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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

20 Países com Maior Acesso no Blog Semiologia

Agradecemos as visitas feitas a esse blog científico de Semiologia em 2016. E renovamos nossos votos de boas festas e muitas realizações em 2017. Contamos com o interesse de vocês pelos materiais aqui disponibilizados e procuraremos melhorar constantemente nossa produção no próximo ano.

Vista panorâmica de acesso mundial



20 países com maior acesso de um total de 105 nações


Retrospectiva de 2016




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domingo, 18 de dezembro de 2016

Lesões Ligamento do Joelho Parte II

Lesões do ligamento colateral


O joelho é a maior articulação sinovial do corpo e uma das mais complexas. Também é vital para o movimento.
Os ligamentos do joelho conectam o fêmur com os ossos de perna (tíbia e fíbula). Entorse ou ruptura ligamentar no joelho são lesões comuns na prática de esportes.
Atletas que praticam esportes de contato direto como o futebol ou futebol americano são mais suscetíveis de traumatisar os ligamentos colaterais.

Anatomia
Anatomia normal do joelho, vista frontal 

Três ossos se reúnem para formar a articulação do joelho: o fêmur, a tíbia e a patela. A patela situa-se na frente da articulação para fornecer alguma proteção.
Os ossos estão ligados entre si por ligamentos. Existem quatro ligamentos principais no joelho. Eles agem como cordas fortes para manter os ossos aproximados na posição anatômica, e, manter o joelho estável.
Ligamentos cruzados

Estes são encontrados dentro de sua articulação do joelho. Eles se cruzam para formar um "X" com o ligamento cruzado anterior na frente do ligamento cruzado posterior.
Os ligamentos cruzados controlam o movimento do joelho para frente e para trás.
Ligamentos colaterais

Estes são encontrados nas faces laterais do joelho. O ligamento colateral medial ou de "dentro" (LCM) conecta o fêmur à tíbia. O ligamento colateral lateral ou "de fora" (LCL) conecta o fêmur ao osso menor da perna (a fíbula). Os ligamentos colaterais controlam o movimento lateral do joelho e previnem um movimento anormal.
Descrição
Como a estabilidade do joelho depende apenas destes ligamentos e dos músculos adjacentes esta articulação pode ser facilmente traumatizada. Qualquer contato forte com o joelho ou uma contração muscular direta e intensa — tais como mudar de direção rapidamente durante a corrida — pode lesar o ligamento do joelho.
As "entorses" ligamentares são lesões classificadas em uma escala de gravidade.
Entorse de 1º grau.  o ligamento é levemente danificado em uma entorse de 1º grau. Ele é um pouco esticado, mas ainda permanece capaz de manter a articulação estável.
Entorse de 2 º grau. A entorse de 2º grau estira o ligamento, tornando-o frouxo. Isso muitas vezes é referido como uma ruptura parcial do ligamento.
Entorse de 3º grau. Este tipo de entorse é mais comumente referido como uma ruptura completa do ligamento. O ligamento é rompido em duas partes, e a articulação do joelho torna-se instável.
Rupturas completas do LCM  (à esquerda) e LCL (à direita). 

O LCM é traumatizado mais frequentemente do que o LCL. Devido à anatomia mais complexa na parte externa do joelho, se houver trauma do LCL, geralmente, também, haverá lesão em outras estruturas da articulação.
Causa
As lesões dos ligamentos colaterais geralmente são causadas por uma força que empurra o joelho lateralmente. Muitas vezes, trata-se de lesões por contatos diretos, mas nem sempre (por exempo, pressão de parachoque de automóvel encostando lateralmente na perna).
As rupturas do ligamento colateral medial ocorrem frequentemente na sequência de um golpe direto à parte externa do joelho. Isso empurra o joelho para dentro (em direção do joelho).
Golpes na face medial do joelho empurram esta articulação para fora e podem lesar o ligamento colateral lateral.
Sintomas
  • Dor  faces laterais do joelho. Se houver uma lesão do LCM, a dor é na parte interna do joelho; uma lesão do LCL pode causar dor na parte externa do joelho.
  • Edema no local da lesão.
  • Instabilidade — produz uma sensação de que seu joelho está frouxo.

Exame médico
Exame físico e história do paciente
Durante a primeira visita, o médico vai falar com o paciente sobre seus sintomas e seu histórico médico.
Durante o exame físico, o médico irá verificar todas as estruturas do joelho lesado e compará-las com seu joelho normal. A maioria das lesões ligamentares podem ser diagnosticadas com um minucioso exame físico do joelho.
Testes de imagem
Outros testes que podem ajudar o médico a confirmar seu diagnóstico incluem:
Raios-x. Embora não mostram qualquer lesão nos seus ligamentos colaterais, os raios-x pode mostrar se a lesão ligamentar está associada a algum trauma ósseo.
MRI. Este estudo produz melhores imagens dos tecidos moles, como os ligamentos colaterais.

Fonte:
Desenvolvido pela Sociedade Americana de Ortopedia para Medicina Esportiva.
Esta informação é fornecida como um serviço educacional e não se destina a servir como Conselho médico. Quem procura aconselhamento ortopédico ou assistência deve consultar um cirurgião ortopédico.



Lesões Ligamento do Joelho Parte I

Lesões do ligamento cruzado anterior


Uma das lesões mais comuns do joelho é a ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA).
Atletas que participam em esportes de alta demanda, como futebol, futebol de salão e basquete são mais suscetíveis de traumatisar seu ligamento cruzado anterior.
Se você  romper o seu ligamento cruzado anterior, você pode necessitar de cirurgia para recuperar a função total do joelho. Isso vai depender de vários fatores, tais como a gravidade da sua lesão e seu nível de atividade.

Anatomia

Anatomia normal do joelho, vista frontal. 

Três ossos se reúnem para formar a articulação do joelho: seu osso da coxa (fêmur), um dos ossos da perna (tíbia) e a rótula (patela). Sua patela situa-se na frente da articulação para fornecer alguma proteção.

Os ossos estão ligados entre si por ligamentos. Existem quatro ligamentos principais no joelho. Eles agem como cordas fortes para manter os ossos juntos e manter o joelho estável.
Ligamentos colaterais

Estes são encontrados nas faces laterais do joelho. O ligamento colateral medial localiza-se na face medial ou interna do joelho e o ligamento colateral lateral está na face lateral ou no lado de fora. Eles controlam o movimento lateral do joelho e o estabilizam contra movimento anormal.
Ligamentos cruzados
Estes ligamentos são encontrados dentro da articulação do joelho. Eles se cruzam para formar um "X", com o ligamento cruzado anterior na frente do ligamento cruzado posterior. Os ligamentos cruzados controlam o movimento para trás e para frente do joelho.
O ligamento cruzado anterior funciona diagonalmente no meio do joelho. Ele impede que a tíbia deslize para fora na frente do fêmur, bem como fornece a estabilidade rotacional do joelho.
Descrição
Cerca da metade de todas as lesões do ligamento cruzado anterior ocorrem juntamente com danos a outras estruturas do joelho, como outros ligamentos, menisco ou cartilagem articular.
“Entorses do Joelho” são consideradas lesões ligamentares e são classificadas em uma escala de gravidade crescente.
Entorse de 1º grau -  O ligamento é levemente danificado em uma entorse de 1º grau. Ele tem sido um pouco esticado, mas é ainda capaz de ajudar a manter a articulação estável.
Entorses de 2º grau - A entorse de 2º grau estende o ligamento a ponto de torná-lo frouxo. Algumas fribras de colágeno do ligamento são rompidas.  Isso é muitas vezes referido como uma ruptura parcial do ligamento.
Entorses de 3º  grau - Este tipo de entorse é mais comumente referido como uma ruptura completa do ligamento. O ligamento é dividido em duas partes, e a articulação do joelho torna-se instável.

Rupturas parciais do ligamento cruzado anterior são raras; a maioria das lesões LCA são completas ou quase completas.

Causa
  • O ligamento cruzado anterior (LCA) pode ser lesado de várias maneiras:
  • Mudança rápida de direção;
  • Parando de repente;
  • Aterragem de um salto incorretamente;
  • Contato direto ou colisão (prática esportiva – futebol);


Vários estudos têm mostrado que atletas do sexo feminino têm maior incidência de lesão do LCA do que atletas masculinos em certos esportes. Propôs-se que isto ocorre devido às diferenças no controle neuromuscular, na força muscular e no condicionamento físico. Outras causas sugeridas incluem diferenças na pelve e no alinhamento da (perna) da extremidade inferior, maior frouxidão nos ligamentos e os efeitos do estrogênio nas propriedades do ligamento.
Sintomas
Quando há trauma do ligamento cruzado anterior, pode-se ouvir um barulho de "estalar" e se pode sentir o joelho instável.Outras sintomas típicos incluem:
  • Dor com edema. Dentro de 24 horas, o joelho vai inchar. Se ignorado, o inchaço e a dor podem se resolver por conta própria. No entanto, se a pessoa que traumatisou o joelho tentar retornar ao esporte, o joelho será, provavelmente, instável e haverá maior risco de causar danos à cartilagem de amortecimento do joelho (menisco).
  • Perda da amplitude total de movimento
  • Desconforto ao andar

Exame médico

Exame físico e história do paciente
Durante a primeira visita, o médico perguntará quais são os sintomas e qual é o histórico médico do paciente.
Durante o exame físico, o médico irá verificar todas as estruturas anatômicas do joelho lesado e as comparar com as do joelho não traumatizado.
A maioria das lesões do ligamento pode ser diagnosticada com um minucioso exame físico do joelho. O teste de Lachaman tem grande sensibilidade de 80 a 99% para detectar a ruptura do ligamento cruzado anterior.
Sensibilidade de um teste físico ortopédico especial é a proporção dos indivíduos com a doença, que têm um teste positivo para a doença.

Testes de imagem
Outros testes que podem ajudar o médico a confirmar seu diagnóstico incluem:
Raios-x. Embora eles não mostrem quaisquer danos no ligamento cruzado anterior, os raios-x podem mostrar se a lesão está associada com um arrancamento ósseo.
MRI. Este estudo faz melhores imagens dos tecidos moles, como o ligamento cruzado anterior. No entanto, uma ressonância magnética geralmente não é necessária fazer o diagnóstico de um LCA rompido.

Desenvolvido pela Sociedade Americana de Ortopedia para Medicina Esportiva.
Esta informação é fornecida como um serviço educacional e não se destina a servir como Conselho médico. Quem procura aconselhamento ortopédico ou assistência deve consultar um cirurgião ortopédico.



sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

A SÍNDROME DO IMOBILISMO

Milene Silva FerreiraDoutora em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

A Síndrome do Imobilismo é caracterizada por alterações nos diversos tecidos e sistemas orgânicos secundárias ao repouso prolongado, podendo ser sistêmicas ou segmentares. Várias condições patológicas podem levar ao imobilismo, como: doenças neurológicas, ortopédicas, reumatológicas, cardiopulmonares, má nutrição, patologias dos pés, quadros dolorosos, alterações psicoafetivas, demências, neoplasias, vestibulopatias etc.


A prevenção de tais complicações deve ser o princípio básico de qualquer plano de tratamento, visto que muitas das alterações secundárias à síndrome do imobilismo são irreversíveis. É fato que tais complicações se instalam rapidamente, ao passo que a recuperação se dá de forma lenta e dificultosa.
Quando se fala de imobilismo, o pensamento deve se voltar não só ao paciente confinado  ao leito, mas também se deve lembrar dos dependentes de cadeira de rodas e dos imobilismos segmentares, como, por exemplo, na fratura de Colles durante a manutenção de uma tala gessada e do gesso circular, quando deve haver a preocupação de se manter íntegras as demais articulações.
No caso de a restrição ao leito não poder ser evitada, várias medidas devem ser tomadas a fim de prevenir ou, ao menos, minimizar as complicações, diminuindo o tempo de internação e propiciando a reabilitação posterior do indivíduo.
Alterações por tecidos
Tecido Conjuntivo – Com uma semana de imobilização inicia-se a troca das fibras colágenas tipo III pelas tipo I, de tal forma que em três semanas há um predomínio das fibras tipo I que se caracteriza por ser um colágeno mais denso. As fibrilas recém-formadas fazem ligações entre si, criando fibras de colágeno mais espessas e mais longas (fenômeno do rearranjo), alterando sua estrutura básica e consequentemente sua propriedade elástica. Quantitativamente, observa-se diminuição da massa total de colágeno com perda de aproximadamente 5% em nove semanas e 25% em doze semanas. Há também alterações qualitativas e quantitativas dos glicosaminoglicanos. Estas alterações favorecerão as contraturas.

Tecido MuscularDiminuíção no nível de glicogênio e ATP, diminuindo a endurance (resistência muscular). Comprometimento da irrigação sanguínea, pela diminuição da atividade muscular, levando à diminuição da capacidade oxidativa. Diminuíção da síntise proteica, levando à atrofia muscular. Diminuíção da força muscular de 10% a 15% por semana, com incoordenação pela fraqueza muscular generalizada. Ocorrência de dor pelo processo inflamatório tecidual que se forma, com liberação de substâncias algogênicas que estimulam os nociceptores locais. Diminuíção do número de sarcômeros, propiciando contraturas.


Tecido ArticularO líquido sinovial lubrifica e nutre a cartilagem, mas necessita do movimento para que haja circulação dos nutrientes, síntise e degradação da matriz, e estímulo aos sensores elétricos e necânicos da articulação. Portanto, com a inatividade, há atrofia da cartilagem, espessamento da sinóvia, fibrose capsular e diminuição da propriocepção.
Tecido Ósseo – Diminuíção da massa óssea total devido ao aumento da atividade osteoclástica e diminuição da atividade osteoblástica (a depender da força de tensão aplicada ao osso por tração tendínea e força da gravidade); aumento da excreção de cálcio pelo aumento da reabsorção e diminuição na absorção intestinal de cálcio. A hipercalciúria e a osteoporose são frequentes, mas a hipercalcemia é menos comum, ocorrendo nos casos de imobilismo associado à insuficiência renal. A calcificação heterotópica também é uma complicação que deve ser lembrada. A calcificação heterotópica não é uma entidade rara como se imagina, e sim pouco diagnosticada, e constitui uma grande causa de deformidade e incapacidade.


Tecido Nervoso Sensorial – A privação sensorial leva a ansiedade, depressão, insônia, agitação, irritabilidade, desorientação temporoespacial, diminuição da concentração e diminuição de tolerância à dor.
Tecido Cutâneo – Atrofia da pele e úlceras de decúbito influenciadas por: pressão, idade, umidade, estado nutricional, edema, condições metabólicas, alterações sensitivas, efeitos neurotróficos e aplicação de forças transversais associada ao aumento da fragilidade da pele. Uma das principais complicações do repouso prolongado são as úlceras de pressão cujos principais locais de acometimento são: o sacro, trocanter femoral, tuberosidade isquiática, ângulo da escápula e calcâneo).
Conclusão
Diante de todas essas complicações fica clara a importância de se evitar o imobilismo prolongado e/ou de se investir nas medidas preventivas quando a restrição ao leito não pode ser evitada. As alterações secundárias à síndrome de imobilidade devem ser de conhecimento de toda a equipe de saúde que trabalha com o paciente, pois a abordagem deve ser global, diária e contínua. A intervenção preventiva já provou diminuir tempo de internação, morbimortalidade e sequelas incapacitantes, garantindo máxima recuperação funcional e reintegração social.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Doenças Reumáticas Parte II

ABORDAGEM DIAGNÓSTICA
 O diagnóstico das doenças reumáticas baseia-se primariamente na história e no exame físico. Estudos laboratoriais e análises de imagens são caros e, em geral, de pouca utilidade.
 A maioria apresenta baixa sensibilidade e especificidade, fornecendo achados que raramente são definitivos para o diagnóstico.
Os níveis séricos de ácido úrico, por exemplo, que é uma substância intimamente envolvida na patogênese da gota, é de pouca utilidade diagnóstica em casos de artrite gotosa.
Os níveis de ácido úrico são normais em 20% dos pacientes com gota (isto é, resultados falso-negativos) e a maioria dos indivíduos que apresentam níveis elevados jamais desenvolverá artrite gotosa (resultados falso-positivos).
Investigações abrangentes e caras muitas vezes levam a conclusões equivocadas.
A escassez de ferramentas laboratoriais auxiliares úteis para o diagnóstico da doença reumática torna as habilidades clínicas do médico bastante importantes e o diagnóstico dessa condição, um empreendimento excitante.

HISTÓRIA
 Uma história cuidadosa e detalhada representa a parte mais importante da avaliação do paciente com artrite. Seu foco está no exame físico subsequente e nos estudos laboratoriais.
Os fatores relevantes da história são idade, sexo e raça do paciente.
Adicionalmente, o médico deve descobrir a localização da dor, o que inclui determinar a distribuição das articulações afetadas e o ponto de origem da dor, ou seja, se a dor surge de uma determinada articulação ou de estruturas adjacentes [Tabela 1].
O envolvimento simétrico de pequenas articulações das mãos e pés, porém sem envolvimento das articulações interfalângicas distais, é sugestivo de artrite reumatoide.
Por outro lado, o envolvimento interfalângico distal é frequente na artrite psoriática. Um supercrescimento ósseo acompanhado de envolvimento interfalângico distal é sugestivo de osteoartrite.
O envolvimento assimétrico de grandes articulações acompanhado de dor nas costas em um homem jovem é característico de espondiloartropatia.
O início repentino de uma dor severa no dedão do pé é um aspecto típico da gota (podagra).
Conhecer a natureza da dor ajuda o médico a determinar se a doença é ou não inflamatória.
A data do início e o curso temporal da dor também devem ser desvendados.
O envolvimento inusitado de articulações que ainda não haviam sido afetadas em um paciente com envolvimento articular é comum em casos de artrite reumatoide e lúpus eritematoso sistêmico (LES).
A poliarterite migratória – em que uma articulação afetada se torna assintomática e a outra, dolorosa – é observada na artrite gonocócica, na síndrome de Reiter e na febre reumática aguda.
 A artrite intermitente – na qual intervalos assintomáticos são intercalados com episódios de exacerbação aguda – é comum em casos de artrite induzida por cristais


Doenças reumáticas comuns.
Intra-articular
Extra-articular
Inflamatória
Artrite reumatoide
Tendinite
Lúpus eritematoso sistêmico
Bursite
Artrite séptica
Polimiosite
Gota
Vasculite
Pseudogota
Espondiloartropatia
Não inflamatória
Osteoartrite
Fibromialgia
Tabela 1