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terça-feira, 13 de junho de 2017

Medicina no Campo

Atuação do parasitologista Samuel Pessoa ajudou a criar uma tradição intelectual de compromisso da saúde pública com os mais pobres
A ocupação das áreas rurais do estado de São Paulo, desencadeada pela expansão da indústria cafeeira em fins do século XIX, contribuiu para a degradação das condições de vida nos campos e eclosão de diversas epidemias. Alguns médicos atribuíam esses problemas ao clima tropical do país, outros, à ausência do poder público nessas regiões. Para o parasitologista Samuel Pessoa, no entanto, a situação nos campos precisava ser interpretada à luz de uma abordagem mais ampla, apoiada em uma visão marxista. A onipresença das doenças nas regiões agrícolas, segundo ele, seria consequência da estrutura econômica rural, sendo o latifúndio elemento central para a compreensão das doenças endêmicas do Brasil agrário.
A atuação de Pessoa como médico, professor e militante comunista contribuiu para a institucionalização do ensino e da pesquisa em parasitologia médica e higiene rural no país, em um período em que as condições de vida da população eram deixadas de lado quando se estudavam as doenças que afligiam os brasileiros nos campos. Os documentos que acumulou ao longo de sua trajetória agora estão disponíveis para consulta pública no Centro de Apoio à Pesquisa em História “Sérgio Buarque de Holanda”, da Universidade de São Paulo (USP). São mais de 2.500 itens, como artigos, cartas, fotos, entre outros, todos organizados e digitalizados pela historiadora Aline Lacerda, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, em colaboração com profissionais da USP.
Samuel Barnsley Pessoa (1898-1976) nasceu em São Paulo. Ingressou em 1916 na recém-criada Faculdade de Medicina e Cirurgia de São Paulo, uma das unidades fundadoras da USP, em 1934. A instituição à época negociava com a Fundação Rockefeller recursos para a pesquisa e a criação de um laboratório de higiene na instituição, o que ocorreu a partir de um acordo firmado em 1918. Não por acaso, para obtenção do diploma médico, Pessoa apresentou em 1922 um estudo sobre a ancilostomíase, cujo tratamento e prevenção estavam no centro das preocupações da fundação na América Latina.


Trajetória de Samuel Pessoa o consagrou como expoente em parasitologia médica e higiene rural no Brasil
No mesmo ano obteve uma bolsa da Rockefeller para trabalhar em postos de saúde no interior de São Paulo e estudar endemias em regiões agrícolas. “Foi quando se aproximou da realidade das populações rurais de São Paulo, verificando os primeiros indícios da relação tácita entre latifúndio, pobreza, fome e endemias rurais”, conta o cientista político Gilberto Hochman, da Fiocruz, que estudou os arquivos do médico antes de eles serem disponibilizados.
Aos 33 anos de idade, Pessoa tornou-se professor de parasitologia médica na Faculdade de Medicina de São Paulo, assumindo uma das principais posições de ensino e pesquisa médica no Brasil. Formou várias gerações de cientistas, entre eles os parasitologistas Luiz Hildebrando Pereira da Silva, morto em 2014, Ruth e Victor Nussensweig e Erney Plessmann de Camargo. “Pessoa sempre exigia envolvimento social de seus colaboradores”, conta Erney Camargo, pesquisador do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP. “Mais de uma vez me provocou por eu estar mais preocupado com a pesquisa básica do que com a aplicada à saúde pública.”
Em 1942, Pessoa tornou-se diretor de Saúde Pública de São Paulo e descentralizou a administração sanitária do estado, permitindo maior autonomia local para o controle das doenças rurais. Ficou no cargo até 1944, quando retornou à USP. Sua trajetória como médico e professor desenvolveu-se em meio a acontecimentos políticos importantes, como a Revolução de 1932, a ditadura do Estado Novo (1937-1945) e a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Contaminado pela efervescência política da época, filiou-se ao Partido Comunista do Brasil (PCB).
Com sua esposta, Jovina Pessoa, em visita à China, em 1952, para análise de denúncia de uso de armas biológicas pelos Estados Unidos
Segundo Hochman, Pessoa ajudou a criar uma área do conhecimento genuinamente nacional. Seus trabalhos sobre as condições sanitárias das populações nordestinas foram fundamentais para a criação do Serviço Nacional de Malária, embrião do Departamento Nacional de Endemias Rurais (DNERu). “Com seus assistentes, estudou em todo o país os transmissores da doença de Chagas, leishmanioses e esquistossomose”, afirma Camargo. “Em São Paulo, seus estudos ajudaram a orientar o Serviço de Profilaxia da Malária, criado em 1943.” Pessoa publicou 352 trabalhos científicos, mais de 50 artigos em jornais e nove livros, entre os quais Parasitologia médica, de 1946. A obra tornou-se leitura obrigatória em todas as escolas de medicina do país, com edições atualizadas até 1982.
Em 1952, o parasitologista foi convidado para participar da comissão responsável pela investigação do uso de armas biológicas pelos Estados Unidos na Guerra da Coreia. O trabalho da comissão resultou em um documento de 600 páginas, confirmando o uso de armas biológicas pelos norte-americanos. “Pessoa obteve enorme visibilidade pública por sua participação nesse episódio”, explica Hochman. “Isso lhe custou processos, perseguições pela polícia política e desafetos dentro da Rockfeller e da comunidade médica brasileira”, conta. Após se aposentar da USP, em 1956, Pessoa iniciou um período profícuo de incursões pelo país. Ofereceu cursos de graduação e organizou centros de pesquisas em Alagoas, Sergipe, Bahia, Paraíba, entre outros, até meados dos anos 1970.

terça-feira, 6 de junho de 2017

ESCLEROSE MÚLTIPLA: Pacientes terão novo medicamento


O teriflunomida estará disponível em até 180 dias nas unidades de saúde, devendo atender cerca de 12 mil pessoas em todo o país
Os pacientes diagnosticados com esclerose múltipla terão mais uma opção de tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde incorporou o medicamento teriflunomida. A nova medicação, além de oferecer redução dos surtos e da progressão da doença com menores riscos aos pacientes, será o primeiro medicamento da primeira linha de cuidado, por via oral.
A novidade estará disponível em até 180 dias nas unidades de saúde do país e deve atender, cerca de 12 mil pacientes, que já recebem tratamento na rede pública de saúde, além dos novos casos diagnosticados.
A Esclerose múltipla (EM) é uma doença autoimune que acomete o sistema nervoso central (SNC), mais especificamente a substância branca, causando desmielinização e inflamação. Afeta usualmente adultos na faixa de 18-55 anos de idade. No Brasil, sua taxa de prevalência é de aproximadamente 15 casos por cada 100.000 habitantes (1,2). Há quatro formas de evolução clínica: remitente-recorrente (EM-RR), primariamente progressiva (EM-PP), primariamente progressiva com surto (EM-PP com surto) e secundariamente progressiva (EM-SP). A forma mais comum é a EM-RR, representando 85% de todos os casos no início de sua apresentação.
O quadro clínico se manifesta, na maior parte das vezes, por surtos ou ataques agudos, podendo entrar em remissão de forma espontânea ou com o uso de corticosteroides (pulsoterapia). Os sintomas mais comuns são neurite óptica, paresia ou parestesia de membros (refere-se às sensações cutâneas como formigamento, pressão, frio ou queimação), disfunções da coordenação e equilíbrio, mielites, disfunções esfincterianas e disfunções cognitivo-comportamentais, de forma isolada ou em combinação. Recomenda-se atentar para os sintomas cognitivos como manifestação de surto da doença, que atualmente vem ganhando relevância neste sentido.

TRATAMENTO – O SUS atualmente oferece seis medicamentos para o tratamento da doença, são os remédios, betainterferona (1a injetável e1b injetável); fingolimode 0,5mg; glatiramer 20 mg injetável; natalizumabe 300 mg; azatioprina 50 mg e o metilprednisolona 500mg.

Além do novo medicamento, as betainterferonas e o acetato de glatirâmer, que são os medicamentos de primeira escolha, oferecem menores riscos aos pacientes durante o tratamento. As outras opções, fingolimode e natalizumabe são reservados para pacientes que não obtiveram resposta às opções iniciais. O SUS oferece ainda 277 hospitais habilitados como Unidade de Assistência ou Centro de Referência de Alta Complexidade em Neurologia/Neurocirurgia, no Brasil.

Síndrome das Pernas Inquietas



Síndrome das pernas inquietas Restless ou excitação são doenças comuns, é uma desordem neurológica que provoca desejo incontrolável de mover as pernas decorrentes de um sentimento de dor, formigamento, formigamento e queimar.

Em metade dos casos, existe uma história familiar; a idade de início é anterior e, em seguida, a gravidade dos sintomas mais importantes. Recentemente, a contribuição de fatores genéticos na etiologia de impaciência foi reforçada pela descoberta de três loci de susceptibilidade localizados nos cromossomas 12, 14 e 9.

Em 1995, a síndrome de pernas inquietas Grupo Internacional de Estudo estabeleceu quatro critérios essenciais para o diagnóstico desta doença.

Critérios de diagnóstico da síndrome Restless do despertar.

  • Necessidade irresistível para mover-se associada com a presença de parestesias / disestesias.
  • Normalmente eventos bilaterais, sentidos principalmente nos membros inferiores e descrito por expressões como formigamento, sensação de aperto, formigamento, dormência, geralmente tipo indolor.
  • Presença exclusiva ou agravamento de sintomas no repouso e alívio, pelo menos parcialmente, pelo movimento.
  • Atividade motor repetitivo (inquietação motora) expressões de espontânea ou deliberada, para aliviar a parestesia.
  • Sintomas preferenciais ou agravamento da noite ou durante a noite.


Os estudos polissonográficos mostraram que em 80% dos casos, foi associada com a síndrome de vigília Restless de movimentos periódicos das pernas durante o sono. Além disso, o sono noturno é frequentemente interrompida, causando fadiga e sonolência excessiva.

Quem é afetado?
Na América do Norte e na França, cerca de 1 em cada 10 sofre de síndrome das pernas inquietas. De acordo com estudos epidemiológicos, seria mais comum em algumas populações: o caso do Norte italianos e franco-canadenses. Em Quebec, 15% das pessoas com essa síndrome. Isto é devido a uma anormalidade genética, transmitido a partir de uma geração para a outra.

O idiopica ( causa desconhecida )
A idade de início é geralmente na terceira década, mas pode ocorrer mais cedo ou mais tarde. Embora a síndrome das pernas inquietas é uma condição crônica, sua intensidade varia ao longo da vida, o que pode tornar alternam períodos de exacerbação e relativa calma. Os movimentos podem ser de interesse, especialmente em casos graves, os membros superiores de 22 a 50% dos casos.

Formas secundárias 
A maioria da síndrome das pernas inquietas é idiopática. No entanto, várias associações patológicas têm sido relatados formas sintomáticas têm características clínicas semelhantes de formas idiopáticas.
Insuficiência renal, especialmente se for dialisados, gravidez, especialmente durante o último trimestre, a deficiência de ferro com ou sem anemia, deficiências de vitamina B12 ou folato, diabetes, neuropatia periférica, artrite reumatóide, certa doenças degenerativas (Parkinson, ALS), medula espinal e, finalmente, com algumas drogas (inibidores de recaptação de serotonina, antidepressivos tricíclicos, lítio).

Tratamento da toxicodependência
O tratamento utiliza diferentes tipos de moléculas: tratamento dopaminérgico, benzodiazepinas, opióides, alguns anti-convulsiva. O L.dopa combinado com um inibidor de descarboxilase dopa (Modopar® ou Sinemet®), é um tratamento simples na medida em que ele é desprovido de efeitos colaterais significativos.

A suplementação de ferro e ácido fólico, possivelmente, embora pareça que melhorou impaciência ocorreu durante a deficiência de ferro (ferritina <50 microgramas / L) ou anemia megaloblástica, não melhorou a impaciência idiopática.

efeitos terapêuticos significativos foram relatados com morfina, codeína, metadona e tramadol. Um estudo da propoxifène mostrou nenhum efeito benéfico.
Este tipo de tratamento é controverso, devido ao risco de dependência e vício associado com estas substâncias. É a priori reservado para pacientes com sintomas graves não melhoradas por outros métodos.


terça-feira, 30 de maio de 2017

100 Mil Visitas no Blog

Chegamos a marca de 100 mil visitas ao blog Semiologia Ortopédica. Isso é fruto de um grande trabalho de pesquisa, estudo e parceria com diversos profissionais nesses anos todos que o blog está no ar. Nosso trabalho continua! 

Confira nossas postagens, há sempre material novo toda a semana.


Lesões no joelho: Como cuidar e evitar?



Difícil encontrar algum aficionado de esportes ou academia que não tenha passado qualquer perrengue com os joelhos pelo menos uma vez na vida. Porém, se as articulações dessa região costumam estar na berlinda com certa frequência, isso não significa que a atividade física deva ser deixada de lado. Mexer o corpo e ter joelhos saudáveis são duas coisas conciliáveis, sim. E a confirmação vem de descobertas científicas recentes.

Um desses trabalhos foi conduzido por várias instituições americanas e acompanhou 2 637 pessoas durante dez anos – uma parte era amante de corrida e a outra nunca tinha experimentado a atividade. Resultado: aqueles que calçavam o tênis e davam uns piques por aí não demonstraram maior risco de desenvolver osteoartrite no joelho, uma doença dolorosa na qual a cartilagem das juntas se desgasta e piora ao longo do tempo.

Outro estudo que inocenta os exercícios físicos da acusação de detonar os joelhos vem da Universidade de Brigham Young, também nos Estados Unidos. Os pesquisadores analisaram sinais inflamatórios nessa articulação de homens e mulheres entre 18 e 35 anos, antes e depois da corrida. E adivinha? Os índices de inflamação na região caíram após 30 minutos de atividade.

Ficou animado para trotar no parque ou bater aquela pelada com os amigos? Para os joelhos colherem os benefícios dos exercícios sem passar por sufoco, algumas medidas são imprescindíveis. “Entre os principais fatores que provocam lesão na área estão baixo condicionamento físico e flexibilidade limitada”, contextualiza o ortopedista Marco Demange, chefe do Grupo de Joelho do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas de São Paulo.

A melhor maneira de resolver tais questões é investir no aquecimento e no alongamento antes do suadouro. “A passagem do repouso para o ritmo de treino deve ser progressiva”, orienta o especialista em medicina esportiva Ricardo Munir Nahas, diretor da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte. “E o alongamento precisa ser realizado com o corpo já aquecido”, pontua.

Fortalecimento muscular, postura e execução correta dos movimentos entram no combo em defesa dos joelhos. Até a escolha do calçado faz diferença. Mas a medida básica – e talvez mais importante – é não forçar a barra, como se fosse um atleta olímpico. Agora, para quem realiza esportes que envolvem contato com outros jogadores, como futebol e basquete, tem ainda a preciosa dica de escapar de encontrões perigosos. “Movimentos de rotação do joelho e, principalmente, mudanças bruscas de direção podem causar o rompimento do ligamento cruzado anterior”, informa Demange. “E, na maioria dos casos, esse tipo de lesão requer tratamento com cirurgia”, acrescenta.

Até aqui você aprendeu o que fazer para prevenir uma lesão. Mas como agir quando não consegue escapar dela? Primeiramente, não dá para abrir mão do acompanhamento profissional. “O tratamento de um joelho machucado depende da sua gravidade. Cabe a um médico avaliar o grau da lesão e indicar os procedimentos adequados para a sua recuperação”, esclarece o ortopedista Mário Lenza, do Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista.

O assunto rende tanto pano para manga que, em 2015, cientistas de várias partes do mundo se reuniram no IV Congresso Internacional de Pesquisa de Dor Patelofemoral, em Manchester, na Inglaterra, para discutir as condutas mais corretas quando os joelhos sofrem. Ao fim do encontro surgiu uma espécie de guia com diversas recomendações.

A primeira delas é não negligenciar incômodos na região. “Dores na articulação do joelho são frequentes em quem pratica atividades físicas. Porém, apesar de sua alta incidência, elas não devem ser consideradas normais”, concorda o ortopedista e cirurgião de joelho Pedro Baches Jorge, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Por isso, nada de achar que a fisgada foi motivada por um treino supereficiente. Dor de início súbito e persistente, além de dificuldade de movimento ou inchaços nas articulações, é alerta de que algo não vai bem. De novo: tem que buscar um especialista para um panorama preciso da situação. Outra orientação levantada naquela reunião de experts é não se afundar no sofá após uma contusão.
O certo é apostar em uma reabilitação que inclua atividade física. “Enquanto sessões de fisioterapia auxiliam na cicatrização da lesão, os exercícios podem ser direcionados para o fortalecimento das áreas afetadas”, explica Lenza.


Aliás, fortalecimento é palavra de ordem nesse período. Tanto é que deve envolver outras regiões fora o joelho contundido. “Hoje sabemos que não basta olhar só para a musculatura ali ao redor. O equilíbrio se inicia nos quadris”, ensina Baches. “Essa estrutura é fundamental na absorção de impacto. Portanto, ele ajuda a não sobrecarregar a articulação dos joelhos”, explica o fisioterapeuta Thiago Fukuda, diretor clínico do Instituto Trata, em São Paulo. Definitivamente não dá para deixar essa parte do corpo de fora do treinamento.


segunda-feira, 29 de maio de 2017

Exame de Sensibilidade nos Pés - Semmes-Weinstein

A perda da sensibilidade é o principal fator preditivo do desenvolvimento de úlceras nos pés, por isso o exame neurológico regular dos pés de todos os pacientes diabéticos é essencial. Tal exame inclui o teste de sensação vibratória utilizando-se um diapasão de 128 Hz, a sensação dolorosa com um pino, apenas quando a pele estiver intacta, e a sensação profunda com o martelo (pesquisa do reflexo de tendão de Aquiles).

Além dessa simples avaliação, o teste semi-quantitativo com o uso de um monofilamento de 10 g (monofilamento de 5.07 de Semmes-Weinstein) é utilizado para determinar futuros riscos de ulceração.O exame com o monofilamento de 5.07 de Semmes-Weinstein, deve seguir os seguintes passos:



  • O exame da sensibilidade deve ser realizado em um ambiente calmo e relaxante.
  • Inicialmente, aplique o monofilamente na mão, ou no cotovelo, ou na fronte do paciente de modo que ele saiba o que será testado.
  • O paciente não deve ver quando o examinador aplica o filamento. Os três locais de teste em ambos os pés recomendados são: 1º, 3º e 5º pododáctilos e 1º, 3º e 5º metatarsos.
  • Aplique o monofilamento perpendicular à superfície da pele.
  • Aplique apenas uma força suficiente para encurvar o monofilamento.
  • A duração total do procedimento, do contato com a pele e da remoção do monofilamento, não deve exceder 2 segundos.
  • Aplique o monofilamento em torno do perímetro de uma úlcera, calo, cicatriz, ou necrose, nunca sobre tais lesões. Evite deslizar o monofilamento sobre a pele, não faça toques repetitivos sobre a área de teste.
  • Pressione o monofilamento sobre a pele e pergunte ao paciente SE ele sente a pressão aplicada (sim/não) e ONDE a pressão está sendo aplicada (pé direito/ pé esquerdo).
  • Repita a aplicação duas vezes no mesmo local e alterne com, pelo menos, uma aplicação simulada, na qual o monofilamento não é aplicado; faça três perguntas por local de aplicação.
  • A sensação protetora esta presente se o paciente responder corretamente a duas das três aplicações.
  • A sensação é considerada ausente diante de duas das três respostas incorretas, então o paciente é considerado em risco de ulceração.
  • Procure encorajar o paciente durante o teste.






domingo, 28 de maio de 2017

Pé Diabético

      O pé diabético é uma série de alterações anatomopatológicas e neurológicas periféricas que ocorrem nos pés de pessoas acometidas pelo diabetes mellitus. Essas alterações constituem-se de neuropatia diabética, problemas circulatórios, infecção e menor circulação sanguínea no local.  

Essas lesões geralmente apresentam contaminação por bactérias, e como o diabetes provoca uma demora na cicatrização, ocorre o risco de o pé ser amputado. O pé diabético ocorre pela ação destrutiva do excesso de glicose no sangue.  A nível vascular causa endurecimento das paredes dos vasos, além de sua oclusão, o que faz a circulação diminuir, provocando isquemia e trombose.

      O portador de diabetes melito tem uma sobrevida maior a cada dia, convivendo com complicações crônicas da doença. O pé diabético é um importante problema de saúde pública, sendo a maior causa de internação nestes pacientes e de amputações, com redução importante da qualidade de vida. É necessária a realização de avaliação sistemática do pé do paciente diabético nos vários níveis de atenção à saúde.


O Consenso Internacional sobre Pé diabético preconiza o rastreamento do pé em risco com o diapasão de 128 Hz para avaliar a sensibilidade vibratória, monofilamento de Simmes-Weinstein e chumaço de algodão para a sensibilidade tátil e tubos de ensaio com substâncias frias e mornas para sensibilidade térmica, assim como objetos pontiagudos para sensibilidade dolorosa.



Locais de risco

  • Dedos: podem ser formadas deformidades, que por pressão formam calosidades ulceráveis.
  • Sulcos interdigitais: local com facilidade para fissuras e cortes, além da presença de fungos.
  • Região distal do pé: metatarsos ulcerados podem levar a osteomielite.
  • Região medial do pé: é um local de apoio, sujeito a calosidades.




      A detecção de diminuição de sensibilidade ao monofilamento ou de insuficiência circulatória periférica, assim como a presença de lesões pré-ulcerativas cutâneas ou estruturais, definem o paciente em risco para úlceras.

      Esses pacientes devem receber material informativo de educação, avaliação freqüente, receber cuidados por profissional habilitado a cerca do uso de calçados adequados e acesso a um tipo de calçado especial, se houver deformidades (GROSS, J. L.; NEHME, M. Detecção e tratamento das complicações crônicas do diabetes melito: Consenso da Sociedade Brasileira de Diabetes e Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Rev Ass Méd Brasil. 45 (3): 279-284, 1999).




Princípios do tratamento de feridas de pé diabético

      Segundo os artigos: Practical guidelines on the management and prevention of the diabetic foot e Diabetic foot disorders: a clinical practice guideline (em inglês) , baseados no consenso internacional sobre pé diabético (1997) e preparados por grupos de trabalho distintos, o tratamento de pacientes com feridas de pé diabético segue as segunites diretrizes:

  • Alívio da compressão e proteção da úlcera
  • Restabelecimento da perfusão sanguínea cutânea
  • Tratamento de infecções
  • Controle metabólico e tratamento de comorbidades
  • Cuidados locais com a ferida
  • Inspeção frequente da ferida;
  • Debridamento frequente de ferida (procedido por profissionais habilitados);
  • Controle de exsudação e manutenção de ambiente úmido;
  • Considerar terapia com curativos a pressão negativa no pós-operatório;
  • Emprego de produtos biologicamente ativos (colágenos, fatores de crescimento, tecidos de bioengenharia) em úlceras neuropáticas;
  • Oxigenoterapia hiperbárica;
  • Emprego de curativos com sais de prata ou outros agentes antimicrobianos.


Ficha de Rastreamento

História prévia:

  • Úlcera, amputação, morar sozinho, educação terapêutica prévia, acesso ao sistema de saúde

Calçados

  • Adequados
  • Inadequados


Exame clínico:

  • Pele (rachaduras, cianose, rubor, pêlos)
  • Unhas
  • Deformidades
  • Sinal da prece
  • Úlcera ativa




Como Prevenir?



Classificação de Risco e Referência





Consenso Internacional sobre Pé Diabético


Consenso Internacional sobre Pé Diabético


Pé Diabético no contexto da Neuropatia Diabética e Doença Arterial Periférica