pressão arterial baixa (choque hipovolêmico). 

A dor continuará a ser característica durante várias semanas durante a cura do fêmur. A dor pode diminuir se o osso for estabilizado por fixação cirúrgica. Edema, parestesia e hematomas enormes também são sintomas que duram por semanas.

O diagnóstico clínico das fraturas diafisárias do fêmur, em geral, é bastante simples. Deformidade visível ou mobilidade anormal, muitas vezes produzem o diagnóstico. Sempre que houver alguma suspeita ou certeza de fratura, a coxa deve ser radiografada incluindo o quadril e o joelho.

A imagem clássica do paciente com fratura do colo do fêmur é a seguinte: uma pessoa idosa, deitada em decúbito dorsal, com discreta rotação externa e encurtamento do membro fraturado. A fratura do colo do fêmur incapacita para a deambulação, para levantar ou para mexer o membro inferior. 
Entretanto, na fratura impactada do colo do fêmur, o paciente pode excepcionalmente chegar deambulando com marcha antálgica, com bengala ou muleta, e queixar-se de dor inguinal que se irradia para a face medial do joelho.

A avaliação do paciente com fratura do fêmur distal é direcionada, em parte, pelas circunstâncias em que as lesões ocorrem. Vários fatores devem ser observados, como mecanismo da lesão, o estado clínico geral do paciente, as lesões associadas, o fato de a fratura ser aberta ou fechada e o estado funcional prévio à lesão.

No exame físico, deve-se observar o edema, a dor, a deformidade, a integridade da pele – as escoriações devem ser diferenciadas das fraturas expostas – e o comprometimento neurovascular, mediante registros em Doppler e mensuração da pressão intracompartimental, se possível.

Fonte: Biblioteca eOrthopod