Marcadores

Anatomia (52) Antebraços (5) Articulações (22) Artigos (18) Artroscopia (8) Atletas (19) Bem-estar (3) Biologia (5) Casos clínicos (18) Ciência (17) Coluna (82) Cotovelo (19) Crônicas (11) Cultura (1) Curiosidades (2) Deficiência (6) Diabetes (7) Doenças da Coluna (38) Doenças do Joelho (13) Doenças do Ombro (17) Doenças do pé (17) Doenças do quadril (12) Doenças do Tornozelo (4) Dor (30) Dor Crônica (17) Ensino da Ortopedia (59) Epônimos (4) Eventos (5) Exame clínico (24) Exame Físico Ortopédico (103) Exercício físico (1) Fotos (2) Fraturas (31) Glossário Temático de Traumatologia e Ortopedia (20) História da Ortopedia (16) História da Semiologia (2) Idosos (12) Imagens (18) Infância (18) Instrumentos para o Exame Físico Ortopédico (8) Joelho (29) LER/DORT (12) Lesões (54) Links (6) Livro Eletrônico de Semiologia Ortopédica (26) Males associados (9) Mandíbula (2) Marcha (7) Materiais de apoio (26) Medicina e Tecnologia (15) Medula (11) Membros Inferiores (5) Membros superiores (15) Mini-cursos (1) Mobilidade (10) Mão (21) Músculos (1) O autor (1) Ombro (35) Osteoporose (4) Outros assuntos (75) Patologias da mão (8) Perguntas e Respostas (34) Perna (11) Postura (2) Prevenção de doenças (5) Procedimentos (22) Próteses (10) Punho (15) (29) Pérolas Clínicas (7) Quadril (27) Questões relacionadas (19) Radiologia (16) Reabilitação (2) Recém-nascido (2) Reumatologia (33) Saúde (23) Semiologia (19) Semiologia Musculoesquelética (182) Semiologia Neurológica (64) Semiologia Ortopédica Pericial (8) Tendões (4) Testes Especiais (25) Tornozelo (20) Traumatologia (47) Utilidade pública (15) Vídeos (38) Ética Médica na Ortopedia (3)

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Dermátomos

A distribuição sensitiva de cada raiz nervosa é denominada dermátomo. Um dermátomo é definido como a área cutânea inervada por uma única raiz nervosa. Cada paciente apresenta pequenas diferenças e os dermátomos também apresentam um grande grau de superposição.

A variabilidade nos dermátomos foi bem demonstrada por Keegan e Garrett em 1948.
Na coluna torácica, a superposição pode ser demonstrada pelo fato de que a perda de um dermátomo comumente passa despercebida em virtude da superposição de dermátomos adjacentes.
As raízes nervosas espinais possuem um epineuro pouco desenvolvido e não possuem perineuro. Esse desenvolvimento torna a raiz nervosa mais suscetível a forças compressivas, deformação por tração, irritantes químicos (p.ex., álcool, chumbo, arsênico) e distúrbios metabólicos.
Clique na imagem para ampliar.
Fonte:  Hipertexto de Semiologia Ortopédica   
 Por exemplo, pode ocorrer uma compressão da raiz nervosa em decorrência de uma herniação póstero-lateral de um disco intervertebral, o estiramento de raízes nervosas ou do plexo braquial em um jogador de futebol americano, a neurite alcoólica em um alcoolista ou a neuropatia periférica metabólica comprometendo um ou mais nervos periféricos em um diabético.
A pressão sobre raízes nervosas acarreta perda de tônus e de massa muscular, mas a perda comumente não é tão óbvia como quando é aplicada uma pressão sobre um nervo periférico.
Como o nervo periférico que inerva o músculo é usualmente suprido por mais de uma raiz nervosa, um maior número de fibras musculares pode ser afetado e a atrofia é mais evidente quando o nervo periférico em si é lesado.
Além disso, o padrão de enfraquecimento muscular (isto é, quais músculos são afetados) é diferente no caso de uma lesão da raiz nervosa em comparação com o de uma lesão de um nervo periférico, pois uma raiz nervosa supre mais de um nervo periférico.
A pressão sobre um nervo periférico que acarreta uma neuropraxia leva a uma ausência temporária da função do mesmo. Neste tipo de lesão, há um envolvimento basicamente motor, com pouco envolvimento sensitivo ou autônomo e, apesar da fraqueza poder ser demonstrada, a atrofia muscular pode não ser evidente.
Em lesões periféricas mais graves (p.ex., axoniotmese e neurotmese), a atrofia é evidente.


Como as células de um somito específico se desenvolvem na derme da pele numa localização precisa, as fibras sensitivas somáticas originalmente associadas àquele somito entram na região posterior da medula espinal em um nível específico e se tornam parte de um nervo espinal específico.
Cada nervo espinal, portanto, carrega informações sensitivas somáticas de uma área específica na superfície do corpo.

Um dermátomo é aquela área da pele inervada por um único nível medular ou, de um lado, por um único nervo espinal.




A distribuição sensitiva de cada raiz nervosa é denominada dermátomo. Então, como já foi dito, um dermátomo é definido como a área cutânea inervada por uma única raiz nervosa. Cada paciente apresenta pequenas diferenças e os dermátomos também apresentam um grande grau de superposição.

A organização segmentar dos nervos espinhais e a inervação sensorial da pele estão relacionados entre si. A área da pele inervada por fibras sensoriais originadas das raízes dorsais de cada lado de um único segmento espinhal é chamado de dermátomo.

O teste da sensibilidade tátil nestas zonas autônomas de um paciente consciente pode ser usado para localizar lesões de um nervo espinal específico ou em um nível específico da medula espinal.

As raízes nervosas espinhais possuem um epineuro pouco desenvolvido . Esse desenvolvimento torna a raiz nervosa mais suscetível a forças compressivas, deformação por tração, irritantes químicos (p.ex., álcool, chumbo, arsênico) e distúrbios metabólicos.


O sistema nervoso integra informações do organismo e do ambiente; e elaboram respostas.





Dermátomos cervicais e torácicos 



Créditos das Imagens:
1) Princípios de Anatomia e Fisiologia do Seeley- 2ª ed., Philip Tate The McGraw-Hill Companies,Inc. 
Sistema Nervoso Central e Periférico – Capítulo 11
2) Elsevier Drake et al: Gray’s Anatomy for Students. www.studentconsult.com 
3) Atlas de Neuroanatomy and Neurophysiology – Special Edition – Netter Collection for Medical Illustration
4) Avaliação Musculoesquelética – Magee – Editora Manole.

Recomendo:
Fernandes, JHM – 2012: E-Book ilustrado de Semiologia Ortopédica – Módulo 09 - Coluna Cervical e Módulo 11 - Coluna Torácica e Lombar

Veja também: