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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Acessos Blog Semiologia Ortopédica 2015-2017

Acessos ao Blog desde novembro de 2015 a novembro de 2017. Agradecemos a todos pelo  incentivo ao nosso trabalho.





sexta-feira, 17 de novembro de 2017

CIRURGIAS ORTOPÉDICAS COMUNS – 1ª Parte

A ortopedia é a especialidade médica que cuida das doenças e deformidades dos ossos, músculos, ligamentos, articulações, enfim, elementos relacionados ao aparelho locomotor. A traumatologia é a especialidade médica que lida com o trauma esquelético do aparelho locomotor.
No Brasil as especialidades são unificadas, recebendo o nome de "Ortopedia e Traumatologia" e também a especialidade da odontologia intitulada Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial que, por sua vez, cuida do complexo bucomaxilofacial, propriamente dito. Existem diversas doenças ósseas que independem do trauma, como o câncer ósseo, luxações congênitas e deformidades ósseas que necessitam de tratamento médico. As hérnias de disco, causadoras de dores intensas na coluna, podem ser operadas tanto por ortopedistas como por neurocirurgiões, dependendo de sua formação médica. O aumento da velocidade de locomoção do ser humano trouxe também o “trauma”, considerado uma doença, ao contrário do antigo termo utilizado, que era "acidente".

Outro importante campo de atuação da especialidade é na área do esporte, onde temos as “lesões esportivas” com características próprias de cada esporte em particular (um gesto, uma lesão). As lesões decorrentes das atividades esportivas envolvendo o sistema músculo-esquelético de modo geral envolvem os músculos, tendões, cápsula e ligamentos articulares e os ossos nos mais diversos graus de comprometimento, afastando o atleta de suas atividades esportivas por tempo determinado, de acordo com a gravidade da lesão. Um acidente de trânsito terrestre, aéreo ou mesmo doméstico pode acarretar “fraturas ósseas complexas”, com perdas sanguíneas importantes. As fraturas podem ser "fechadas", isto é, houve uma fratura, mas a parte fraturada não se comunicou com o meio ambiente externo, sendo por isso considerada uma fratura limpa e que pode ser alinhada e mantida imobilizada com gesso.

Outro tipo de fratura é a "exposta", que ocorre quando a fratura tem alguma comunicação, ainda que seja por um pequeno orifício (punctiforme), com o meio exterior. Um exemplo seria um fêmur fraturado que rasgasse a pele e aparecesse um fragmento ósseo fraturado do lado de fora da  perna. Embora a traumatologia pareça ser o estudo de todo tipo de trauma, ela lida apenas com as lesões ósseas e musculares tendíneas dos membros superiores, inferiores, pelve e coluna. O trauma abdominal é visto pelo cirurgião geral, o trauma craniano pelo neurocirurgião, o trauma de tórax frequentemente é avaliado pelo ortopedista, porém as suas complicações Hemotórax, Pneumotórax são avaliadas pelo cirurgião torácico ou pelo cirurgião geral.



Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, as cirurgias ortopédicas tiveram seu grande avanço durante a Segunda Guerra Mundial, na Alemanha e na Itália, para tratar os soldados que estavam nos fronts. Atualmente, 90% das novas técnicas e avanços em cirurgia ortopédica vêm dos EUA. Por outro lado, na Europa, houve a criação e o desenvolvimento de um protocolo internacional para a classificação e princípios de tratamento das fraturas, pelo Grupo AO (Associação para Osteossíntises) na Suíça, que é seguido por ortopedistas do mundo todo.
"Antes, o tratamento ortopédico mais indicado era feito com o uso do gesso. Pessoas com qualquer problema ortopédico – traumas e/ou fraturas – passavam muito tempo imobilizadas. Hoje, a ortopedia tem indicações cirúrgicas precisas, sem a necessidade de o paciente ficar internado por muito tempo, utilizando técnicas minimamente invasivas e a colocação de pinos, parafusos ou placas por incisões na pele de poucos milímetros", explica o Dr. Reynaldo Jesus-Garcia, ortopedista do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

A Ortopedia hoje é dividida em várias subespecialidades, e cada articulação possui suas especificidades. As principais subespecialidades, que acompanham o movimento ortopédico mundial são coluna, joelho, mão e reimplantes, ombro, pé e tornozelo, quadril, tumores e fixadores externos, entre outras.
A ortopedia pediátrica também é uma subespecialidade importante e trata das doenças que comprometem o tecido musculoesquelético, como em crianças portadoras de sequelas da paralisia cerebral (PC) e da poliomielite (PI). De acordo com o Dr. Reynaldo Jesus-Garcia as técnicas cirúrgicas atuais trouxeram conforto e segurança tanto aos médicos quanto aos pacientes. O tempo de recuperação diminuiu consideravelmente – de três meses, (na época do gesso), para uma a duas semanas, em dias atuais, o da cirurgia minimamente invasiva, principalmente da artroscopia, contribuindo com a qualidade de vida do paciente. E, com isso, diminuindo também a incidência de infecção e dor, e melhorando a qualidade da pele.
"Hoje, a maior parte do material (Orthopedic Hardware) utilizado em cirurgias ortopédicas é feito de titânio e mais recentemente de cerâmica, o que reduz a taxa de rejeição", explica o médico, reforçando que tal material possibilita o uso da ressonância magnética sem interferência na imagem e tem maior durabilidade. Ainda segundo o Dr. Jesus-Garcia, as cirurgias de coluna, que antes levavam o paciente a ficar imobilizado por muito tempo, hoje só requerem, em média, duas semanas para que o paciente volte a sua rotina.

As artroscopias (ou cirurgias minimante invasivas) também vieram contribuir tanto para o sucesso do tratamento quanto para a qualidade de vida do paciente e para o conforto e segurança do cirurgião. Elas podem ser realizadas em ombro, punho, quadril, joelho, tornozelo e coluna.
"A artroscopia de joelho é a mais realizada no mundo inteiro, seguida da de ombro. Esta técnica não é feita somente para tratar fraturas, mas também em doenças crônicas, como artrites e artroses", comenta o médico. 


 Esta técnica cirúrgica minimamente invasiva contribuiu também para o aumento da visibilidade da ortopedia, pois cada vez mais profissionais buscam se especializar em uma área e, com isso, melhorar suas habilidades.

Fontes:
1)-  Kisner, C.; Colby, L.A.; Therapeutic Exercise – Foundations and Techniques – 2007, 5 th edition, FA Davis Company, Philadelphia, Pennsylvania.
2)- Salter, R.B.; Textbook of Disorders and Injuries of the Musculoskeletal System – 1999, Third Edition – Williams & Wilkins.
3)- Carvalho,J.A. ; Amputações de Membros Inferiores – 2ª edição – 2003 – Editora Manole.
4)- Brandão, J.M.; Fundamentos da Cirurgia Ortopédica.

5)- Fernandes, J.H.M.; e-Book ilustrado de Semiologia Ortopédica – módulos 3 e 4
Módulo 3 (Tumores ósseos – tratamento cirúrgico)
Módulo 4  (Níveis de amputação e soluções protéticas para os membros inferiores; Amputations and Prosthetics of the Upper Limb).

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

A Arte de Examinar

Fonte: Stock Photos
"Somente por meio de uma avaliação completa e sistemática pode-se obter um diagnóstico preciso. David Magee"

"Diagnóstico é apenas uma questão de aplicar a anatomia.    James Cyriax"

Para realizar o download do material completo de A Arte de Examinar do Professor José Heitor Machado Fernandes CLIQUE AQUI



terça-feira, 17 de outubro de 2017

Camisa Inteligente Monitora Postura

A postura corporal é um importante indicador para avaliar a saúde e qualidade de vida de um indivíduo, especialmente na terceira idade. Tecnologias capacitadas para monitorar a postura podem ser um instrumento valioso a fim de prevenir lesões e facilitar o envelhecimento saudável, no entanto, o desconforto de um material rígido fixado à coluna dificulta a aderência a estes aparelhos. Pensando nisso, o Departamento de Desenho Industrial da Universidade de Tecnologia de Eindhoven, na Holanda, em colaboração com outras universidades, concebeu um dispositivo wearable baseado em tecido. Em forma de camisa, o sistema oferece uma solução portátil para o monitoramento da postura em tempo real.

A peça, que ganhou o nome de Zishi, foi projetada para fornecer uma resposta precisa e informativa acerca da postura torácica do usuário. Equipado com sensores posicionados para detectar múltiplos pontos, o vestuário funciona em conjunto com um aplicativo de smartphone, útil para definir limites angulares para as diversas posições do braço, do ombro e do corpo como um todo. Quando o limite estabelecido é excedido, a roupa promove pequenas vibrações para alertar o usuário. O aplicativo, por sua vez, apresenta uma visualização da postura atual e as instruções para corrigi-la.




A usabilidade do sistema foi verificada através de um estudo conduzido com 50 idosos. Após serem apresentados a um cenário simulado que representa com precisão o uso real da peça, os participantes responderam um questionário para examinar suas percepções pessoais da tecnologia, assim como sua utilidade, facilidade de uso e intenção em utilizar. Os resultados indicaram que, embora existam receios sobre a utilização de tecnologias recentemente desenvolvidas, a maioria demonstrou-se disposto e até mesmo ansioso para vestir a camisa de monitoramento de postura em um futuro breve.

O estudo de avaliação, que confirmou o potencial de Zishi, também identificou uma série de requisitos necessários para extrair maior eficácia do dispositivo entre diferentes grupos de pacientes. O próximo passo será adaptar tais funcionalidades ao aparelho, assim como explorar mais possibilidades de detecção. A expectativa de seus desenvolvedores é que, nos próximos anos, a peça possa se tornar um apoio na prevenção e tratamento da dor espinhal, além de um grande auxílio para a reabilitação de pacientes com lesão medular.


Luva Inteligente Traduz Linguagem de Sinais


Engenheiros da Universidade da Califórnia em San Diego, EUA, desenvolveram uma luva inteligente capaz de traduzir o alfabeto de sinais em texto e transmitir os gestos da linguagem por meio de um controle virtual. O dispositivo, nomeado de “A Linguagem da Luva”, foi construído com menos de US$ 100 utilizando artefatos eletrônicos elásticos e imprimíveis em 3D. Até o momento, o aparato está habilitado para converter a língua de sinais americana, conhecida como ASL.

Para produzir o mecanismo, a equipe utilizou uma luva atlética de couro comum e aderiu sensores elásticos nos pontos das juntas de cada dedo. Feitos de tiras finas de um polímero à base de silício, os sensores são capazes de alterar, esticado ou dobrado, a sua resistência elétrica. Isto permite que o mecanismo codifique diferentes letras do alfabeto de sinais com base nas posições de todos os dedos. Usando uma placa de circuito impressa na luva, o dispositivo também transmite os sinais via Bluetooth a uma tela de um smartphone ou computador.




A luva sem fio pode traduzir todas as 26 letras do ALS em texto. A próxima versão do protótipo está sendo otimizada para contemplar tato, evolução que permitiria o controle e reprodução de sensações táteis virtualmente. Além da decodificação da linguagem gestual, os pesquisadores estão trabalhando para que a plataforma de baixo custo possa ser utilizada em uma variedade de outras aplicações, como teletransmissão e controle virtual de máquinas e outros dispositivos.




Fonte: UCSD