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domingo, 5 de agosto de 2012

Pé Torto Congênito

Pé torto congênito (PTC) idiopático é a denominação utilizada para um conjunto de deformidades presentes no pé da criança ao nascimento.
Trata-se de uma das principais malformações do sistema mmusculoesquelético, que clinicamente caracteriza-se pelo equino do retropé, varo do calcâneo, cavo, adução e supinação do médio e antepé.
Essas alterações anatômicas e morfológicas encontradas envolvem todos os tecidos musculoesqueléticos abaixo do joelho, não se restringindo ao pé.
Tem como sinonímia pé equinovaro congênito, pé torto idiopático, talipe equinovaro e pé equino-cavo-varo-supinado idiopático.
Essa malformação pode ser isolada ou associada a outras patologias, tais como doenças neuromusculares, artrogripose, síndromes e alterações cromossômicas.
A incidência de PTC na população geral varia entre 1 e 2 casos para cada 1.000 nascidos vivos.
Há predominância no sexo masculino na porporção de 2:1 e o acometimento é bilateral em aproximadamente 50% dos casos.
O lado direito tem ligeira predominância quando comparado com o lado esquerdo.
As alterações no PTC resultam do mau alinhamento er das deformidades dos ossos, associados à retração das partes moles.
O tálus é o principal responsável na gênese da deformidade. Seu colo encontra-se menor e curvado em direção plantar e medial.
O diagnóstico do PTC é clínico e de fácil realização, uma vez que as deformidades são típicas (equino, varo, cavo e aduto). O diagnóstico deve ser realizado o mais precoce possível até mesmo no berçário, procurando sinais de outras anomalias congênitas, que podem estar associadas, como doenças neurodisplásicas, sindrômicas e displasia do desenvolvimento do quadril.
A borda lateral do pé está aumentada em relação à medial, podendo apresentar prega cutânea plantar pronunciada.
O calcâneo encontra-se em equino e hipoplásico sobre o tálus, que é palpável na região lateral do dorso do pé.O tubérculo do navicular está localizado medialmente abaixo do maléolo tibial.
O tendão calcâneo está retraído e tenso na região posterior do tornozelo.
Além das deformidades clássicas observa-se atrofia da perna, tamanho menor do pé e encurtamento do membro afetado, que poderão persistir independentemente do tratamento instituído, tornando-se mais visíveis nos pacientes com a patologia unilateral.
A torção tibial interna pode estar presente, entretanto é mais bem observada à medida que a criança cresce.
O PTC pode ser classificado de três formas:
1- Postural: flexível e corrige com manipulação ou necessita apenas de algumas trocas de gesso para obtenção da correção das deformidades.


2- Idiopático: as deformidades são mais estruturadas e rígidas, não se corrigem com a manipulação.


3- Teratológico: caracteriza-se pela rigidez, associação com síndromes principalmente atrogripose múltipla congênita, com alto índice de recidivas e dificuldade de correção.


O exame radiográfico não tem grande importância para o diagnóstico do PTC no recém-nascido, pois este é essencialmente clínico.


Entretanto, é útil para acompanhar a evolução do tratamento e análise dos resultados.
Fonte:- Monteiro,A.C.; Pé Torto Congênito in Cohen,M.; Mattar Junior,R.; Garcia Filho, R.J.; - Tratado de Ortopedia – Comissão de Educação Continuada da SBOT, Editora Roca Ltda. - 2007


Convido o prezado leitor a acessar o Módulo 19 – Tornozelos e Pés do Hipertexto Ilustrado de SemiologiaOrtopédica existente nesse blog para expandir os conhecimentos sobre o tema apresentado.