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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Avaliação do Joelho Lesionado - Parte I

I)- A avaliação de um joelho lesionado começa com uma história detalhada. Quais são os aspectos importantes desta história?
1. Mecanismo da Lesão

Direto (contato): de que direção foi feito o contato? Qual foi a magnitude do contato? Um golpe no lado lateral do joelho causa uma força em valgo que rompe as estruturas no lado medial do joelho. Uma lesão no painel do carro pode produzir uma força direcionada posteriormente à tíbia anterior, causando uma ruptura do ligamento cruzado posterior (LCP).
Indireto (sem contato): forças de desaceleração lesam o ligamento cruzado anterior (LCA).
2. Estalo ouvido ou sentido: associado com lesão do LCA, lesão meniscal ou subluxação patelar.
3. Edema
Imediato: pensar em hemartrose
Tardio: edema que ocorre várias horas após a lesão é habitualmente um derrame.
4. Dor: localização, severidade, tipo, irradiação.
5. Instabilidade: houve uma sensação do joelho escorregando da articulação, falseando ou deformando-se com carga imposta?
6. História pregressa: lesão prévia ou problemas antes da lesão atual.
7. Miscelânea: o paciente é ainda capaz de caminhar ou praticar esporte?

II)- Quais são as causas de Hemartrose Aguda?

1. Ruptura do LCA ou LCP
2. Ruptura meniscal periférica
3. Fratura intra-articular
4. Ruptura na porção profunda da cápsula articular

III)- Quais são os princípios gerais do exame do joelho?

Sempre examinar primeiro o joelho normal para ter uma base de comparação com o joelho lesado (frouxidão fisiológica) e suavizar a apreensão do paciente. Ter um plano sistemático ao examinar o joelho. Observar e examinar o paciente em pé, caminhando, sentado e deitado.

IV)- Classifique e descreva as rupturas das estruturas ligamentares?

Grau I: torção leve – ruptura microscópica da estrutura ligamentar, mas sem perda da integridade.
Grau II: torção moderada – ruptura parcial das fibras ligamentares com as estruturas ainda intactas.
Grau III: torção severa – ruptura completa da integridade ligamentar.

V)- A severidade de uma lesão tipo III ainda é subdividida pelo grau de instabilidade durante o teste em estresse. Descreva as categorias.

Instabilidade 1+: separação das superfícies articulares em 5 mm ou menos.
Instabilidade 2+: 5 – 10 mm de separação.
Instabilidade 3+: 10 mm ou mais de separação.

VI)- Qual a tríade terrível de O’Donoghue?

Ruptura do menisco medial
Ruptura do Ligamento Cruzado Anterior (LCA)
Ruptura do ligamento colateral medial (LCM)

VII)- Que pontos incluem o exame geral do paciente?

Peso, altura, constituição, tônus muscular, alinhamento geral de ambos os joelhos (varo ou valgo), quantidade de incapacidade estimada pela observação do paciente andando e fazendo transferências de peso. Alinhamento das articulações adjacentes, como a tíbia, pé e quadril (ex: presença de torção tibial interna ou externa, pés planos, obliquidade pélvica).

VIII)- O que deve ser registrado da extremidade inferior?

1. Medidas circunferenciais (perímetro) da coxa, área do vasto medial oblíquo, área médio patelar e meio da pantorrilha.
2. Amplitude ativa de movimentos (AAM) e amplitude passiva (APM) de ambos os joelhos.
3. Alongamento dos hamstrings (bíceps femoral, semimembranoso e semitendinoso), quadríceps e tendão aquileano.
4. Quadril e tornozelo de ambos os lados.
5. Observar dor causada por movimentos forçados de extensão, flexão, varo e valgo.

IX)- Que detalhes devem ser notados no edema?

1. Se é intra ou extra-articular.
2. Localização do edema extra-articular.
3. Grau de edema – leve, moderado, severo.
4. As lesões severas frequentemente se apresentam com pouco edema intra-articular, porque o sangue escapa da articulação para dentro das partes moles.

X)- Quais são os pontos importantes na avaliação do mecanismo extensor?

1. Inspecionar o quadríceps femoral buscando atrofia, dolorimento e tônus. Observar displasia do vasto medial oblíquo.
2. Palpar o tendão do quadríceps buscando integridade ou dor.
3. Identificar a posição da patela (linha média, subluxada ou luxada).
4. Notar a altura da patela. A patela alta está associada com subluxação e a patela baixa com condromalácia.
5. Notar a mobilidade patelar.
6. Notar irregularidades retropatelares, que podem ou não estar associadas com dor.
7. A linha articular medial e as linhas articulares laterais, tendão patelar, coxim gorduroso anterior e tubérculo tibial são examinados avaliando dolorimento e tamanho.